<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054</id><updated>2012-01-20T21:17:53.068Z</updated><title type='text'>C'est De Bon Coeur</title><subtitle type='html'>Não é muito, eu sei, mas... c'est de bon coeur.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116958373451363941</id><published>2007-01-23T20:16:00.000Z</published><updated>2007-01-24T12:53:07.596Z</updated><title type='text'>Chanson Luse</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bem, por algum motivo que me escapou, publiquei este post duas vezes. Já apaguei o outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje irei debruçar-me sobre o contributo lusitano para a Chanson Française.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, uma pequena nota - o significado que hoje atribuimos a este termo, Chanson, é, no fundo, um neologismo. Originalmente, a Chanson era um certo tipo de canção da França Renascentista. Só mais tarde é que o termo ficaria associado com o trabalho de Jacques Brel ou Édith Piaf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o contributo lusitano? Bem, este é de importância reconhecida, pois surgiu numa altura em que a Chanson estava já, por assim dizer, na sua pré-reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro contributo lusitano partiu de Alberto, o Ajudante de Torneiro Mecânico. Sua profissão, já a adivinharam, mas sua vocação sempre foram as Artes. Aos 15 anos, partira para terras de França, sob grande risco pessoal, em busca de uma vida melhor, como tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente aprendeu a Arte do Torneiro Mecânico, demonstrando uma impressionante facilidade de aprendizagem, tendo começado a trabalhar como Ajudante de Torneiro Mecânico com a bonita idade de 30 anos. Ao conseguir, num tão curto espaço de tempo, dominar esta Arte, Alberto, o Ajudante de Torneiro Mecânico, decide experimentar a sua sorte noutras artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ao passar na rua, repara num grupo de jovens numa esplanada. Bem, mais propriamente, repara nas mamas de uma das mulheres do grupo, e fica hipnotizado. Senta-se numa mesa próxima, e tenta, de forma discreta, ouvir o que discute o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do seu fraco domínio do francês, consegue perceber que estão a falar de artistas. Um nome é repetido várias vezes - Brel. Alberto, o Ajudante de Torneiro Mecânico, conseguiu assim descobrir um ponto de interesse da sua musa inspiradora, e ainda bem, pois a sua discrição obteve um resultado retumbante - cinco minutos depois de Alberto, o Ajudante de Torneiro Mecânico se ter sentado na esplanada, o grupo de jovens foi-se embora, talvez um pouco incomodados com o facto de terem a cabeçorra do artista lusitano constantemente a aparecer no seu seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Alberto, o Ajudante de Torneiro Mecânico descobriu, então, o seu objectivo de vida - voltar a encontrar a mamalhuda que havia visto naquela esplanada. Sem olhar a despesas, gasta toda a sua poupança numas cassetes pirata da obra de Jacques Brel, e lança-se na sua carreira de cantor/compositor da Chanson Française.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num rasgo de criatividade, escolhe o seu nome artístico - Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique. É com este nome que grava o seu primeiro disco. E assim começa a fazer História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no Verão de 1982 que surge o seu primeiro grande sucesso, "Le Cauchechot". Uma música onde Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique explora o tema da alegria e da camaradagem, sem perder de vista a responsabilidade social que, em tempos idos, lhes estiveram associados, mas que, no início dos anos 80, se começava a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É disto emblemático o refrão deste tema, e um clássico da Chanson (ou, como afirmam alguns puristas, da Nouvelle Chanson):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regardez vous le Cauchechot&lt;br /&gt;Qu'il ne s'arrete pas d'apiter&lt;br /&gt;Pi-pi-pi pi-ri-pi-pi&lt;br /&gt;Et jamais il desafine&lt;br /&gt;Allez, les mecs,&lt;br /&gt;Mantenaint il faut jouer&lt;br /&gt;Pi-pi-pi pi-ri-pi-pi&lt;br /&gt;Dans le Cauchechot de la jeune fille&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tema que capturou toda uma essência de uma época que se estava a desvanecer na memória de uma França perdida, de uma França que lutava para sacudir a frieza em que se encontrava envolvida, para "retrouver l'âme", reencontrar a sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi no Verão de 82 que Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique, este artista do Mundo nascido em terras lusas, lança toda a Gália numa viagem em busca da sua alma. E desta vez, posso dizê-lo, foi mesmo toda, pois não houve nenhuma aldeia que se mostrasse resistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animado com o sucesso do seu primeiro single, Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique lança quase de imediato o segundo, "Je Suis Doublement Énamouré".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estas palavras explodiram na rádio Francesa, a emoção foi indescritível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je suis doublement énamouré&lt;br /&gt;Et elles sont trés différentes&lt;br /&gt;Et je n'ai pas la certitude&lt;br /&gt;De ce que j'aime plus&lt;br /&gt;Et je n'ai pas la certitude&lt;br /&gt;De ce que j'aime plus&lt;br /&gt;Je suis doublement énamouré&lt;br /&gt;Et elles sont trés différentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta canção teve o condão de dar início à enxurrada de emoção que dominaria esse memorável Verão de 82. Mas seria apenas o anunciar daquilo que se seguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três semanas depois, Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique lançaria aquela que seria a sua obra prima: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je veux sentir ton bacalhaut, Marie&lt;br /&gt;Je veux sentir ton bacalhaut&lt;br /&gt;Petit Marie, laisse moi aller à cuisine&lt;br /&gt;Laisse moi aller à cuisine&lt;br /&gt;Pour sentir ton bacalhaut&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um sucesso retumbante! Por toda a França, nada mais se ouvia senão esta alegoria à viagem que era a Vida, com "V" maiúsculo, onde todos andávamos à deriva, com a esperança de conseguirmos cheirar os bacalhauts que navegavam junto de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tal forma ficaram os franceses contagiados por este espírito, que 9 meses depois desta época estival, registou-se um record de nascimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique tinha a carreira lançada, e já nada o pararia. A não ser, claro, o autocarro desgovernado que o colheu numa Avenida de Paris, nesse mesmo Verão. A investigação revelaria que toda a gente estava a festejar dentro do autocarro, ouvindo a música de Albertô, L'Ajudant de Torniére Mecanique, incluindo o condutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve, assim, um fim abrupto a carreira deste brilhante artista de nacionalidade lusa, cujo nome é, para os verdadeiros conhecedores, tão importante no mundo da Chanson Française.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez, irei pegar num outro nome lusitano que se agigantou neste mundo, o de Joachim Barrières.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116958373451363941?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116958373451363941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116958373451363941' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116958373451363941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116958373451363941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2007/01/chanson-luse.html' title='Chanson Luse'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116899034368731829</id><published>2007-01-16T23:23:00.000Z</published><updated>2007-01-16T23:32:23.786Z</updated><title type='text'>O algodão não engana</title><content type='html'>A história do algodão doce teve início há muito, muito tempo, durante a Batalha de Granico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na fase final da batalha, no confronto entre as cavalarias Persa e Macedónia, Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt; estava na retaguarda das forças Macedónias, a vigiar contra um eventual ataque traiçoeiro, vil e cobarde por parte dos Persas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, como devem compreender, era uma tarefa algo aborrecida, principalmente quando comparada com a glória que estavam a recolher os seus compatriotas, do outro lado do rio. Bem, pelo menos, aqueles que se iam conseguindo manter vivos, claro.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Compreensivelmente cansado de estar ali sem fazer nada, Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt; decidiu repousar numa cadeira estranha que estava ali ao pé. A estrutura da cadeira era grande, possuindo depois um bizarro - mas decididamente confortável - assento que mais parecia um pequeno penico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt; sentou-se nessa espécie de penico, e recostou-se. Era realmente confortável, pois o penico estava no extremo de um longo tronco, preso à estrutura por uma grossa corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se passou de seguida é algo que está perdido nas brumas da História. Já muito se escreveu sobre o assunto, sendo que o único relato que reúne consenso é o do historiador Trom-Pete, O Palhaço Musical. Segundo este respeitado historiador, um esquilo terá pretendido armazenar bolotas na estrutura da cadeira, accionando uma alavanca, que soltou a corda que prendia o penico, o qual, por sua vez, lançou pelos ares Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem... quando eu disse que o relato de Trom-Pete, O Palhaço Musical reúne consenso, significa que todos o consideram um grande disparate. O facto é que ninguém sabe o que se passou, mas Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt; lançou-se em voo, direito às nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que a Humanidade teve, pela primeira vez, contacto com o algodão doce. Na sua queda, imediatamente antes de se despedaçar no chão, Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt; terá balbuciado algo como (segundo Trom-Pete, O Palhaço Musical ) "Esta coisa do algodão doce é muito boa, mas as doses têm que ser maiores, porque a maior parte daquilo é ar. Se assim não for, poderá ser catastrófico para uma eventual futura indústria do algodão doce que possa surgir no futuro, talvez em 1904".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o facto é que se passaram vários séculos sem que ninguém conseguisse decifrar o mistério por detrás das enigmáticas palavras de Clitor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Um Tudo-Nada Menos Negro Que Clito O Negro&lt;/span&gt;. Até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, em 1903, os irmãos Wright conseguem voar. Orville havia roubado a Wilbur um conjunto de fotografias que este muito prezava, e seguiu-se uma perseguição animada. Cada um dos irmãos tinha construído um protótipo de "Máquina Voadeira", como eles lhe chamavam na altura, e ambos se lançaram em grandes voos, com loops, parafusos, pregos, chaves inglesas e outras difíceis manobras de cariz acrobático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, no meio de toda esta excitação, Wilbur abriu a boca para exigir ao seu irmão que devolvesse as fotografias, quando um pedaço de nuvem lhe entra na boca. Foi um momento de revelação. Wilbur esqueceu de imediato o seu conjunto de fotografias da série "Coxinhas Atrevidas", para se maravilhar com esta sua nova descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um parêntesis, apenas para traçar um paralelo, para aqueles de vós que não conseguem compreender o significado deste momento histórico. Foi a mesma coisa que quando se descobriu que a Lua era feita de queijo. Excepto no que respeita ao crash que houve no mercado mundial do queijo, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Wilbur e Orville lá sararam as suas divergências, e fundaram o primeiro negócio do algodão doce. Após atrairem investimento, construiram uma pequena esquadrilha de "Máquinas Voadeiras", que lhes permitiam colher imensas quantidade de algodão doce nas nuvens. Este era depois armazenado, limpo e cortado em doses, para venda ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o sucesso na Carolina do Norte, os irmãos Wright decidiram ir à Feira Mundial de St. Louis, em 1904, para apresentarem o seu produto ao Mundo. Infelizmente, este acabou por não comparecer, pelo que os irmãos Wright acabaram por vender ao público que visitou a Feira as mais de 65,000 doses que haviam produzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um sucesso. Chamaram-lhe o "Fio Dental das Fadas", e toda a gente concordou que era um nome muito bem escolhido, apesar de dar algum desconforto nas partes baixas. A moda do fio dental só perderia adeptos com a austeridade da WWII, sendo necessário aguardar pelos anos 70 para que conseguisse conquistar, novamente, um lugar ao Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao algodão-doce... com o sucesso do Fio Dental, os irmãos Wright lançaram-se noutros negócios de roupa doce, surgindo, eventualmente, a ideia da roupa comestível. Aliás, este é um pormenor que nos revela o quão avançados para a sua época eram estes dois empresários, uma vez que este é um nicho que ainda hoje permanece por explorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, por hoje é tudo, no que diz respeito à História do algodão doce. Deixo os meus agradecimentos a Trom-Pete, O Palhaço Musical e a Snekkles, o Cão Pastor E Possuidor De Outros Talentos Muito Apreciados Pelas Ovelhas, pelo contributo que as suas obras deram para uma maior compreensão dos Mistérios da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez, irei falar da importância social do algodão doce, principalmente no que respeita aos Contratos Sociais dos anos 50, nomeadamente na Europa do Pós-Guerra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116899034368731829?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116899034368731829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116899034368731829' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116899034368731829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116899034368731829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2007/01/o-algodo-no-engana.html' title='O algodão não engana'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116778020966031269</id><published>2007-01-02T22:53:00.000Z</published><updated>2007-01-02T23:23:29.706Z</updated><title type='text'>Relevantes</title><content type='html'>Bem, após uma +/- longa ausência, eis-me de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, um bom ano para todos... e todas, antes que me comecem a partir a cabeça :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a umas semanas, vamos ter um referendo. Ao ver toda a atenção dedicada ao tema, não deixo de lamentar o facto de outros assuntos serem deixados para trás. É sobre isso que irei falar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelos transplantes...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Sim, os transplantes! Enquanto a Igreja condena o aborto, enquanto atentado à vida, fecha os olhos aos milhares de transplantes que ocorrem por esse país fora... que digo? Por esse país??? Por esse mundo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inocentes que recebem orgãos de outras pessoas, também elas vítimas de um sistema demoníaco, ou não fosse o mesmo potenciado pela tecnologia, esse conceito impuro, que tem por único objectivo a clivagem entre o Homem e Deus, a desespiritualização terrena, a desertificação da outroura fértil espiritualidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os maiores atentados a essa espiritualidade está o transplante de coração! O coração, esse orgão máximo da vida humana, cuja promiscuidade se tornou desgraçadamente corriqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que a medicina moderna não tem como evitar a tragédia que é uma pessoa bondosa receber o coração de um mau elemento! E que dizer do marido fiel e apaixonado (mas tudo no maior respeito, claro) que se vê forçado a receber o coração de um libertino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estas injustiças morais não fossem o suficiente para empalidadecer o mais resoluto defensor da moralidade e espiritualidade terrenas, temos ainda a ignomínia da injustiça legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que agora com estes transplantes do orgão sexual masculino, imaginem se um pobre homem recebe o orgão de um exibicionista, p.ex. Se esse inocente alguma vez se vir numa linha de identificação, e lhe reconhecerem o orgão? Quem lhe limpará, então, a honra, manchada por toda esta balbúrdia tecnológica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, senhoras e senhores, nisto não pensam aqueles indíviduos que se dedicam a conspurcar a alma dos fiéis, daqueles que, mantendo a sua alma forte, acabam por ser traídos por ideias ímpias que lhes são impostas, dissimuladas como actos para lhes salvarem a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, meus amigos, existem outras ameaças à espiritualidade, outras incarnações de Judas que se escondem sob um manto de pretensa cura e - frase maldita do nosso século - "melhoria de qualidade de vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos já ouvimos falar de casos em que são colocadas no corpo entidades que lhe são estranhas - máquinas, ferros, e outras coisas que não lembrariam nem ao demo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta que coloco, com toda a pertinência, é a seguinte: São essas entidades abençoadas? Alguém se lembra desse acto sagrado, de pedir a benção ao Senhor, antes de serem colocados no corpo a que Deus deu vida esses instrumentos estranhos? Como pode o Homem manter a sua espiritualidade, já de si tão ameaçada pelas tentações da vida moderna, quando a sua alma é destruída desta forma tão vil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, falemos do aborto, sim.. mas não esqueçamos estes outros problemas importantes, para os quais a Igreja apresenta tantos argumentos, tão relevantes como estes que aqui enumerei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116778020966031269?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116778020966031269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116778020966031269' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116778020966031269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116778020966031269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2007/01/relevantes.html' title='Relevantes'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116620824199264533</id><published>2006-12-15T18:38:00.000Z</published><updated>2006-12-15T18:44:02.130Z</updated><title type='text'>Um conto de Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Data original: 2005-12-21&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, estou a reciclar o Mail Melga do Natal do ano passado. Mas fazer o quê? Reciclar é bom, não é? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica, desde já, o meu voto de Boas Festas, e aqui vai um conto/canção de Natal. Deverá ser cantado ao som do "God Rest Ye Merry, Gentlemen" (não sei como se chama esta música de Natal em português).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy, ppl. O conto/canção e a época.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Em casa dos Almeida, na véspera de Natal&lt;br /&gt;Não havia alegria, a tristeza era geral&lt;br /&gt;A mesa tão vazia! Oh Jesus, tamanho mal!&lt;br /&gt;Oh, que história tão digna de dó&lt;br /&gt;Digna de dó&lt;br /&gt;Oh, que história tão digna de dó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o porquê de tanta frugalidade?&lt;br /&gt;Nem vão acreditar nesta anormalidade&lt;br /&gt;Mas juro, amiguinhos, não duvidem que é verdade&lt;br /&gt;Esta história tão digna de dó&lt;br /&gt;Digna de dó&lt;br /&gt;Esta história tão digna de dó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Almeida disse, num dia tão malfadado,&lt;br /&gt;"A roupa não me serve, já devo ter engordado"&lt;br /&gt;José, o seu marido, entrou em pânico, alarmado&lt;br /&gt;Disse "Deus tem pena de nós,&lt;br /&gt;Pena de nós"&lt;br /&gt;Disse "Deus tem pena de nós"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Almeida foi a correr à nutricionista&lt;br /&gt;Que lhe receitou muita vitamina e alpista&lt;br /&gt;E a comida proibida, ai, que enorme lista&lt;br /&gt;Desespero! Ai, falha-me a voz&lt;br /&gt;Falha-me a voz&lt;br /&gt;Desespero! Ai, falha-me a voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal tratamento, nem queiram saber quanto custou&lt;br /&gt;Dona Maria Almeida, ao ver o preço, desmaiou&lt;br /&gt;José, o seu marido, contente é que não ficou&lt;br /&gt;E o saldo ficou só com uns pós&lt;br /&gt;Só com uns pós&lt;br /&gt;E o saldo ficou só com uns pós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Maria Almeida gastou os dois ordenados&lt;br /&gt;José Almeida ficou totalmente apalermado&lt;br /&gt;Jesus Almeida, o petiz, disse, desconsolado&lt;br /&gt;"Este ano não há doces p'ra nós,&lt;br /&gt;Doces p'ra nós,&lt;br /&gt;Este ano não há doces p'ra nós"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam os três à mesa com umas caras tão tristonhas&lt;br /&gt;Jesus, que deprimente contemplar tamanhas fronhas&lt;br /&gt;Não haverá como ajudar estes nossos pamonhas?&lt;br /&gt;Eles estão tão tristes e sós&lt;br /&gt;Tristes e sós&lt;br /&gt;Eles estão tão tristes e sós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que aparecem, guiados por uma estrela,&lt;br /&gt;Três homens bem vestidos, montados numa camela&lt;br /&gt;Magrinhos e elegantes, ali, gordura, nem vê-la&lt;br /&gt;E falaram todos a uma voz&lt;br /&gt;A uma voz&lt;br /&gt;E falaram todos a uma voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos os Três Reis Magros e viemos ajudar,&lt;br /&gt;E viemos aqui trazer-vos o vosso jantar&lt;br /&gt;A Ceia de Natal, que alegria vos vai dar&lt;br /&gt;Pois que Deus teve pena de vós,&lt;br /&gt;Pena de vós,&lt;br /&gt;Pois que Deus teve pena de vós"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na mesa apareceram, por artes e por magias&lt;br /&gt;Carne, peixe, e doces e um buffet de carnes frias&lt;br /&gt;E um sem número de deliciosas iguarias&lt;br /&gt;E até havia um pão-de-ló&lt;br /&gt;Um pão-de-ló&lt;br /&gt;E até havia um pão-de-ló&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Três Reis Magros partiram, não sem antes dizer&lt;br /&gt;Que para perder peso não é preciso sofrer&lt;br /&gt;Com exercício, não há que ter medo de comer&lt;br /&gt;Que receio tão duro e atroz&lt;br /&gt;Duro e atroz&lt;br /&gt;Que receio tão duro e atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, amiguinhos, aqui fica a lição&lt;br /&gt;Não se tornem em escravos da vossa alimentação&lt;br /&gt;Levantem o cú do sofá, façam flexões no chão&lt;br /&gt;E não sejam uns gandas totós&lt;br /&gt;Gandas totós&lt;br /&gt;E não sejam uns gandas totós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas Festas!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116620824199264533?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116620824199264533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116620824199264533' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116620824199264533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116620824199264533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/12/um-conto-de-natal.html' title='Um conto de Natal'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116575429345080181</id><published>2006-12-10T12:21:00.000Z</published><updated>2006-12-10T12:38:17.126Z</updated><title type='text'>Pés Furados</title><content type='html'>Ontem, estava a ver um qualquer Telejornal (quando não estou em casa, nunca sei bem qual é que estou a ver), quando começam a falar de uma operação policial na noite de Lisboa, que resultou em algumas detenções. A dada altura, começam a desfiar o rol de motivos de detenção.. e, de repente, começo a visulmbrar ao longe algo de estranho a aproximar-se... não consegui perceber bem o que era, mas vinha assim, de forma despreocupada e verdadeiramente idiota, como... bem, como uma qualquer idiotice...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"blah blah blah... questões relacionadas com direitos de autor... blah blah blah"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase não foi bem esta, é certo, mas o facto é inegável - aparentemente, a PSP anda a verificar os CDs que os condutores andam a ouvir. Parece-me fabuloso.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Para mim, tem já uma consequência... faço parte de um grupo, ao qual decidimos chamar a Tertúlia... original, não é? :) Bem, nesse grupo, um dos assuntos principais é a música. Temos gostos musicais muito diversos e, na maioria das vezes, opostos. Mas, de vez em quando, lá um de nós consegue apresentar algo de novo que os outros gostam. Já não comprava CDs há muito tempo (mais abaixo vão perceber porquê), mas já comprei um ou dois graças a isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, estava a preparar-me para uma sessão de compras mais em grande, para adicionar alguns nomes novos à minha colecção de CDs. Pois bem, depois de ver isto - não me parece. Como se costuma dizer, há que votar com a carteira, e eu vou manter o meu dinheiro no mesmo sítio onde costuma estar - música étnica e New Age, onde, pelo menos, não tenho que aturar idiotas que têm a mania que as pessoas lhes devem alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a não comprar CDs... quem pensa que ando por aí a pirateá-los... lamento, meus caros, mas estão enganados. "Como é que é possível viver sem música?" perguntam vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um esforço por aí além, portanto esta minha atitude não é algo de nobre, nem requer qualquer tipo de sacrifício. Depois de comprar a música que realmente gostava, a minha única motivação seria experimentar o que havia de novo. E, basicamente, esta indústria que agora decidiu colocar a Polícia a passar revista aos leitores de CD é a mesma indústria que, de há 10-15 anos a esta parte, só tem cuspido merda cá para fora, IMHO. Se disser que, no que diz respeito ao mainstream, compro 2-3 CDs por ano, não estarei muito longe da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, temos outro problema - o hype. É algo que me complica com os nervos. P.ex., ouvi o "Bring Me To Life" dos Evanescence no filme "Daredevil". Gostei, e decidi comprar o álbum. Nos meses seguintes, fui bombardeado com estes tipos em todo o lado. Basicamente, fartei-me. Quando saiu o álbum ao vivo, já não podia ouvir falar neles. Este álbum que saiu agora? Talvez um dia pegue nele, quem sabe...? Mas não há pachorra para aturar isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais lamentável ainda é uma outra tendência, igualmente recente, de procurar os "The Next Big Thing"... bandas que têm um primeiro álbum com um sucesso fabuloso, mas que depois sucumbem perante a pressão de superar - ou, pelo menos, repetir - esse sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez alguém devesse lembrar a esses iluminados senhores que, regra geral, o primeiro álbum de uma banda é o fruto de anos de trabalho dos seus membros, e que é ridículo - já para não dizer tremendamente estúpido - querer repetir isso, no espaço de 12-16 meses, que muitas vezes são completamente preenchidos com tournés, entrevistas, promoção, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, a única coisa que as editoras querem é o cash-in... e, como se tem visto na esmagadora maioria dos casos... só dão é tiros nos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, por tudo isto, não me custa nada manter o dinheirito na carteira. Gostaria, portanto, de agradecer aos Senhores da Indústria da Música, pelo seu papel de potenciadores da minha poupança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e por falar em tiros no pé... Gostaria de felicitar a TV Cabo pela sua ideia - mais uma perfetia idiotice - de remover a SIC Comédia da sua grelha. Enfim, falando por mim, pouca televisão vejo, portanto não sou certamente membro do seu público-alvo. Mas a SIC Comédia era um dos poucos canais que via. Pelos vistos, estou na minoria. Ou isso, ou a TV Cabo quer dar uma ajudinha à concorrência... talvez por causa da OPA, quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, posso dar-lhes os parabéns por duas coisas - primeiro, deixaram de me fecundar a cabeça a tentar vender-me a SportTV, que deve ser o canal mais asqueroso que alguma vez viu a luz do dia. E, depois, porque tiveram o bom senso - até que enfim, que já não era sem tempo - de ter uma estratégia de grupo na sua última campanha publicitária. Um dos outdoors que por aí anda é um SMS de filho/filha para o pai, a dizer que saiu de casa por não ter TV Cabo. Esse anúncio está cheio de menções à TMN. Excelente ideia, e deixo os meus parabéns a quem a teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a remover a SIC Comédia? Pés furados, meus caros :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116575429345080181?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116575429345080181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116575429345080181' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116575429345080181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116575429345080181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/12/ps-furados.html' title='Pés Furados'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116493167266747193</id><published>2006-11-30T23:58:00.000Z</published><updated>2006-12-01T00:07:52.710Z</updated><title type='text'>Amor... Parte II</title><content type='html'>Vou interromper o relato das aventuras holandesas por um bocadinho, para actualizar a minha definição de Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo com uma canção de Yannick Noah, chamada "Si Tu Savais". A letra... essa, é fabulosa:&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Si tu savais mon frère&lt;br /&gt;Ce que je trouve là-bas chaque fois&lt;br /&gt;Le rythme lent de la terre&lt;br /&gt;Où les vies passent doucement pas à pas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si tu savais mon frère&lt;br /&gt;Ce qu'ensemble veut dire là-bas&lt;br /&gt;Au coeur des monastères&lt;br /&gt;Les dieux s'inclinent devant tant de foi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ici nos âmes sont grises&lt;br /&gt;Les gens ne se regardent pas&lt;br /&gt;Nos sentiments s'enlisent&lt;br /&gt;Et l'on ne voit pas ce que l'on n'a pas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eux tu sais quand ils disent&lt;br /&gt;Pas besoin de signer en bas&lt;br /&gt;Chaque matin chaque brise&lt;br /&gt;C'est ton coeur qui parle pour toi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si tu savais mon frère&lt;br /&gt;Comme je me retrouve quand je suis là-bas&lt;br /&gt;Dans leurs chants leurs prières&lt;br /&gt;Ou j'aime tant mêler ma voix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si tu savais mon frère&lt;br /&gt;Comme chaque jour est fort là-bas&lt;br /&gt;Les bonheurs, les misères&lt;br /&gt;Tout se partage même le moindre repas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le pain et les chimères&lt;br /&gt;La peur de l'au-delà&lt;br /&gt;Juste offrir et se taire&lt;br /&gt;Sans réfléchir juste comme ça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La crainte du tonnerre&lt;br /&gt;La mort qui vient déjà&lt;br /&gt;C'est tout leur univers&lt;br /&gt;Qu'ils partagent simplement avec toi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si tu savais&lt;br /&gt;Il suffit de donner&lt;br /&gt;Si tu savais&lt;br /&gt;Aimer c'est partager&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si tu savais&lt;br /&gt;Il suffit de donner&lt;br /&gt;Si tu savais&lt;br /&gt;Aimer c'est partager&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le bonheur c'est partager &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte que sempre me fica a ecoar na cabeça é esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Si tu savais / Se soubesses&lt;br /&gt;Il suffit de donner / Que basta dar&lt;br /&gt;Si tu savais / Se soubesses&lt;br /&gt;Aimer c'est partager / Amar é partilhar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amar é partilhar. Para além de confiança e cedência (ou sacrifício, ou whatever). É o partilhar de uma alma com outra pessoa, em quem depositamos a esperança de ser capaz de nos compreender, e de colocar essa compreensão acima de qualquer ensejo de nos julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É partilhar o que temos de belo... e de vil... de inspirador... e de degradante... de normal... e de bizarro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É abrir as janelas do nosso ser, aquelas que tínhamos fechadas há anos, que escondiam salas, nichos, recantos... e que já tínhamos perdido a esperança de alguma vez encontrar alguém a quem tivéssemos vontade de as mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sermos nós próprios em todas as situações... quando estamos em dia não, admiti-lo abertamente, e não sentirmos receio por isso. É o enfrentar de problemas aparentemente insolúveis, a dois, sem saber muito bem como os vamos resolver, mas confiantes, porque alguém acompanha os nossos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dar a mesma importância a um abraço no Metro, a um toque de mãos na praia, a um orgasmo (ou à ausência de um orgasmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... é entregarmo-nos, sem reservas, sem segredos, pouco a pouco ou mergulhando de cabeça, pouco importa. Acima de tudo, é a entrega, a partilha total de nós próprios com a pessoa que achamos que o merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a falar em fancês, estive há dias a rever um filme fabuloso chamado "Jet Lag" (um grande obrigado ao Jorge, que me convidou para ver este filme, em 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabuloso, porquê? É um hino ao "Porque não...?", um hino de uma beleza incomparável. É um filme americano feito por franceses, que decidem mostrar aos nossos vizinhos do outro lado do Atlântico como se faz um comédia romântica como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos momentos marcantes no filme, mas o final, a sequência de cenas desde o pequeno-almoço no aeorporto, até à mensagem deixada no voice-mail... está genialmente tocante. Recomendo vivamente este filme, com interpretações fenomenais de Juliette Binoche e Jean Reno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Bem, ocorreu-me apenas que são dois aspectos que, de repente, me entraram vida adentro, e me arrastaram num turbilhão de felicidade, no qual ainda ando meio atordoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilha e oportunidade. Aliás, &lt;b&gt;oportunidades&lt;/b&gt;... se calhar, pela primeira vez em toda a minha vida, a esmagadora maioria das janelas está aberta, e a luz ilumina-me completamente, e expõe aquilo que sou, e é isso que entrego...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti, princesa. Sempre esperei por alguém como tu, e o Destino decidiu, finalmente, que já tinha esperado tempo suficiente. Amo-te! Talvez algum dia encontre as palavras que digam quanto...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116493167266747193?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116493167266747193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116493167266747193' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116493167266747193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116493167266747193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/11/amor-parte-ii.html' title='Amor... Parte II'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116457608703618555</id><published>2006-11-26T21:11:00.000Z</published><updated>2006-11-26T21:21:27.073Z</updated><title type='text'>Dia 3 - I Am Sterdam (Parte II)</title><content type='html'>Após a saída do BK, metemo-nos outra vez no eléctrico, para ir ao mercado das flores, uma vez que ainda ninguém tinha visto grande coisa de tulipas. Lá fomos, com atenção à paragem onde deveríamos sair, mas - mais uma vez - as tais senhoras com vozes simpáticas deram-nos uma ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um mercado, idêntico ao da Ribeira, mas ao ar livre. A maioria dos stands eram perfeitamente normais, apenas um sobressaía, pela forma como estava disposto, mesmo para chamar o turista. E funcionava, porque haviam vários turistas a tirar fotografias nesse stand, apesar dos papelinhos que diziam "No photo, please". Não percebi porquê, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa altura que vi algo que me supreendeu - uma loja chinesa. Mas uma loja &lt;b&gt;genuinamente&lt;/b&gt; chinesa, e não uma loja dos 300 com um nome chinês, como temos cá. Ou seja, era uma loja onde se vendiam artigos tipicamente chineses, e não refugo produzido a preço da chuva. Infelizmente, acabei por não entrar, mas foi uma surpresa agradável.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura, separámo-nos. Havia um grupo que queria ir ao Madame Tussaud. Nós (os do outro grupo) queríamos ir ao Museu da Tortura (or so we thought). Antes disso, fomos à Praça Rembrandt, onde têm um jardim com uma estátua de Rembrandt, sobranceiro a um conjunto de estátuas que representam o seu quadro "Night Watch". Recomendo. Aproveitei o caminho para espereitar mais uma ou outra sex-shop, que as havia em grande quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comprovar que o português está em toda a parte, fomos abordados por um turista brasileiro, e estivémos um pouco na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos daí para o Museu da Tortura. Chegados à porta... bem, queremos entrar, ou não queremos...? Quem é que quer ir ver...? Epa, é igual à exposição que houve em Lisboa. Bem, eu não vi a exposição, e a entrada até era barata, mas o tempo era pouco, e eu não estava com muita pachorra para o gastar a ver instrumentos de tortura. Já me bastam as especificações/procedimentos/documentos de projecto que tenho que ver no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, decidimos seguir em direcção à Igreja Nova, na esperança de a visitar. Subimos, mas a Igreja já tinha fechado. Entretanto, o nosso casal de Coimbra estava novamente reunido, e decidimos assumir os nossos papéis - nós, os homens, ficámos num cafézito super-acolhedor a beber uma imperial, e as gajas foram ver montras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado algum tempo, o resto do grupo chegou ao café. Nessa altura, surgiu a questão - now what? A malta queria ir ver a casa de Anne Frank. Eu ainda tinha uma compra muito importante para fazer, para uma menina que adora cavalos... estava difícil, porque na Holanda é mais vacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi deixar a casa de Anne Frank para outra ocasião... fui o único, e lá me lancei sozinho pelas ruas de Amsterdão. Já era noite, mas as ruas continuavam cheias. Algumas já tinham iluminações de Natal, pelo que fui andando e curtindo o espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui entrando em várias lojas de souvenirs, na minha Missão Impossível. Numa delas, na  avenida que vai da Igreja Nova para a Central Station, um dos empregados perguntou-me, em inglês, se precisava de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondi "No, I'm just browsing", mas depois decidi aceitar a oferta, e disse "I'm sorry, you seem to have lots of stuff with cows... but I'm looking for something with horses", ao que ele respondeu que isso seria muito difícil, pois o recuerdo típico era com vacas, e depois pergunta-me "You're from Portugal, right?"... ao que eu respondi um "Yes" muito surpreendido, o que o levou a dizer "Pois... nós, os portugueses, falamos inglês todos com o mesmo sotaque".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivémos um pouco na conversa. Da sua ida para Amsterdão; da resistência inicial dos pais, que achavam que o seu filho ia viver para um antro de droga e prostituição; da sua mudança de opinião, quando o foram visitar pela primeira vez; de como as coisas funcionavam por lá (por oposição a &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; funcionarem por cá); da diferença de mentalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, falei-lhe na minha desilusão com o Red Light, e foi aí que ele me me fez ver o meu erro - eu só tinha visto uma pequena parte. Havia muito mais ruas cheias de montras para ver, e ele explicou-me por onde seguir. Além disso, disse-me também que a melhor hora para passear por lá sem grandes problemas era ao início da noite, saíndo de lá por volta das 21:30. Por essa altura, a malta começava a sair das coffee-shops, alguns já sem saber muito bem o que andavam a fazer, portanto havia potencial para mais confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, após a conversa, continuei a minha cruzada... basicamente, um cavalo, um cavalo, o meu reino por um cavalo... mas lá tive que me contentar com umas vaquinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, enquanto ia ter com o pessoal, ainda vi mais umas sex-shops, e uma loja de lingerie com peças muito giras. Entrei, mas deparei-me de imediato com o problema do tamanho, como devem compreender. Acabei por sair, um pouco triste por nunca conseguir encontrar lingerie que me servisse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, estava a brincar, claro! O problema do tamanho é porque a pessoa para quem a queria comprar estava em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, fiquei à espera do resto do grupo na Praça da Igreja Nova (não, não memorizei o nome das ruas). Quando eles chegaram, lá fomos numa nova excursão ao Red Light. Se bem me recordo, deviam ser para aí umas 19:30 - 20:00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Servimos de guias ao resto do pessoal, e fomos até à Igreja Velha, a igreja mais antiga de Amsterdão. As montras estavam mais ou menos na mesma. Depois, seguimos na direcção que o nosso amigo português havia indicado. A primeira montra que vimos... epa, foi passar do 8 para o 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, sem sombra de dúvida, a mulher mais fabulosa que vimos ali, naquela noite. Parecia saída de um filme da Private (para quem não sabe o que é - lamento... a sério). Fisicamente, a mulher era deslumbrante, e ofuscava toda a gente que passava por ali... até as mulheres do nosso grupo concordaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And yet...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à velha história de, para mim, o físico não ser suficiente. Na condição de comprometido em que me encontro actualmente, assumi claramente que a minha visita às montras seria puramente visual. No entanto, mesmo que assim não fosse, não seria esta mulher a conquistar-me. Porquê? Nariz demasiado empinado. "Ah, e tal, mas tu és cliente, portanto ela tinha que se aguentar", disseram-me algumas pessoas com quem comentei isto, mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interessa. A verdade é esta, e pude confirmá-lo, "live" - uma tipa daquelas, apesar de deslumbrante, não me desperta o desejo. Tal como escrevi uma vez, atrai-me o olhar, mas não o prende por muito tempo. Quanto a dar-me vontade de entrar, para ir ter com ela... epa, esqueçam lá isso. Como se dizia nos meus tempos de juventude, "preferia uma hora bem passada com a irmã da canhota"... não, não estou a brincar, meninos e meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, filosofias à parte, eram umas 5 ou 6 ruas apenas com montras. Duas delas eram tão estreitas que duas pessoas passavam com alguma dificuldade. Nalgumas das montras, viam-se mulheres cuja idade já lhes deveria recomendar outra profissão. Achei giro que numa das montras estavam 3 mulheres... ficámos a pensar se seria apenas para grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma outra mulher que encheu os olhos a toda a gente... mas essa já não a vi, porque tinha acabado de arranjar negócio e sair da montra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mim? Bem, há sempre uma eleita, claro, e aqui não foi excepção. E o que é que me fez decidir? A simpatia... o sorriso, o brilho nos olhos... fisicamente, não era tão deslumbrante como a primeira mulher de que falei acima, mas também era bastante atraente... também ficaria muito bem num filme da Private. Mas tinha um sorriso que originava nos lábios e reflectia no olhar... fascinante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, aquilo é só para atrair os gajos"... sim, sem dúvida. E - surprise, surprise - funcionou. De todas as mulheres que vimos ali, seria a única que me levaria a entrar, a única que conseguiu atrair-me o olhar, convencê-lo a descansar mais um pouco nos seus olhos, para depois o algemar com tanta simpatia... e depois, para o meu olhar sair dos olhos dela? Acho que tenho um olhar com espírito de Houdini... podem não acreditar, mas só depois disto tudo é que lhe consegui olhar para o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fabulosa! Sem desprimor para as outras, mas a vida é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, de resto... dado o adiantado da hora, o ambiente estava mais animado que no dia anterior, sem dúvida. Até se viam miúdos a correr de um lado para o outro, a ver as montras... das sex-shops, que são um pouco mais explícitas que as de cá. Aqui e ali, polícias de bicicleta... não havia ali sinal de insegurança, pelo menos à hora a que lá andámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda entrámos numa sex-shop, que foi a melhor que vi lá. Espaço amplo, bem iluminado, com as coisas bem organizadas... quase parecia um pequeno super-mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá que vi, pela primeira vez, uma ovelha insuflável, que estava em exposição. Tinham também um preservativo de corpo inteiro. Aliás, o bom gosto desta loja estava patente no facto de terem uma secção só com filmes da Private.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de compras, os tipos tiveram algum azar. Eu fiz uma compra, mas uma amiga minha que queria levar um fatinho, não teve a mesma sorte. Novamente o tamanho. Pelos vistos, ela é demasiado... compactazinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, estava a chegar a hora recomendada para sair, já tínhamos - finalmente - visto um pouco do que tornava o Red Light famoso (e, sim, vale a pena visitar), e estávamos a ficar com alguma fome. Estava na altura de nos pormos a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este post já vai comprido como tudo... mas se eu deixasse o Red Light para a parte III, acho que alguém me enforcava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto fica para depois, incluíndo a visita ao Sex Museum.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116457608703618555?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116457608703618555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116457608703618555' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116457608703618555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116457608703618555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/11/dia-3-i-am-sterdam-parte-ii.html' title='Dia 3 - I Am Sterdam (Parte II)'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116432325400676456</id><published>2006-11-23T22:59:00.000Z</published><updated>2006-11-23T23:07:34.036Z</updated><title type='text'>Dia 3 - I Am Sterdam (Parte I)</title><content type='html'>Finalmente, um dia todo dedicado a Amsterdão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno-almoço foi feito com os restos das sandochas do dia anterior. Sim, eu sei, restos não são uma alimentação saudável, mas é assim a vida. Aliás, haveria restos para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;resto&lt;/span&gt; da viagem.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;De seguida, a caminho do ferry. Deixámos os carros na tal zona residencial e lançámo-nos numa caminhada de uns 15 minutos, durante a qual ainda travámos conhecimento com um gato extremamente amigável... alguém avançou que talvez fosse uma gata com o cio, o que explicaria tanta confiança com um conjunto de estranhos... ainda por cima, turistas, a falar numa língua imperceptível, o que muito deve ter confundido o pobre animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ferry connosco, e eis-nos chegados a Amsterdão. O nosso casal de Coimbra separou-se (salvo seja, meus caros, salvo seja :) ), pois nós íamos ver museus e o nosso amigo não estava com pachorra para isso, e tinha outros interesses mais virados para a tecnologia e ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia ia ser a andar de um lado para o outro, e era preciso comprar bilhetes. Já não me lembro porquê, mas fui a caminho de uma loja de apoio ao turista, na Central Station.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esclarecer dúvidas, sair da loja e voltar novamente, lá comprámos uns I am sterdam cards. Durante 24 horas, tínhamos transporte à borla, bem como outras borlas e descontos. Sendo portugas, claro, tínhamos - igualmente - sorrisos de orelha a orelha. Senti-me num anúncio da Colgate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcámos num eléctrico, muito parecido com os nossos novos, and away we go. Lá perguntámos a uma passageira onde haveríamos de sair, para ir para o Museu Van Gogh. Curiosamente, ela também ficou um pouco à toa, mas afinal foi fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê? Os eléctricos deles têm umas senhoras, com vozes muito simpáticas, que anunciam cada paragem. Deve ser um emprego um pouco monótono, but it's a living. No entanto, para além disso, as supra-citadas senhoras têm a ajuda do motorista, que vai anunciando os pontos de interesse de cada paragem. Portanto, assim que ouvimos Van Gogh Museum, levantámo-nos e corremos para a saída... tão depressa que até parecia que estavam a oferecer mais borlas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À entrada do museu, o primeiro choque - uma fila brutal! O museu tinha 3 entradas, sendo que duas delas iam dar às bilheteiras. A terceira era para quem já tinha comprado bilhete com antecedência... sei lá... olha, p. ex., na loja de apoio ao turista, na Central Station.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, uma pequena seca para entrar. Depois, não se podia entrar com mochilas, nem com comida, nem com garrafas de água. Felizmente, somos portugas, e lá conseguimos contrabandear um pacotito de bolachas, que muito bem souberam dali a um bocadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o museu em si? Epa, Impressionismo não é my cup of tea. Ainda por cima, o raio do museu estava cheio... quem diria, não é? Pelas filas lá fora, quem adivinharia a enchente de pessoal no museu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Impressionismo tem uma característica engraçada - impressiona mais à distância. Vistos de perto, parecem - basicamente - um amontoado de pinceladas. Mas, no caso do museu Van Gogh, algo de grave se passava, pois todos os quadros, quando vistos à distância, pareciam... um amontoado de nucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, era impossível apreciar os quadros como deve ser, com dezenas de pessoas a tapar a vista. Enfim, fazendo o trocadilho pela última vez... não fiquei impressionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos dali e fomos direitos ao Rijksmuseum. Também tinha uma fila considerável, mas mais maneirinha. Só havia um problema - chovia a potes. Mas, mais uma vez, vi como se fazem as coisas num país a sério. O pessoal do museu que estava a controlar a entrada tinha guarda-chuvas, que dava aos visitantes que estavam à espera para entrar e não tinham com que se abrigar da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, adorei o Rijksmuseum. Sempre me senti mais virado para obras mais clássicas, e o museu tem uma colecção impressionante da época áurea holandesa - Rembrandt, Vermeer, Borch... a casa de bonecas de Petronella Oortman, do tamanho de um roupeiro... uma réplica de um navio de guerra (que me deu alguma saudade do nosso Museu da Marinha, que já não visito há anos)... enfim, fiquei fã, e recomendo vivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saídos dali, fomos almoçar. Pelo que me lembro, já estávamos perto das 16:00. Onde almoçar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a Holanda é um país avançado. Confirmei isso pela quantidade de Burger Kings que tinham por lá. Portanto, nada melhor do que experimentar a prata da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei desiludido. Para começar, o menu deles pareceu-me mais limitado que o nosso. O serviço era ainda mais caótico, o que me surpreendeu, pois sempre pensei que fosse impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a ignomínia final - não tinham cerveja!!!! Como é possível????? Mesmo ao lado da Bélgica, onde se faz da melhor cerveja que já provei (ah, six-packs de Grimbergen), e o BK não tem cerveja! Imperdoável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi um almoço algo decepcionante. Os nossos BKs são melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pessoal, para já, fico-me por aqui. Isto hoje saíu mais longo que o habitual (é favor evitar a piadinha fácil, pls). Depois continuo o relato deste dia 3.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116432325400676456?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116432325400676456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116432325400676456' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116432325400676456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116432325400676456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/11/dia-3-i-am-sterdam-parte-i.html' title='Dia 3 - I Am Sterdam (Parte I)'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116369145756808127</id><published>2006-11-16T15:27:00.000Z</published><updated>2006-11-16T15:37:37.613Z</updated><title type='text'>Dia 2 - O Choque</title><content type='html'>O segundo dia começou bem. No dia anterior, enquanto procurávamos lojas de roupa, conseguimos dar com a tal zona do cais de Volendam, e decidimos visitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lojas e restaurantes. Alguns barcos atracados, um dos quais chamou logo à atenção, um veleiro em madeira, muito bem conservado, e com imensos pormenores (p.ex., uma estatueta de um urso na proa), que nos permitiram estar a apreciá-lo por uns bons minutos, descobrindo sempre mais qualquer coisa de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou logo a compra dos recuerdos, claro. E, finalmente, também a compra da roupa. Aliás, a loja de roupa foi um sucesso - tinha lá um cachorrinho que era um encanto.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Tal como é habitual nestes casos, as lojas tinham todas mais ou menos as mesmas coisas. O verdadeiro truque é sempre procurar o que poderá cada loja ter de diferente. Nesse sentido, houve uma loja que me fascinou particularmente. Tinha caixas de música e pequenos brinquedos animados - carrocéis, um ringue de patinagem, um ringue de carrinhos de choque. Muito bem feitos (caros, também, com preços que oscilavam entre os 300 e os 450 euros), e muito bonitos. Tinham luzinhas idênticas às de Natal, e encaixariam perfeitamente numa decoração da época. Tinham bastantes pormenores - p.ex., uma caixa de música em forma de piano ia ao pormenor de mexer as teclas quando a música tocava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a sessão de compras, que durou o resto da manhã, fomos ao supermercado comprar mantimentos e seguimos para Amsterdão, com as indicações dadas no dia anterior pelo pessoal da pizzaria. A ideia seria apanhar o ferry para a Central Station, uma travessia gratuita de 5 minutos, deixando os carros estacionados num parque perto do ferry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, chegámos ao ferry e... onde está o parque??? À nossa volta, apenas bicicletas. Carros, nem sinal. Voltámos para trás, e vimos o parque, mas era minúsculo. Decidimos seguir até uma zona residencial, onde almoçámos umas sandochas, e depois lá fomos explorar parque. Apesar de minúsculo, havia lugares... Boa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então, e o choque?" perguntam vocês... veio logo de seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia lugares porque o parque é aquilo a que se chama uma Zona Azul. "E o que é uma Zona Azul?" perguntam vocês, Haverá adeptos do Belém na Holanda? Se calhar, até há. Mas neste caso, Zona Azul significa que tempo máximo de estacionamento era de duas horas e meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui o primeiro conselho - se andarem na Holanda de carro, aluguem umas bicicletas. Ou preparem-se para largar uns bons trocos nos parques de estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o que é que fazemos, o que é que não fazemos, vamos, não vamos, deixamos os carros, não deixamos... lá decidimos tentar aproveitar ao máximo as nossas duas horas e meia. Deixámos os carros no parque, seguimos para o ferry, saímos da Central Station e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caos! Gente que não acabava mais! Foi aí que descobri mais uma coisa sobre mim próprio - não sou cosmopolita. A gente e a confusão não me atraem. Nesse dia, nem sequer consegui curtir muito bem os pormenores do que me rodeava, apenas as coisas que saltavam à vista - cm, p.ex., o silo de estacionamento para bicicletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos a avenida defronte da Central Station, até chegarmos à Praça ao pé da Igreja Nova. Pelo caminho, deu para ver que a nossa forma de passear, à portuga, em que cada qual arranca para ir ver algo sem dar cavaco a ninguém, não era uma boa ideia. Passados cinco minutos, já andávamos todos à procura uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montes de lojas e restaurantes pelo caminho... o Museu do Sexo... a fronteira do Red Light, à esquerda. Um edifício enorme, que vim depois a saber que era uma loja com vários pisos, do tipo El Corte Inglês. Finalmente, a praça. Mais uma vez... o que fazemos? Para onde seguimos? Vamos ver museus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metemos por uma rua sem trânsito (mas com o mesmo nível de caos), com a intenção de ir ver o museu Van Gogh. Mas, depois de falarmos, achámos melhor deixar isso para o dia seguinte (com a esperança de que haveríamos de encontrar uma solução para o limite de estacionamento), e aproveitar o tempo para ver lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com os nossos amigos de Coimbra. Ainda fomos ver umas lojas de CDs/DVDs, mas não havia nada que não houvesse cá. Depois de mais umas voltas, decidimos atacar o Red Light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que vimos foram as sex-shops. Não achei nada de especial. Algumas eram bem mais pequenas que o que temos por cá. Tudo muito atravancado, muito pouco espaço para nos movimentarmos. Enfim, tirando uma ou outra excepção, não vi nada que não tivéssemos por cá. Uma pequena desilusão. Principalmente, depois da fabulosa sex-shop que tinha visto em Viena, com dois pisos, um autêntico supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e as montras? Começámos à procura, mas não estávamos com sorte. A certa altura, metemo-nos por uma e fomos dar à Igreja Velha. E foi aí que vimos as primeiras montras. E foi novamente uma desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho consciência que sou um tipo bastante flexível no que toca à beleza feminina. Não ligo apenas à cara ou ao corpo, mas ligo a muitos outros pormenores, alguns até comportamentais, que contribuem para compor a mulher... e a tudo isso eu chamo Beleza, e tudo isso é determinante para uma mulher me atrair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mesmo assim, vou dizê-lo - aquelas mulheres que vimos nas montras não tinham qualquer tipo de beleza. Nada. Não tinham sequer formas femininas. Eu não me importo que uma mulher seja cheia, não me importo nada com um pneuzinho, antes pelo contrário, até gosto. Mas aquilo que ali estava era um exagero. Enfim, alguém há-de gostar, ou elas não estariam ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, começámos a olhar para o relógio, e estava a chegar a hora. Toca a sair do Red Light. Ainda corremos um risco, sem saber, quando o nosso amigo começou a tirar fotografias. Vim a saber mais tarde que é algo que no Red Light não é nada bem visto. E a nossa amiga ainda foi convidada para um show de sexo ao vivo... ficámos sem saber se era para ver ou para participar ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminho do ferry, mais umas paragens numas lojas de recuerdos... e embarque no ferry... errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo conselho - se fizerem a travessia de ferry para a Central Station, vejam bem em que plataforma pára o vosso ferry (são três ou quatro); no regresso, apanhem o ferry na mesma plataforma. Não façam como nós, que fomos parar sabe-se lá onde, para depois voltarmos para trás, para depois apanharmos o ferry certo. Chegamos já depois da hora, mas felizmente o pessoal da EMEL lá do burgo não nos multou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, havia jogo do Ajax nesse dia, e estavam umas carrinhas da polícia num dos extremos do parque. Fomos lá perguntar como resolver o Problema da Zona Azul, e eles informaram-nos que se nos afastássemos daquela zona, após passar uma ponte, teríamos uma zona residencial que não era Zona Azul, ou seja, poderíamos estacionar sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, armados com esta pepita de conhecimento, decidimos meter-nos a caminho. Pelo que percebi, era suposto irmos jantar a uma terra que havia sido indicada pelo tipo da pizzaria. Infelizmente, ao que parece, há uma rua em Amsterdão com o mesmo nome... adivinhem lá para onde é que o GPS nos mandou? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabámos por voltar a Volendam, onde jantámos uns deliciosos pratos de peixe e camarão... congelados :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seguida, hotel e caminha, que o dia seguinte iria revelar-me, entre outras coisas, que o Red Light tinha mais para oferecer do que aquilo que eu havia visto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116369145756808127?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116369145756808127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116369145756808127' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116369145756808127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116369145756808127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/11/dia-2-o-choque.html' title='Dia 2 - O Choque'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116291353328006611</id><published>2006-11-07T15:18:00.000Z</published><updated>2006-11-07T15:35:28.323Z</updated><title type='text'>O Primeiro Dia e a Idade</title><content type='html'>Bem, apenas um passagem rápida para não pensarem que morri... ou que fiquei por lá. Noutros tempos, não faltaria vontade... hoje em dia, nem pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos posts vão ser um reflexo da idade. Estou habituado a fazer viagens/weekends/etc, regressar e escrever um texto sobre o assunto, de memória (havendo sempre algo que falha, claro). Nas últimas três viagens, a memória falhou-me... havia demasiadas brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, decidi aceitar a marcha do tempo, e desta vez fui tirando notas durante a viagem. Assim, não é que as viagens anteriores tenham sido menos interessantes ou divertidas que esta; simplesmente, a idade não perdoa, e estas cabeças já não são o que eram ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vamos então aos highlights da Holanda...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dia 1 - A Chegada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mal chegámos, deparámo-nos logo com um contratempo - uma das malas estava em parte incerta; ou não tinha saído de Lisboa, ou tinha ido parar, p.ex., a Abu Dabi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos para o escritório da Aviapartner, a empresa que representa a TAP nestes assuntos no Aeroporto de Schiphol, e depressa verificámos que tinha havido um pequeno motim entre as malas dos portugas. Felizmente, a minha estava satisfeita com as suas condições de vida, e não seguiu as malas amotinadas no seu protesto, para a tal parte incerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita a reclamação, fomos ao balcão da Avis para levantar os carros, e arrancámos em direcção ao hotel. Apanhámos algum trânsito - o 1 de Novembro não é feriado na Holanda e passámos por um acidente. Os condutores, na sua maioria, eram mais calmos e cívicos do que por cá, mas isso não é propriamente uma novidade. Mesmo quando andávamos a dançar de faixa em faixa, sem estarmos 100% seguros do caminho a tomar, nunca ouvimos buzinadelas de protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contornámos Amsterdão, e seguimos em direcção a Volendam (imagino que deveria chamar-lhe Volendão, mas isso soa horrível), onde ficava o nosso hotel. Nessa altura, com o atraso que tínhamos sofrido por causa da mala, a fome já apertava. Fizémos o check-in, e perguntámos onde poderíamos almoçar ali por perto ("almoçar", no seu sentido mais lato, uma vez que estávamos muito próximos das 16:00). A melhor opção era Volendam, que ficava mesmo ali ao lado, com a sua zona do cais cheia de restaurantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não conseguimos dar com a zona do cais. Assim, após aquele famoso ritual do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Epa-estou-com-tanta-fome-que-vou-entrar-no-primeiro-restaurante-que-vir&lt;/span&gt;, seguido daquele outro fabuloso ritual do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bem-o-que-acham-deste-não-tenho-bem-a-certeza&lt;/span&gt;, com a subsequente evolução para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Já-estou-farto-disto-entro-no-próximo-que-aparecer-e-mai-nada&lt;/span&gt;... enfim, após todas estas fabulosas celebrações herdadas dos nossos antepassados, lá nos decidimos por uma pizzaria com bom aspecto. Ficámos na dúvida se estariam a servir refeições, uma vez que estava vazia, mas tivémos sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivémos sorte, sim... as pizzas eram óptimas e o pessoal era simpático. Até nos deram umas dicas sobre a melhor forma de ir para Amsterdão, sendo que a recomendação principal foi "Não levem os carros". Essa recomendação foi reforçada por um casal que entrou entretanto; foi um reforço especial, pois ele era português. Enfim, estamos em todo o lado, não é? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o "almoço", havia que tratar de um outro problema - o pessoal que tinha ficado sem mala precisava de roupa. Lá andámos na caça à roupa, mas deparámo-nos com um pequeno contratempo. Já estava tudo fechado. Tal como na Áustria, o pessoal ali fecha cedo, e quando fecha, fecha tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda deu para irmos ver o supermercado, onde tive mais uma visão das vantagens de um país civilizado - six-packs de Grimbergen :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto curioso - aparentemente, eles não se metem muito nas vidas uns dos outros. O pessoal jantava com as cortinas abertas. Era tudo janelas térreas, e estava tudo à mostra. Em todas as casas se via o pessoal à mesa... digo "via" da forma mais literal possível. Era rara a janela que se encontrava coberta. Outra coisa engraçada era o facto de os sacos do supermercado serem transparentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabámos por regressar ao hotel. Eu fui logo dormir (tinha dormido muito pouco na noite anterior), mas o resto do pessoal ainda aproveitou o resto da noite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116291353328006611?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116291353328006611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116291353328006611' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116291353328006611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116291353328006611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/11/o-primeiro-dia-e-idade.html' title='O Primeiro Dia e a Idade'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116232282176367923</id><published>2006-10-31T19:16:00.000Z</published><updated>2006-10-31T19:27:01.806Z</updated><title type='text'>Mais Novelas</title><content type='html'>Bem, para além dos maravilhosos desafios que a Vida me vai colocando, e do enorme prazer que tem sido enfrentá-los, juntemos para a mistura uma amigdalite e o facto de estar hoje de partida para Amsterdão (regresso no Domingo), e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, tenho estado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ainda&lt;/span&gt; mais ausente daqui, o que não deixa de ser espantoso, pois pensei que fosse impossível estar mais ausente que aquilo que já estava... pelos vistos, não páro de me superar :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pessoal... sorry. Tentarei rectificar isso. Se calhar, vou deixar de comentar tanto aqui pelos meus blogs, senão fico sem tempo para vos ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hoje, deixo um texto que já tinha aqui preparado no forno. Fiquem bem, e até para a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Data Original: 2006-03-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TVI está imparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de "Dei-te Quase Tudo", "Ninguém Como Tu", e a novíssima "Fala-me De Amor", prepara-se já a próxima telenovela baseada numa música portuguesa de sucesso - "O Mestre da Culinária".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai uma breve apresentação dos personagens desta secretíssima novela, com base em informação exclusiva para as revistas "Trombas" e "Lix", que se encontra publicada um pouco por toda a net.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Virgineia&lt;/span&gt; - É a heroína adolescente da novela, apesar de ser representada por uma actriz de 63 anos. Passa imenso tempo com Vicêncio, deixando a impressão inicial de que está apaixonada por ele. A realidade é bem diferente; Virgineia vive desde há meses um tórrido affair com Línguas, o cão de Vicêncio, que adora lamber manteiga, e... bem, é melhor não irmos por aí, porque a esta hora ainda há crianças acordadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vicêncio&lt;/span&gt; - É o herói adolescente da novela. O actor que o represente, com 42 anos, foi considerado demasiado velho para fazer de adolescente no "Morangos com Adoçante", mas aqui, no meio de todas as outras múmias, passa perfeitamente por um chavalo radical (isto apesar de ter feito um rombo fenomenal no orçamento da novela só com a tinta para o cabelo). Tal como Virgineia, também Vicêncio guarda um segredo - a sua relação com Branca de Neve, uma das galinhas da capoeira da família. Tem imenso jeito para o futebol, e é conhecido como Vickie no clube onde joga, por ser um jogador que utiliza bem a cabeça. Os seus pais esperam ficar ricos à conta da sua carreira futebolística, tendo investido bastante para o sucesso da mesma - p. ex., fizeram-lhe uma lobotomia, o que não só lhe garante sucesso como jogador, mas também futuramente, como dirigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Línguas&lt;/span&gt; - O cão de Vicêncio vive angustiado com o receio de que o seu caso com Virgineia seja descoberto, e lhe retirem os seus privilégios, como a mantinha quente e fofa, as refeições de galinha com manteiga e os chinelos italianos, que ele tanto adora roer. Ou por outra, viveria angustiado, se ele se apercebesse disto (o seu comentário habitual sobre o assunto é quase sempre "wof"). Mas a verdade é que ele, como muitos outros cães, tem uma existência um pouco alheada da realidade, e limita-se a viver a sua vidinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Branca de Neve&lt;/span&gt; - Tem uma vida muito difícil. Os seus pais já se aperceberam que ela tem uma paixoneta por Vicêncio e que o rapaz lhe corresponde no sentimento. Defendem a virgindade da sua filha com unhas e dentes (tanto quanto é possível, para um casal de galináceos), pois sabem muito bem que quando uma galinha é comida, já não há nada a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mestre Silva&lt;/span&gt; - É um ex-pescador, perito no manejo da rede, e é o personagem central da novela. Fez uma fortuna no mar alto, onde era especialista na operação de lançar a rede ao mar, designada como "Botar a rede abaixo". Anda há anos à procura de casa, mas ainda não se decidiu e, enquanto isso, tem vivido na traineira, onde passa dias inteiros ao fogão, a fazer bolos. O seu passado oculta um segredo sombrio, mas os argumentistas ainda não decidiram muito bem qual. Gosta de mulheres mais velhas, e sente uma enorme atracção por Virgineia, apesar de não saber porquê, uma vez que ela é apenas uma adolescente. Com o decorrer da novela chegaremos à conclusão que é porque se ela se sente atraída por um cão, talvez ainda haja uma hipótese para este velho lobo-do-mar encontrar a sua felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dr. Ácula&lt;/span&gt; - É o vilão desta empolgante história. É um advogado que fez fortuna a chupar o sangue (em sentido figurado, claro) a tudo e todos. Dizem as más línguas que no início de carreira teve uma actividade chupista mais variada, mas há quem diga que isso é apenas inveja por parte dessas más línguas, que gostariam de ser como ele. Defende com unhas e dentes (que os tem bastante longos) que o bacalhau não quer alho, insiste sempre em tomar banho de imersão e não gosta de espelhos, alegando receio de partir um e ter sete anos de azar. É um frequentador da noite, e raramente se vê nas cenas filmadas de dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Igor&lt;/span&gt; - Ajudante do Dr. Ácula, é quem lhe faz todos os recados durante o dia, enquanto o maléfico advogado analisa casos na Cripta da família (o pobre advogado alega não ter dinheiro para um escritório, e são frequentes as cenas em que ele e o Mestre Silva se lamentam da dificuldade de encontrar um cantinho a que possam chamar seu - bem, cada um com o seu cantinho, claro; não estou a sugerir que o Mestre Silva e o Dr. Ácula são cowboys). Tem um amor secreto por Virgineia, a quem costuma deixar poemas um pouco por toda a parte, assinados com "Iogurte". Os serviços camarários já ofereceram uma recompensa para quem consiga capturar o prevaricador de inspiração láctea, que está a começar a inundar a cidade de papéis, com poemas mais parolos que os argumentos desta e de outras novelas da TVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pancrácia&lt;/span&gt; - É a boazinha da novela. É tapada que nem o portão da Quinta das Celebridades, e é enganada por tudo e todos. Tem a mania de falar sozinha, como é normal nos personagens das novelas. Pertence ao núcleo pobre da história, e vive num T0 em parte indeterminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ludovaca&lt;/span&gt; - É a boazona da novela, e faz imensas cenas em biquini. Infelizmente, sendo isto uma novela da TVI, não existe nem uma cena onde ela exiba o magnífico par de mamas que a Natureza lhe ofereceu. Também tem a mania de falar sozinha, e tem um olhar um pouco psicótico, o que não a preocupa, uma vez que sabe que ninguém lhe olha para os olhos. Faz parte do núcleo rico da história, e vive nas lojas de marca, onde se farta de experimentar biquinis e roupas muito pouco cuscas, i.e., prometem muito mas não revelam nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Santónio&lt;/span&gt; - É o bonzinho da novela, e está apaixonado por Pancrácia. Tal como ela, é um perfeito otário, e tenta compensar a sua idiotice com uma confiança cega nos outros, principalmente em desconhecidos que lhe querem vender terrenos em Marte. Eventualmente, Santónio e Pancrácia juntarão os trapinhos, e terão uma daquelas relações equilibradas e duradouras que só existem nas novelas, mas para já ele passa a maior parte do seu tempo a organizar todos os seus terrenos em Marte, e a decidir quais os lotes que precisa de comprar a seguir, de forma a unir os terrenos que já possui. Pertence ao núcleo pobre da história, e vivia debaixo da ponte, até correrem com ele para construir um hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pleboi&lt;/span&gt; - É o galã pobre da novela. É o instrutor de Kama Sutra de Ludovaca. As suas cenas juntos foram, lamentavelmente, cortadas na versão exibida na TV. No entanto, consta que serão incluídas na edição especial da versão em DVD. É um completo tarado que só pensa em sexo, o que significa que as personagens femininas da novela andam sempre atrás dele. Ele lamenta-se disso, dizendo que não dá jeito nenhum para o sexo. Aliás, foi por isso que ele dedicou uma parte da sua vida a estudar o Kama Sutra, mas ficou algo frustrado com as limitações ao prazer que são colocadas pelo facto de ter sempre as mulheres atrás de si. A sua grande obsessão é arranjar uma forma de as tirar de trás de si, e colocá-las numa outra posição - à frente, de lado, por cima, por baixo... enfim, tudo menos atrás de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jack Cemfundo&lt;/span&gt; - É o aldrabão de serviço. Nasceu no Canadá, filho de pais portugueses (ou pelo menos é o que diz uma das suas muitas certidões de nascimento). Especializou-se em fraude financeira, e mal chegou a Portugal transformou-se logo num empresário de sucesso. Tem pretensões a ser um grande senhor do crime, mas o facto de se inspirar no Lucifer, do "Duarte &amp; Cia", tem feito com que não o levem muito a sério (uma ameça de processo por parte da RTP pode ainda alterar este pormenor antes do arranque da novela). Vai passar a novela toda à procura do crime perfeito, que servirá para lhe lançar a carreira, mas suspeita-se que tenha tanta sorte como o Marco à procura da sua mamã (sim, isto é uma boca para os cotas; os putos chavalos vão ver uns episódios de Pokéball ou Dragonmon, ou uma dessas coisas esquisitas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Avó Geriácia&lt;/span&gt; - É a anciã da novela. Só aparece em cenas inconsequentes, daquelas em que toda a gente faz um conjunto de comentários óbvios e descerebrados sobre o assunto do momento, e a senhora, só por se manter calada, parece logo infinitamente mais sábia que todos os repolhos surpreendentemente dotados de mobilidade que a rodeiam, e que não se calam nem à lei da bala. Das poucas vezes que fala, tem a tendência em começar as frases com "Eu ainda sou do tempo...", o que levou ao rumor que a idosa senhora terá sido apresentadora metereológica na infância da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fred Rico&lt;/span&gt; - É o galã milionário da novela. Anda sempre com carros grandes, iates grandes, jactos grandes... há quem diga que isto é sinal que algo que o atormenta, mas ninguém conhece a real dimensão do problema. No início da novela, anda desaparecido (é o assunto do momento, sobre o qual toda a gente faz os tais comentários óbvios e descerebrados). Andava sempre rodeado de mulheres, mas um dia foi com um amigo pastar umas ovelhas para o monte e nunca mais ninguém os viu - nem a eles, nem às ovelhas, o que deixou bastante transtornado o seu dono, o proprietário da casa de alterne local; desde que as ovelhas desapareceram, o negócio caiu a pique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Snifas&lt;/span&gt; - É o tóxicodependente de serviço, e só aparece de 15 em 15 episódios, acompanhado de alguns comentários óbvios e descerebrados sobre os perigos da droga. Ao que parece, pediu aumento a meio das filmagens, pelo que o seu personagem morrerá de uma overdose de pistachios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Avôzinho&lt;/span&gt; - É um velhote de barbas brancas que vive numa casa abandonada. Não trabalha, não mexe uma palha, não faz ponta, mas tem sempre um aspecto impecável, uma roupita bem arraiada, e tem sempre comida e bebida. Toda a gente acha que ele é muito esquisito, mas as crianças adoram-no, e estão sempre na sua companhia, o que já suscitou o interesse da PJ. Logo nos primeiros episódios, será revelado o seu segredo - é o chefe de uma rede de putos que andam a roubar os putos que andam a pedir nos semáforos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Mal posso esperar que comece mais uma novela fabulosa, com um enredo original e inovador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116232282176367923?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116232282176367923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116232282176367923' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116232282176367923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116232282176367923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/mais-novelas.html' title='Mais Novelas'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116185753727612833</id><published>2006-10-26T10:40:00.000+01:00</published><updated>2006-10-26T11:14:54.360+01:00</updated><title type='text'>General Idades</title><content type='html'>Durante alguns meses, fui um fiel espectador do "Elas Sobre Eles". Até cheguei a escrever para lá, e o meu mail até foi mencionado, e parcialmente lido. Foi em meados de Janeiro (14 e 15) que fui um sucesso, na SIC Mulher :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, deixei de ver. Aquilo começou a ficar demasiado repetitivo. Excepção feita à Ana Marques, era basicamente um programa a desancar nos homens, e pouco mais. Aliás, nesse aspecto sempre achei o "Eles Sobre Elas" mais equilibrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos últimos programas que vi, apercebi-me que elas, de cada vez que diziam "Os homens isto, os homens aquilo", apressavam-se a acrescentar "Mas há excepções, claro". Até que, eventualmente, alguém disse "Não podemos estar constantemente a dizer que há excepções. Não deveria estar implícito?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei... deveria?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O cérebro humano está construído para a generalização. É assim que aprendemos. Observamos, abstraímos, classificamos. Atentem bem no segundo passo... abstrair...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Wikipedia &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abstraction"&gt;diz&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Abstraction is the process of reducing the information content of a concept, typically in order to retain only information which is relevant for a particular purpose&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, de forma a melhor apreendermos algo, removemos um conjunto de informação que consideramos irrelevante; isso permite-nos concentrar a nossa atenção apenas nas características que consideramos essenciais para a nossa análise, e eventual posterior classificação/conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto tem um efeito secundário algo aborrecido, que é quando começamos a falar de pessoas. Aqui, a coisa fia mais fino. As pessoas tendem a ficar algo agastadas quando são abstraídas. É o tipo de atitude que faz com nos lancem olhares pouco amistosos, eventual prelúdio para que nos lancem palavras pitorescas e coloridas, eventual prelúdio para que nos lancem objectos contundentes e eventualmente coloridos (apesar de este último requisito ser algo flexível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, temos um problema... se queremos falar sobre um determinado comportamento que é prevalecente num determinado universo, i.e., numa determinada classe de pessoas, vamos ter que efectuar uma abstração sobre cada elemento dessa classe, i.e., reduzir cada elemento a um conjunto de características base. No entanto, ao fazer isso, estamos a retirar a essas pessoas aquilo que as torna únicas. Pior, podemos estar a incluir num determinado conjunto pessoas que nem sequer possuem todas as ceracterísticas para fazer parte do mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, temos a alternativa referida acima, utilizada pelas nossas amigas. P.ex.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enfim, mantenho o que disse na segunda parte do post anterior - as mulheres &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; andam um pouco à toa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(excepto as excepções, claro)&lt;/span&gt;, a tentar perceber como deverão evoluir para o papel de destaque &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; que reclamam para si próprias &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;. Contrariamente aos comentários que recebi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;, não acho que isto seja algo de depreciativo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;; é apenas humano &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;. Este papel é tradicionalmente masculino &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;, e tem associado um determinado comportamento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;, o tal "comportamento masculino" &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; que a mulher &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; parece exibir cada vez mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por nada, mas parece-me um tudo-nada secante. i.e., corta completamente a linha do texto. Mas poderá haver excepções, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos fazer outra coisa, que seria dar uma indicação inicial de que haveriam excepções à generalização que estávamos a fazer, deixando que o leitor aplicasse o seu bom-senso para as determinar... aplicando este bom-senso geral, arrisco a afirmação de que a leitura média seria algo do género:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enfim &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;, mantenho &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; o que disse na segunda &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; parte do post anterior - as mulheres andam um pouco &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; à toa, a tentar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; perceber como deverão evoluir para o papel &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; de destaque que reclamam &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; para si próprias &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;. Contrariamente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; aos comentários &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; que recebi, não acho que isto seja algo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; de depreciativo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;; é apenas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; humano. Este papel &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; é tradicionalmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; masculino &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;, e tem associado um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; determinado comportamento &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;, o tal "comportamento masculino" &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; que a mulher parece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt; exibir cada vez mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(há excepções, claro)&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perceberam? Será que têm alguma falta de bom senso? :) Bem, OK, não me parece que tenha ficado assim muito mais claro, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ocorrem-me outras alternativas idiotas... que surpresa, não é? :) Mas não me ocorre nada que consiga substituir a generalização. É um mecanismo com o qual estamos habituados a funcionar. É algo que nos é natural. É algo que não me parece saudável - ou sequer útil - contrariar. Mesmo correndo o risco de ser fulminado :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, toda a regra tem excepção. É um facto. Mas será que convém não generalizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou podemos cagar no assunto, dizer "que se lixe" e pegar nas palavras do Imortal Freddie: "I really do feel like being evil tonight".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your call, my darlings :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116185753727612833?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116185753727612833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116185753727612833' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116185753727612833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116185753727612833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/general-idades.html' title='General Idades'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116121985164098596</id><published>2006-10-19T01:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-19T07:05:52.433+01:00</updated><title type='text'>Rabiscos</title><content type='html'>O post anterior, intitulado "&lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/estudos.html"&gt;Estudos&lt;/a&gt;", tem duas partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é um disparate pegado que me ocorreu ao ler a frase "&lt;i&gt;As mulheres do século XXI estão determinadas em mostrar que são tão boas, ou melhores, do que os homens nas profissões tradicionalmente masculinas&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei logo a imaginar as camionistas, as estivadoras, as trolhas... daí até às gajas a trabalhar nas obras e a lançar bocas porcas para os gajos que passam foi um pulinho. Uma vez lançado o disparate, não houve nada que o parasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda parte, cometi o erro de tentar falar sério, depois de uma entrada destas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci com o conceito da mulher enquanto arauto da mudança, enquanto elemento potenciador da evolução. Cresci com a consciencialização do papel que a mulher poderia ter no moldar de uma sociedade mais positiva. Foi um slogan que ouvi vezes sem conta, até se transformar no cliché do "Quando as mulheres mandarem em tudo, teremos um Mundo Melhor(TM), pois elas têm uma maneira de estar diferente". Muitos dos fundamentos deste "slogan" assentavam justamente nas diferenças dessa maneira de estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, passados quase vinte anos, estamos onde, exactamente? Como se manifestam essas diferenças? Bem,vejamos...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;A mulher do século XXI tem um comportamento cada vez mais masculino&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem que não sou eu que o afirmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMHO, isto não é uma coisa boa, mas maybe it's just me. Não considero que seja uma coisa boa justamente porque seria suposto a mulher trazer algo de diferente, ao assumir o seu papel de liderança. Mas se vão apenas ser c'mós gajos, então teremos apenas... mais gajos, só que "estes" serão visualmente mais estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;é sexualmente agressiva e quer satisfazer os seus desejos sem a «obrigação» da paixão ou do relacionamento&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, está no seu direito, claro. Curiosamente, não deixa de ser reveladora a quantidade de pessoas - homens e mulheres - que procuram, a certa altura das suas vidas, "a «obrigação» do relacionamento", sem grande sucesso; mas longe de mim pensar que isso poderá ter alguma coisa o facto de colhermos o que semeamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, confesso que a libertação sexual da mulher, exemplificada no artigo pela frequência de sex-shops e shows de strip, apesar de importante e saudável, não deveria ter, IMHO, todo este papel de destaque. Mas a verdade é que o sexo acaba por ter o papel que lhe damos - neste caso, o principal... enfim, temos o Mundo que criámos, no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;A mudança de atitude em relação ao sexo levou a que a mulher se tornasse quase tão infiel como o homem&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras para quê? Fiquei surpreendido quando descobri que há quem considere a menção da unhaca como algo chocante. A mim choca-me muito mais a infidelidade (seja ela masculina ou feminina), que é aqui apresentada de forma tão casual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pérola é seguida por uma das frases mais sem sentido que li até hoje. Não tenho conhecimento prático sobre infidelidade, mas isto "&lt;i&gt;É infiel para melhorar a sua auto-estima, sentir-se mais bonita, mais poderosa e mais capaz de seduzir&lt;/i&gt;" soa-me a bullshit no mais alto grau. É um mundo muito estranho aquele que estabelece uma relação causal entre auto-estima, beleza e capacidade de sedução, e traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamem-me idiota (sim, eu sei que não precisam de convite para isso :) ), mas se alguém (homem ou mulher) quer explorar o seu lado sedutor, então que tal... não ter nenhuma relação fixa? Deve ser um conceito inovador, este que permite a alguém "melhorar a sua auto-estima, sentir-se mais bonita, mais poderosa e mais capaz de seduzir" sem ter que trair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte da gestão do tempo já apresenta pontos bem mais interessantes, nomeadamente na contabilidade relativa às tarefas domésticas. Pensava que a coisa já estava mais equilibrada, mas deu para ver que estou enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mantenho o que disse na segunda parte do post anterior - as mulheres andam um pouco à toa, a tentar perceber como deverão evoluir para o papel de destaque que reclamam para si próprias. Contrariamente aos comentários que recebi, não acho que isto seja algo de depreciativo; é apenas humano. Este papel é tradicionalmente masculino, e tem associado um determinado comportamento, o tal "comportamento masculino" que a mulher parece exibir cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No problem with that, e more power to them. É só que eu estava à espera de algo diferente, por parte da Mulher... e não more of the same. Daí dizer que... é pena.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116121985164098596?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116121985164098596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116121985164098596' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116121985164098596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116121985164098596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/rabiscos.html' title='Rabiscos'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116112937762440660</id><published>2006-10-18T00:47:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T00:56:17.656+01:00</updated><title type='text'>Estudos</title><content type='html'>Bem, bute então fugir à política por um bocadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia sobre o &lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=731364"&gt;estudo&lt;/a&gt;... e o &lt;a href="http://azul-e-verde.blogspot.com/2006/10/com-finalidade-de-conhecer-mais.html"&gt;post&lt;/a&gt; que me inspirou...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Para começar, já me permitiu compreender melhor o estudo que referi &lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/insatisfaes.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que dizia "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Metade das portuguesas estão insatisfeitas com o número de investidas dos parceiros, afirmando sofrer com a falta de libido deles, segundo dados de um estudo nacional&lt;/span&gt;". Então, estão à espera de quê, minhas caras? Vocês estão cada vez mais parecidas com homens, e nós não gostamos de homens... mais um mistério resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, comecei a raciocinar, e pensei "Epa, mas isto é um oportunidade de ouro para os cromos". Vejam bem... passam a vida a inventar esquemas para conhecer mulheres, e agora estão na situação ideal para isso. Afinal, se a mulher deseja emular o comportamento masculino, deverá - para o efeito - escolher os melhores espécimes, i.e., a Cromada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a Cromada só tem é que construir Centros de Formação, e é ver as gajas a aterrarem lá que nem aviões (boas) e helicópteros (giras e boas) em dia de alerta de ataque terrorista. Mais... elas vão lá sedentas de conhecimento, abertas a novas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou a imaginar os temas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Escarro com Arte.&lt;br /&gt;- A técnica do Arroto I - Encontrar o tom perfeito.&lt;br /&gt;- A técnica do Arroto II - Melodias &amp; Harmonias.&lt;br /&gt;- A técnica do Arroto III - Orquestrações Complexas da música Pimba.&lt;br /&gt;- Arroto &amp; Traque - Sinergias e técnicas avançadas de composição.&lt;br /&gt;- Infidelidade I - A desculpa esfarrapada.&lt;br /&gt;- Infidelidade II - Redireccionar a culpa.&lt;br /&gt;- Infidelidade III - Técnicas avançadas - Como explorar a culpa redireccionada.&lt;br /&gt;- Unhaca I - Ferramenta imprescindível.&lt;br /&gt;- Unhaca II - Especialização em otorrinolaringologia.&lt;br /&gt;- Unhaca III - Técnicas avançadas - Limpeza oftálmica, aplicações aos três olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, poderíamos pensar num bacharelato, mas teríamos rapidamente que caminhar para uma licenciatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todos os disparates, uma trágica realidade se me afigurou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitadas. Elas bem querem mudar, e assumir um papel mais principal, sair do supporting cast... mas, que role-model é que têm? Nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas estão a comportar-se como nós, porque não sabem realmente o que fazer. Sabem, toda aquela conversa de como o Mundo seria diferente se fossem as mulheres a mandar? Guess again, sister!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isto não é uma grande crítica. Afinal, nós fazemos (fizémos?) um trabalho miserável. Mas, pelo menos até ver, elas não parecem capazes de fazer nada diferente, quanto mais melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é pena... é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; uma pena que assim seja.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116112937762440660?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116112937762440660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116112937762440660' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116112937762440660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116112937762440660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/estudos.html' title='Estudos'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116107472624653548</id><published>2006-10-17T09:41:00.000+01:00</published><updated>2006-10-17T09:45:26.276+01:00</updated><title type='text'>Como a maioria do pessoal...</title><content type='html'>... não visita os outros blogs, decidi colocar isto aqui também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que toda a gente possa ter uma ideia mais exacta desta &lt;a href="http://www.campaignforrealbeauty.com/home_films_evolution_v2.swf"&gt;idiotice&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei particularmente estúpida a cena do pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fazer o quê? Se é isto que o mundo quer, sirvam-se à vontade. Eu continuo a achar que a beleza não precisa da perfeição para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, desta vez também não há mais nada para ver :)&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Bem, aproveito isto para dizer... Hallo, princesa :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116107472624653548?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116107472624653548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116107472624653548' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116107472624653548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116107472624653548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/como-maioria-do-pessoal.html' title='Como a maioria do pessoal...'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116081570315959893</id><published>2006-10-14T09:34:00.000+01:00</published><updated>2006-10-14T09:48:23.223+01:00</updated><title type='text'>Ah, se eu mandasse nisto...</title><content type='html'>Sabia muito bem como iria equilibrar as Finanças do país. Toda a gente sabe que um país precisa de levar a cabo uma gestão racional dos seus recursos, e nós temos um recurso com um vasto potencial, mas - infelizmente - sub-aproveitado. Refiro-me aos cromos da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e como racionalizaria eu a gestão desses recursos? Aqui vai a minha receita...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. A Brigada da Câmara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente ao que possam pensar, não tem nada a ver com a Polícia Municipal. Seria, isso sim, um corpo especial de Polícia, equipado com câmaras de filmar, cujos elementos seriam colocados em pontos chave da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teriam ordens para ignorar tudo o que fosse alheio à sua função de registo de infracções ao Código da Estrada, incluíndo assaltos. Bem, isto significa que teriam que ter um outro polícia para os proteger, para não serem assaltados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a Brigada da Cãmara registaria as infracções em vídeo, que seria transmitido para uma estação central... o que nos leva ao próximo ingrediente, designado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Estação Central&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(quem é que é imaginativo, hã, quem é???)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Estação Central desempenharia o papel de elemento centralizador (apanhei-vos de surpresa, certo?). Todas as infracções registadas em video seriam visualizadas por uma vasta equipa especializada, composta por adolescentes, sendo que esta seria a sua principal - leia-se "única" - ATL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; Sim, estamos a falar de uma acção estruturante, multi-discplinar, envolvendo vários ministérios e inúmeras instituições. Mas tudo por uma boa causa, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma seca&lt;/span&gt;", dizem vocês? Sim, sem dúvida. "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esta vasta equipa ficaria reduzida a zero mesmo antes de isto começar&lt;/span&gt;", afirmam? Certamente. Se não fosse por um pequeno pormenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para incentivar a excelência de desempenho, cada infracção processada daria ao adolescente um crédito num conjunto de sites à sua escolha - sites de música, jogos, porno, etc... enfim, tudo o que é necessário para um crescimento equilibrado, pois que este tem necessidade de um pouco de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hah! Quero ver que adolescente é que seria capaz de resistir a isto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Os Vampiros&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(um nome muito bem escolhido, digo-vos já)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seria esta a peça central de toda a minha orquestração. Todos os dias a Estação Central emitiria uma lista com matrículas e respectivas moradas. À meia-noite, saíriam para a rua os Vampiros, uma frota de veículos cheios de bloqueadores. Visitariam cada uma das moradas da lista, bloqueando o veículo do infractor. Teriam que ter formação especializada, claro - poderia ser necessário, p. ex., abrir portas/portões de garagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que seria necessária legislação a tornar num crime grave a não actualização dos dados do veículo, com penas de prisão e multas pesadas, proporcionais ao movimento dos últimos seis meses em todas as contas bancárias do infractor e familiares directos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. O pagamento da multa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, o infractor, ao chegar à viatura, deparar-se-ia com a acção dos Vampiros. Após fazer um curativo ao pé, e pedir desculpa à vizinha que passeava o cão pelos palavrões que disse, não só por ver o seu carro bloqueado, mas também pelo pontapé que deu com toda a força no bloqueador de aço, o infractor ligaria para o nº de telefone indicado no bloqueador, para lhe darem o código Multibanco para o pagamento da multa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui entra mais um pormenor fabuloso deste meu plano - seria uma linha de valor acrescentado... atendida com a habitual eficiência de uma repartição de Finanças. Com uma Central de Atendimento, claro, para começar a contar desde o minuto 0 até ao minuto 25, quando o infractor seria finalmente atendido. Se contarmos com os 5 minutos que seriam necessários para limpar a boca (ele já teria começado a espumar a partir dos 15 minutos), teremos uma bela meia-hora com a caixa registadora sempre a contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê? Danos psicológicos para o pessoal do call-center? Qual call-center? A única coisa que o infractor iria ouvir seria uma gravação que lhe repetiria o código durante 10 minutos antes de desligar. O nº chamador seria cruzado com a lista de infractores, para determinar qual a multa em questão. Caso não fosse encontrada a multa, seria assumido que o infractor não tinha actualizado os dados, e isso iria significar que ele teria agora não uma multa para pagar, mas sim duas (para além da pena de prisão). Para estes, haveria uma brigada especial, cujos contornos ainda não comecei a especificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, armado com o código, o infractor dirigir-se-ia ao Multibanco e pagaria a Multa. Nessa altura, ser-lhe-ia exibido um outro código, o Código de Confirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. Confirmação do pagamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nova chamada para a nossa Linha da Meia-Hora (acabou de me ocorrer este nome, e gostei), na qual teria que digitar o Código de Confirmação. Os pormenores da chamada seriam idênticos aos do passo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6. Desbloqueio da viatura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um dos Técnicos de Desbloqueio dirigir-se-ia à morada do infractor, para proceder ao desbloquieo da viatura, mediante o pagamento do referido serviço de desbloqueio e respectiva deslocação, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7. A Roleta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para incentivar ao comportamento cuidado e cívico na estrada, no momento do desbloqueio, o infractor seria submetido a um processo electrónico de natureza aleatória, que indicaria se haveria ou não apreensão de carta. A haver, esta duraria apenas um dia, uma vez que seria contra-producente privarmos estes indivíduos de continuarem a contribuir para o Orçamento por um período prolongado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso houvesse lugar à apreensão de carta, o infractor ficaria um dia sem carta, que lhe seria entregue no dia seguinte, mediante pagamento do serviço de entrega e da respectiva deslocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pensem que eu sou um tipo cruel, obviamente que daria ao infractor uma oportunidade de escapar a esta apreensão de carta, mediante o pagamento de um valor equivalente ao triplo do que pagaria pelo serviço de entrega (e respectiva deslocação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, fica aqui o meu plano, que permitirá o equilíbrio das Finanças em Portugal. Aliás, mais que isso... permitirá o desequilíbrio, ao gerar um superavit sem precedentes no mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, com os bolsos carregados, poderia dar início ao meu plano para limpar o País. Primeiro passo - acabar com o futebol profissional, o que exportaria logo 70% dos mafiosos para o estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116081570315959893?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116081570315959893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116081570315959893' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116081570315959893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116081570315959893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/ah-se-eu-mandasse-nisto.html' title='Ah, se eu mandasse nisto...'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-116052114811369947</id><published>2006-10-10T23:50:00.000+01:00</published><updated>2006-10-10T23:59:08.250+01:00</updated><title type='text'>Tapar o Sol com a peneira</title><content type='html'>Ah, o glorioso &lt;a href="www.weforum.org/gcr"&gt;relatório do F.E.M.&lt;/a&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o resultado. Fiquei surpreendido, isso sim, por alguém - finalmente - concordar comigo, no que respeita ao tradicional embate Público-Privado. Ao contrário de algumas opiniões que ouvi, não vejo este resultado como a confirmação que o sector Público é superior ao Privado. Apenas como um balde de água fria para os papagaios que durante anos andaram a repetir o mantra "O Privado é que é bom e o Público não vale nada".&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a grande virtude deste relatório é, efectivamente, ser um nivelador, demonstrar a falácia daqueles que apontam as privatizações como panaceias para todos os males, cuja aplicação irá, por si só, resolver todos os nossos problemas. Não, meus caros, a privatização significa apenas que passarão a ser outros os bolsos que se enchem, nada mais. A gestão incompetente, essa faz parte de nós, por um motivo muito simples - é o caminho mais fácil, e não tem consequências (é este segundo ponto que nos lixa e nos impede de alguma vez nos conseguirmos tornar num país a sério).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é simples, e só não vê quem não quer - Público e Privado são igualmente maus, e merecem-se um ao outro. O Público precisa do Privado para o financiar, através dos Impostos. E o Privado precisa do Público, para garantir o seu lucro. Lucro este que não é conseguido tanto à custa de trabalho, mas sim à custa de negócios espertalhões, onde "toda a gente sai a ganhar". É claro que existe um senão nesta equação - os tipos que financiam não são os mesmos que são beneficiados nestes negócios; antes pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; Sim, eu sei, caríssimos leitores. Cada um de vós é uma excepção a esta regra. Sois todos pessoas extremamente honestas, incapazes de vos aproveitardes de qualquer vantagem indevida. Congratulo-me por esse grau de civismo e cidadania, e agora peço as vossas mais sinceras desculpas, mas tenho que me subtrair à vossa companhia, para levar a cabo a aquisição de alguns terrenos em Marte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isto não vai mudar nada. Iremos continuar as nossas vidinhas todos contentes, a ouvir (e a ignorar, claro) as opiniões de um conjunto de pseudo-gestores iluminados que apontam soluções para o país, quando nem sequer conseguem gerir de forma eficiente as suas empresas e institutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas soluções são sempre as mesmas - contenção/corte salarial e redução/eliminação de benefícios (selectivas, claro, o que é óptimo porque, convém não esquecer, o exemplo vem de cima). Enfim, se isto é o melhor que eles conseguem fazer, então sugiro que os substituam por arrumadores de carros. Não se perderá nada na performance, que continuará muito má e falha de imaginação, mas poderemos poupar uns valentes trocos em salários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, depois de ter passado uns diazitos em Espanha (recomendo vivamente a Galiza, sem reservas; faço tenções de lá voltar, para ver as coisas com mais calma), e ter visto como é bom estar num país onde as coisas são relativamente bem feitas e funcionam, nada melhor do que um banho de realidade, para regressar ao Planeta Terra... ou, neste caso, ao Planeta Nossa-Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, posts curtinhos... o tempo não abunda, infelizmente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-116052114811369947?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/116052114811369947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=116052114811369947' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116052114811369947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/116052114811369947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/tapar-o-sol-com-peneira.html' title='Tapar o Sol com a peneira'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115994279732199084</id><published>2006-10-04T07:11:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T07:21:47.716+01:00</updated><title type='text'>Rapidinha</title><content type='html'>Hallo, ppl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou partir de weekend prolongado, para terras da Galiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só devo regressar à blogos-fera na próxima segunda ou terça. Desejo-vos a todos um óptimo feriado e um excelente weekend.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos com uma &lt;a href="http://en.wikinews.org/wiki/New_Zealand_man_stopped_at_border_because_of_unpaid_fines"&gt;ideia&lt;/a&gt; fabulosa, e cuja implementação recomendo por cá. Basicamente, é feita uma verificação no aeoroporto - quem tiver multas por pagar, ou paga-as ou não embarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento é simples, a lógica impermeável - quem tem dinheiro para viagens de avião, também o tem para pagar as suas multas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo mais - apliquem a mesma coisa aos devedores ao Fisco. E de certeza que esta ideia tem mais aplicações, que me escapam de momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... gotta run, Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Sim, há uma parte de mim que fica, para fazer companhia a quem faz greve :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns a nós, amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115994279732199084?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115994279732199084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115994279732199084' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115994279732199084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115994279732199084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/rapidinha.html' title='Rapidinha'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115973999614669146</id><published>2006-10-01T22:54:00.000+01:00</published><updated>2006-10-01T22:59:56.173+01:00</updated><title type='text'>Imigração - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Data original: 2005-11-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país que recebe imigrantes tem responsabilidades para com eles. Tal como um casal que decide ter filhos deve ter a responsabilidade de não ter mais do que os que consegue sustentar, também um país tem recursos finitos, e não pode pura e simplesmente escancarar a porta a todos os que quiserem entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa primeira análise superficial, os aspectos mais importantes relacionados com esta "recepção" parecem-me ser os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;1. Económico&lt;br /&gt;Diga-se o que se disser, é o aspecto mais importante de todos. O país que recebe o imigrante deve fazê-lo de forma a não só poder absorver a sua capacidade produtiva, mas também a não causar distúrbios no tecido produtivo já existente no interior das suas fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Social&lt;br /&gt;Apesar de todas as "poesias" que se declamam sobre a milagrosa "integração social", a verdade é que, se tudo correr bem no que respeita ao aspecto económico, não será por aqui que as coisas irão desabar. Problemas ao nível social não são, geralmente, problemas, mas apenas sintomas de problemas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;reais&lt;/span&gt; ao nível económico; aliás, isto aplica-se a toda a gente, e não apenas aos imigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Dar o exemplo (não soa bem, mas não me ocorre uma palavra... sugestões, anyone?)&lt;br /&gt;Para além de proporcionar as condições para que o imigrante consiga subsistir condignamente, o país que o recebe deve também dar-lhe o exemplo do que deveria ser uma conduta digna de um país civilizado. E aqui começa o cancro que vai minar tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imigrante vem, p. ex., de África, de uma região onde está habituado a ver aldeias destruídas por rebeldes anti-governamentais, aldeias destruídas por forças governamentais em combates com os referidos rebeldes, aldeias destruídas por rebeldes anti-rebeldes anti-governamentais... enfim, creio que já se deram conta de qual o elemento comum nestes exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imigrante chega, p. ex., a Portugal e pensa "OK, estou num país civilizado. Vamos lá ver como é isto". E pronto, está tudo estragado - aldrabões na política, criminosos nas autarquias, empresários que passam a vida a dizer que os outros têm que se adaptar às dificuldades dos tempos modernos enquanto vão pedindo facilidades para si próprios, tachos e empregos para amigos, e para amigos dos amigos, e para amigos dos amigos dos amigos. E um povo a condizer com todos estes belos exemplos que vêm de cima, claro. Não é de estranhar que o imigrante se adapte rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa adaptação evidencia uma diferença importante; o portuga (aliás, o Ocidental) está habituado a entrar nestes joguinhos por causa de coisas idiotas e, em útima análise, inúteis - O plasma de 3.5 m, o iate de 100m, o carro da empresa, o lugar de garagem, a gaja de 5,000 euros à hora, etc; já o imigrante, vem habituado a fazer o mesmo ou pior por algo muito mais importante - o pão para comer (e, se for só isso, já pode dar-se por muito contente). Portanto, o imigrante vai seguir os exemplos que vê à sua volta, mas mantendo o mesmo relativismo moral que trouxe da sua terra. Não vai evoluir, não vai tentar ser uma pessoa melhor, porque olha à sua volta e não tem qualquer exemplo para o efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este aspecto, por si só, deveria servir-nos para criar vergonha. Mas preferimos utilizar a nossa criatividade para outros fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela minha parte, defendo a entrada controlada, de acordo com a capacidade de absorção do país; sou completamente contra a entrada de imigrantes como mão-de-obra temporária baratucha, para projectos faraónicos e inúteis; acho que somos demasiado generosos na atribuição da nacionalidade portuguesa; e concordo com a expulsão de quem não veio para cá para trabalhar - aliás, se pudesse corria até com os portugueses que não andam cá a fazer nada a não ser atrapalhar... mas aí teríamos um problema, porque ficava o país vazio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito aos "projectos faraónicos e inúteis", sim, estou a referir-me à Santíssima Trindade da Inutilidade - o CCB, a Expo 98, e o Euro 2004. Admito que a recuperação da zona oriental da cidade foi um aspecto positivo da Expo 98 (apesar de estar agora a ser completamente destruído pelos nossos caros empreiteiros), mas continuo a dizer que não era preciso uma exposição mundial para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o país que recebe imigrantes tem a responsabilidade de gerir as entradas dos mesmos, tendo em conta os 3 aspectos acima. De uma maneira geral, todos os países da Europa têm sido umas nódoas neste domínio; entre as excepções, contam-se os países nórdicos, dos quais faz parte a Dinamarca. Sabem, a mesma Dinamarca que toda a gente acusou de xenofobia e racismo, quando declarou que entrava para a UE mas queria manter a sua política de imigração e restringir a movimentação de pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvalhões dos dinamarqueses! É muito melhor fazer como o resto da Europa, e receber toda a malta que nos aparecer à porta, mesmo que não tenhamos sequer um vislumbre de solução para um problema básico - uma vez cá dentro, o que vamos fazer com eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vivemos em capitalismo, em economias de mercado. Um dos lemas mais antigos, e mais respeitados, é "laissez faire, laissez passer", que nós (membros da Civilização Ocidental) implementámos de forma brilhante, como o "deixa andar". Portanto, pá, a malta recebe os imigrantes e... prontos! Os gajos chegam, abancam-se, e está tudo fixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem se recordam, há algumas semanas vimos imagens dramáticas de africanos que viajaram milhares de Km para serem impedidos de entrar na Europa pelos espanhóis. O caso foi denunciado como desumano, pelas mesmas TVs que agora se apressam a denunciar a incapacidade do governo de Paris. Pois, mas então, no que ficamos? Deixamos entrar toda a gente, ou esforçamo-nos por dar condições decentes a quem entra? É que as duas é assim a modos que impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um alinhamento algo esquerdista em muitos temas, mas este não é um deles. Rejeito completamente a ideia do Louçã &amp; Cª de que temos mais é que deixar entrar quem quiser. Aliás, é curioso que, p. ex., no que toca a questões ecológicas, a expressão "crescimento sustentado" seja utilizada com tanta frequência, e depois essas mesmas pessoas não se lembrem desse conceito quando falam de imigração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, hei-de continuar, que o tema não é fácil, e eu não sou perito, sou apenas um observador, como a ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, e falando especificamente de França, ou muito me engano ou ainda um dia poderemos ouvir um discurso de agradecimento de Le Pen a estes jovens entusiastas que andam por essa Gália fora (e agora já pela Bélgica e Alemanha, também) a afastar o nocturno frio invernal incendiando a propriedade dos outros; discurso esse onde o nosso JM irá agradecer, de forma igualmente calorosa, a estes imigrantes por todos os votos que conseguiu, graças a estas suas acções ponderadas e eficazes (sim, porque vai ser assim que eles irão, certamente, resolver os seus problemas); muito possivelmente, será no mesmo discurso em que irá demonstrar a sua gratidão, anunciando as medidas para correr com todos esses imigrantes de França. Sim, vou seguir com muita curiosidade os resultados da extrema-direita nas eleições vindouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pá, para todos esses jovens injustiçados, a minha saudação: Allez, les mecs! Bravo, hein? Connards!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115973999614669146?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115973999614669146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115973999614669146' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115973999614669146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115973999614669146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/10/imigrao-parte-i.html' title='Imigração - Parte I'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115942433842387185</id><published>2006-09-28T07:01:00.000+01:00</published><updated>2006-09-28T07:18:58.446+01:00</updated><title type='text'>Cinco rabiscos</title><content type='html'>Ora bem, por desafio duplo - da &lt;a href="http://psicologiasdetreta.blogspot.com/2006/09/5-traos-de-personalidade.html"&gt;A&lt;/a&gt; (que, segundo parece, dada a minha falta de resposta, já conjurou uns Espíritos Infernais, e anda a leiloar a minha alma) e da &lt;a href="http://vinteeoito.blogspot.com/2006/09/desafio.html"&gt;Lisa&lt;/a&gt; - aqui ficam cinco rabiscos dessa tela complexamente simples que é a minha personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, é claro, o disclaimer, nas palavras sábias e imortais da Mafaldinha: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ninguém é bom Sherlock Holmes de si próprio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Optimista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se há 10 anos atrás alguém me dissesse que eu alguma vez iria ter esta opinião sobre mim, eu seria muito bem capaz de sugerir uma mudança de guarda-roupa. Especialmente no que toca às camisas... e, para acompanhar, uma mudança de ares... p.ex., uma temporada numa suite almofadada num estabelecimento de renome numa zona nobre de Lisboa... sei lá... olha, uma Avenida com nome de país-irmão... apenas um exemplo, repare-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos anos de pessimismo, até este quase se entranhar na alma, de tal forma que pensei que viera para ficar. Felizmente, assim não foi. Consegui afastá-lo, substituindo-o pelo optimismo, numa manobra que ainda hoje não consigo explicar. Depois, perdi o optimismo, mas não compreendi muito bem o que tomou o seu lugar. Entretanto, consegui recuperá-lo novamente, mais uma vez de uma forma que não consigo explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que este optimismo é importante para mim? Simples - alimenta-me a esperança, que por sua vez volta a alimentar o optimismo, criando assim um feedback loop que me eleva e me faz sentir bem comigo e com a vida; que me faz esquecer receios, mergulhar em oportunidades; que me faz sentir feliz, que me permite tentar fazer os outros felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, tenho que fazer um esforço consciente para o conseguir manter, mas dou esse esforço por bem empregue. Aliás, creio que deve ser o esforço mais importante da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Idiota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, cheio de ideias. Não há dia que passe, que não cuspa cá para fora uma meia-dúzia delas. A esmagadora maioria são apenas ostras; mas, de vez em quando, lá sai uma pérola. Adoro esses momentos, e já me habituei à ideia que tenho que atirar muitas ao lado para conseguir acertar com uma em cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sei que muitas vezes faço, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt;, figura de idiota, mas isso não me preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anti-social (à falta de melhor termo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É algo que tem vindo a diminuir progressivamente. Continuo a não me sentir muito à-vontade em grupos relativamente grandes, mas já vou conseguindo lidar bem com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, algo de útil ficou - consigo lidar muito bem com a solidão. Afinal, somos velhos amigos... foi a minha grande companheira durante muito tempo; por vezes, mesmo quando estava rodeado de pessoas. Já há muito que a solidão e o silêncio deixaram de me preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hoje em dia, o termo a empregar já não deveria ser bem este... em tempos idos, sim... bem, a idade tem que servir para alguma coisa, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Indisciplinado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um toque de irresponsabilidade, outro de desorganização. Tenho bastante dificuldade em manter um plano. E já nem falo do trabalho, porque aí existem demasiadas condicionantes externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo na minha vida privada, a falta de disciplina é notória. Tenho vindo a melhorar, mas muito mais lentamente do que no resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Calmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro dos meus esforços mais importantes - manter a calma, em todas as situações. Colocar as coisas em perspectiva, para escolher muito bem aquilo que me possa fazer perder a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil. Tal como sucede com o optimismo, trata-se de contrariar um impulso/comportamente que se tornou natural (o pessimismo foi algo que se tornou natural com o tempo; neste caso é pior, porque eu sempre fui uma pessoa relativamente nervosa), e favorecer outro, que corresponde ao que quero ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva de volta a uma velha questão - uma pessoa consegue mudar aspectos da sua personalidade? Eu acho que sim, através de uma luta diária que leva à supressão sistemática dos mesmos. Se por um lado, não podemos dizer que houve realmente mudança, uma vez que esse aspecto ainda lá está (e, se deixarmos de o suprimir, ele voltará a manifestar-se, em toda a sua pujança), por outro, o nosso comportamente muda, abandonando (talvez seja mais realista dizer "diminuindo") a influência que esse mesmo aspecto consegue ter nas nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, desta vez serei eu a parar a onda... Poseidon não vai achar graça nenhuma... ou por outra... não acharia, se não tivesse mais em que pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ler estas linhas e se sentir inspirado para fazer o seu post correspondente, considere-se desafiado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115942433842387185?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115942433842387185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115942433842387185' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115942433842387185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115942433842387185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/cinco-rabiscos.html' title='Cinco rabiscos'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115913739475279213</id><published>2006-09-24T22:41:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T23:36:35.263+01:00</updated><title type='text'>Gajas Boas</title><content type='html'>Em tempos (há pouco mais de um ano) houve dois temas seguidos no &lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/shifting-gears.html"&gt;Mail Melga&lt;/a&gt; - um dedicado ao que as mulheres procuram num homem, outro dedicado aos que os homens procuram numa mulher (não, nenhum deles está online, ainda). Obtive resultados positivos no primeiro; falhei miseravelmente no segundo. Como me disse recentemente uma pessoa sábia "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É natural. És homem&lt;/span&gt;". Sim, e não soube distanciar-me desse facto, não soube separar o que eu gosto do que a maioria dos homens gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, se não se importarem, não cometerei o mesmo erro. Vou concentrar-me apenas no que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eu&lt;/span&gt; gosto.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Gajas boas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, durante este post, convém mantermos uma coisa em mente... o assunto é, antes de mais, físico, sensual, sexual. Se estamos a falar de gajas boas, vou limitar a minha análise a este prisma, e mesmo quando traçar tangentes para outros aspectos da mulher, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;para mim&lt;/span&gt; será sempre nesta óptica, OK? Mesmo que vocês achem que não tem nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avancemos, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos as gajas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;universalmente&lt;/span&gt; boas. Aquelas que toda a gente considera umas deusas. Este "toda a gente" é proporcional ao grau de exposição da gaja em questão. Pode ser a gaja do Coro da Igreja, que distrai até o crucifixo; pode ser a gaja que trabalha no café, que leva sempre as maiores gorjas (talvez para condizer com o tamanho das mamas); pode ser a gaja da direcção comercial, que todos na empresa gostavam de levar para dar umas voltas; pode ser a estrela de cinema, que está constantemente nas capas das revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que torna estas gajas boas? Invariavelmente, o corpo. São gajas boas porque têm um corpo bem-feito; o rosto é, geralmente, secundário na avaliação da gaja boa. É a tal história da diferença entre um avião (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;boa&lt;/span&gt;, com sotaque do norte) e um helicóptero (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;gira&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;boa&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a gaja boa tem um corpo belo... e cá voltamos nós à &lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/beleza.html"&gt;beleza&lt;/a&gt;... que, da última vez que vi, estava nos olhos de quem via. Não me consta que esta lei tenha sido revogada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o je e as gajas boas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho uma experiência hands-on por aí além com gajas que me permita realizar um estudo com uma vasta amostragem estatística. Mas posso fazê-lo em segundo grau, uma vez que nunca me inibi de frequentar o Bairro da Luz Vermelha na net. Aliás, não sei se já vi de tudo, mas sei que já vi mais que o que gostaria de ter visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the Beginning, era a Gaja Boa. E nasceu uma opinião, que mantenho até hoje - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;há muitas mulheres na pornografia que têm corpos que considero mil vezes mais belos que os de todas as top-models que me possam apresentar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, uma das primeiras que me hipnotizou está &lt;a href="http://www.freeonesondemand.com/dispatcher/starDetail?theaterId=14343&amp;starId=1459#"&gt;aqui&lt;/a&gt;; a secção "Gallery", logo a seguir à mini-bio, tem três fotos dela, com progressivos níveis de nudez (se fizerem scroll para baixo, têm as capas dos DVDs, algumas das quais são um pouco mais explícitas - fica o aviso). É uma mulher bonita, sem dúvida, mas tem um corpo cheio, que está longe do exagero a que me habituaram as passerelles; é um corpo cuidado, mas normal. Não sou um perito em top-models, mas, de todas as que conheço, não há nenhuma que considere tão bela como esta mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para que conste, também curto a Gaja Boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, com o passar do tempo, comecei a reparar numa coisa curiosa - gajas boas, há muitas. Mas depois, há um conjunto - bem menor - de gajas que são &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; excitantes, e algumas - tendo a sua beleza, sem dúvida - até nem têm nada que as distinga enquanto belezas estonteantes. São mulheres atraentes, mas perfeitamente normais, talvez até com uns quilitos a mais (que se notam, por vezes, na barriguita), ou talvez não. Mas todas têm uma coisa me comum - uma desinibição e entrega quase totais ao que fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a partir daí, pelo menos para mim, o mito da Gaja Boa perdeu o interesse. Não quer dizer que não goste, simplesmente não chega. Tal como já disse anteriormente, uma gaja boa atrai-me o olhar... nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, vi alguns videos com entrevistas a mulheres que pousavam nuas (num site com nús, mas sem cenas de sexo), e só a forma como algumas delas falavam sobre os mais variados assuntos (de índole sexual, claro) era espectacular, era algo que trascendia a beleza, enfim, foi algo que me fascinou. E, hoje em dia, é aquilo a que dou mais importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho, obviamente, uma check-list de truques que uma mulher precisa de fazer para me satisfazer. Tenhos as minhas preferências, e ela terá as suas. O que me dá gozo é justamente a revelação de parte a parte, a vontade de experimentar (ou não, porque muitas vezes é preciso compreender que há gostos que não são partilhados), a entrega progressiva a cada novo passo que se dá. O facto de uma gaja ser boa não é garante que tenha desinibição para este tipo de entrega. Logo, o facto de uma gaja ser boa não me diz muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, lembrei-me recentemente de uma situação, passada há uns 10-13 anos com o tipo que me ensinou a tocar guitarra. Estávamos a falar com uma amiga dele, que eu vi pela primeira vez na altura, e quando nos viémos embora, eu disse "Epa, a tipa era boa"; e ele respondeu "Não. É muito simpática, e cativa por isso, mas não é o que chamaria uma gaja boa. Não tem um corpo muito bem feito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei um certo tempo a pensar nisso, na altura. Não cheguei a grande conclusão, mas arquivei. Anos mais tarde, estava finalmente em condições de dar uso a esta pepita de informação. Percebi, finalmente, um dos motivos pelos quais muitas das gajas universalmente boas não me dizem muito. É que a simpatia é um critério importante para mim; e muitas das gajas boas parecem criar a ideia que uma carinha de enjoada é um must. Bem, serve realmente para muita gente. A mim, tem o condão de me afastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer isto dizer que a beleza não conta para nada. Estaria a ser hipócrita se o dissesse. Obviamente, o físico da mulher tem que me atrair; neste aspecto, não sou diferente de qualquer outro homem. No entanto, tal como eu disse num comentário, sou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eu&lt;/span&gt; que decido se a mulher que estou a ver é boa ou não. Não são os leitores do "Fashion Today" nem os votadores da "Lista das 10 Mais Sexy do Mundo". E os meus critérios podem ser diferentes dos deles. Não são necessariamente as escolhas deles que me inspiram, que me levam a fantasiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para terminar... por agora, claro :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um é livre de viver a sua vida como quiser, de ceder às pressões que quiser, de o fazer como quiser, de escolher os seus parceiros/parceiras da forma que quiser, e com as formas que quiser... desde que se sinta bem consigo próprio. Eu esforcei-me por apresentar a visão que utilizo neste assunto, da melhor forma que consigo, neste ponto da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem dizer-me "O mundo não é assim". Lá fora, a corrida é às gajas boas, e é por isso que uma mulher anda numa roda-viva eterna para não perder a figura, para não ser trocada por outra. Que seja - os gajos perseguem as gajas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;universalmente&lt;/span&gt; boas, e estas perseguem a manutenção da sua "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;bondade universal&lt;/span&gt;" :) Mas lá porque anda toda a gente a fazer isso, eu não sou obrigado a fazer o mesmo, pois não?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115913739475279213?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115913739475279213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115913739475279213' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115913739475279213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115913739475279213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/gajas-boas.html' title='Gajas Boas'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115902734818111660</id><published>2006-09-23T16:59:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T17:02:28.206+01:00</updated><title type='text'>Changes</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ela:&lt;/span&gt; O pessoal não vai muito aos teus outros blogs, pois não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu:&lt;/span&gt; Heh! O tempo também não dá para tudo, não é? O pessoal vai onde pode. Além disso os meus posts não são propriamente rapidinhas... até porque não tenho muito jeito para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; Isto, apesar do tamanho deste post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ela:&lt;/span&gt; Mas devias fazer mais publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu:&lt;/span&gt; Boa ideia! Vou já preparar os outdoors e os spots televisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- * ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, mudei de ideias. Se os outdoors são um balúrdio, então os spots televisivos, nem queiram saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, fico-me por esta remodelação. Livrei-me do tal vermelho de que nunca gostei, e decidi fazer mais publicidade aos outros blogs, tornando-os mais visíveis. Quem sabe, talvez ela tenha razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115902734818111660?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115902734818111660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115902734818111660' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115902734818111660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115902734818111660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/changes.html' title='Changes'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115887641264537312</id><published>2006-09-21T22:59:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T23:06:52.906+01:00</updated><title type='text'>Perfeitização</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Data original: 2006-03-13&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma tira da Mafalda em que ela entra no quarto da mãe e vê um frasco que diz "Creme de Beleza". Coloca um pouco no rosto e depois fica a olhar para o espelho. Como nada acontece, começa a ficar impaciente, e diz "Então!?" :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana passada recebi, repetidas vezes, o artigo do RAP (o tipo do Gato Fedorento) sobre a sessão fotográfica das "Jardins". Foi curioso, porque eu andava há alguns dias a preparar um mail sobre o assunto - não sobre as "Jardins", mas sobre o "Efeito Photoshop" no mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, é um fenómeno ao qual chamarei "Perfeitização" (e pronto, aqui fica a minha demonstração de ignor... er, quero dizer, o meu contributo de hoje para a língua portuguesa :) ).&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Dei-me conta da Perfeitização pela primeira vez há alguns anos, quando estava ver umas fotos da Playboy. Depois, comecei a olhar com mais atenção para a publicidade, e para as revistas de gajas. Yep, ali estava o mesmo fenómeno. Apesar de apresentar aqui a questão apenas no feminino, não tenho dúvidas que as fotos de homens sofram do mesmo problema. Afinal, o objectivo é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é esse objectivo? É um dois-em-um - criar o desejo de uns e a inveja de outros. No caso das fotos de mulheres, criar o desejo dos homens e a inveja das mulheres. Até aqui, nada de novo. Mas a evolução da Perfeitização faz com que este processo atinja novos patamares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que, nos seus primeiros passos, a Perfeitização deveria ser relativamente arcaica - o sucesso do operação dependia, em grande parte, das qualidades da mulher. Isto significava que tudo acabava por ser mais saudável. As mulheres que liam as revistas e ambicionavam ter um aspecto daqueles tinham hipóteses de o conseguir, de uma forma relativamente natural (apesar dos exageros das dietas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, com a Era Digital, as possibilidades aumentaram. As qualidades da mulher, apesar de manterem ainda um papel importante no resultado final, passam a ter uma quase dependência de técnicas de manipulação de imagem - é a Perfeitização Moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que se perde todo o senso de equilíbrio - quando a mulher cuja inveja é despertada pelo que vê um pouco por toda a parte (em outdoors, em revistas, na TV) decide embarcar numa odisseia para conseguir "ser como aquela tipa". Só que isso é uma batalha inglória. Inglória, no sentido em que, mesmo quando é ganha, os recursos investidos foram de tal ordem que qualquer pessoa sensata ficaria a interrogar-se se terá valido realmente a pena. Além de que é uma batalha constante, que se pode descrever claramente com a expressão "parar é morrer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisemos, então o processo da Perfeitização...&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;1. Encontrar uma mulher atraente&lt;br /&gt;Esta é fácil. É claro que podemos subir a fasquia, e dizer que não basta que seja atraente. Não! Queremos o tipo de mulher capaz de fazer parar o trânsito! Aí já se torna um pouco mais difícil. De qualquer forma, é tudo uma questão de método. Basta ficar à espreita numa qualquer avenida movimentada, e esperar. Quando aparecer aquela mulher que atravessa com o vermelho para os peões e obriga os condutores a travagens mais ou menos bruscas, já está! Aí têm a vossa mulher que faz parar o trânsito :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Pré-processamento&lt;br /&gt;Geralmente, isto implica estucar a desgraçada da senhora com cremes e maquilhagem suficiente para pintar uma moradia de dois andares, com garagem para dois carros, um barracão e um pequeno pavilhão para refeições ao ar livre. O objectivo parece ser, IMHO, fazer com que desapareçam todos os traços que tornam a mulher realmente única, e - em última análise - interessante, na tentativa de a transformar num qualquer suposto estereótipo de fantasia masculina (de certa forma, lembra-me a utilização dos espartilhos, em tempos idos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o meu sonho sempre foi que uma daquelas deusas tipo Playboy saltasse da página (ou, mais recentemente, do monitor) e ganhasse vida, para depois podermos passar +/- uma hora a aplicar-lhe cremes (talvez fosse melhor diluente) para remover todas as camadas de maquilhagem, na esperança de descobrir, afinal, que mulher é aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Criar situações/momentos de beleza com a referida mulher&lt;br /&gt;Às vezes saiem melhor, às vezes saiem pior. Mais uma vez, demonstro o meu minimalismo, indicando que quanto mais simples a envolvência, melhor o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Captar essas situações/momentos em foto/filme&lt;br /&gt;Óbvio, eu sei :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Pós-processamento&lt;br /&gt;Outra designação para este passo poderia ser "Photoshop até à morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta que a mulher esteja bela; tem que estar também etérea, difusa, perfeita - numa palavra, irreal. Seja para encobrir "defeitos", seja para "realçar" qualidades, a verdade é que este é o passo mais abusado de todos, ainda mais que o pré-processamento. E é uma pena. Mais uma vez, desvirtua-se completamente a beleza natural da mulher, que consegue ser mais excitante e surpreendente do que os "Artistas do Photoshop" costumam criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ao contrário do que escreveram uns idiotas numa campanha que se encontra aí nos outdoors, existem alguns "eles" (OK, pelo menos um :) ) que não ligam à celulite, da mesma forma que não deixam de apreciar a beleza de uma mulher se ela tiver alguns pontos ou manchas na pele, ou qualquer outro "defeito" que se lembrarem de inventar para vender um determinado produto.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como já devem ter percebido, não sou grande fã dos passos 2 e 5, e é a todos os abusos que se cometem nestes passos que chamo Perfeitização. Estou farto de mulheres que parecem todas iguais. Prefiro mulheres "ao natural" (sim, em todos os sentidos da palavra ;) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais irónico de tudo é o seguinte - foram as mulheres que acabaram por justificar este processo, que validaram a Perfeitização. Em vez de terem dito uma reacção inicial sensata, i.e., dizer simplesmente "Sim, de facto a tipa da foto é deslumbrante. Mas quando a vir à minha frente sem essa produção toda, logo darei uma opinião", aparentemente deixaram-se - mais uma vez - dominar pela insegurança, e o que saiu foi um "Oh, meu Deus! Eu também tenho que ser assim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de se aperceberem que estavam a ser manipuladas com um único objectivo, a comercialização de produtos e serviços, mergulharam de cabeça nesse admirável mundo novo do Estilo de Vida da Mulher Moderna - um pouco aquilo que tentaram fazer depois aos homens, com essa patranha dos Metrossexuais :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, chegámos a uma situação, no mínimo, cómica - os homens admiram as "mulheres de papel", talvez até fantasiem com elas, mas procuram mulheres de verdade; e as mulheres de verdade, aparentemente, ambicionam ser como as "mulheres de papel". Enfim, é o que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com três exemplos que considero salutares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, antes de os apresentar, alguns disclaimers. Os sites em questão são NSFW (Not Safe For Work); ou seja, o meu conselho é que, caso queriam visitá-los, evitem fazê-lo a partir do vosso local de trabalho. São sites de nús femininos, estando um deles na fronteira com a pornografia (na secção lésbica). Contêm apenas imagens de mulheres (pelo menos, nos previews; sendo sites pagos, não tenho grande informação sobre o seu conteúdo total, mas não tenho qualquer motivo para acreditar que seja diferente do que é apresentado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço qualquer "patrocínio" ou recomendação de adesão aos sites; limito-me a comentar sobre os mesmos, enquanto exemplos daquilo que mais gente deveria fazer no que respeita à apresentação da mulher - não tanto no que se refere ao facto de estarem sem roupa, mas sim devido ao facto de estarem naturais :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vos digo "vão ver"; também não vos digo "não vejam". É suposto sermos todos adultos, e sabermos o que fazemos :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. www.domai.com&lt;br /&gt;O autor do site apresenta-o como um repositório de nús femininos, sendo as fotografias tiradas por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que salta à vista é o baixo nível de "produção" das mulheres fotografadas, mesmo no que toca à maquilhagem. As fotos são simples, e pareceu-me ser o mais soft dos três sites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto me pude aperceber, não existe propriamente um tema para cada sessão fotográfica - o tema é a mulher, e a sua beleza, com o mínimo de interferência possível. Escolhe-se uma envolvência agradável, e já está. É um conceito que vence pela simplicidade, a todos os níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. www.femjoy.com&lt;br /&gt;Este pareceu-me o mais elaborado dos três. Mesmo assim, é infinitamente mais simples do que é normal ver em sites do género, ou na publicidade com que somos "massacrados" diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pouco mais "explícito" que o anterior, no sentido em que alguém disse há alguns anos atrás "Uma coisa é pousar nua, outra é pousar escancarada" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, o conceito é muito idêntico ao do site anterior, com algumas diferenças; p. ex., cada sessão fotográfica apresenta a mulher enquadrada num tema, que parte da envolvente em que esta se encontra - pode ser uma sessão num bosque, numa praia, em cima de um telhado (por acaso, nunca me lembraria desta :) ), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. www.abbywinters.com&lt;br /&gt;Este é o tal que está na fronteira da pornografia. Tal como disse, tirando a "secção lésbica", não classificaria nada mais como pornografia, mas admito que a minha fronteira possa ser um pouco mais... flexível que a de muita gente :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, o conceito deste site é habitualmente designado como "The Girl Next Door", ou "Amadoras". Ou seja, a ideia é apresentar fotografias de mulheres que não estão "na indústria" (do erotismo/porn, entenda-se).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, é o site onde as mulheres aparecem da forma mais natural. Apesar de não ser um perito no assunto, algumas delas parecem até não ter sequer qualquer maquilhagem. São normais. No melhor sentido que esta palavra alguma vez possa ter. Têm sorrisos normais (e lindos, IMHO). Têm corpos normais. Têm "defeitos" (não na minha opinião, mas no que parece ser o consenso geral) normais, como, p. ex., os tais pontos negros, as tais manchas na pele, a tal celulite; "defeitos" que, volto a afirmar, não são capazes de danificar a beleza de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me surpreendeu foi a qualidade das imagens. A maioria dos sites que implementam este conceito cai numa de duas categorias:&lt;br /&gt;- Imagens que parecem ser, realmente, de pessoal amador, e com uma qualidade a condizer&lt;br /&gt;- Imagens de alta qualidade, mas em que o pessoal parece ter tanto de amador como eu tenho de profissional :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o primeiro site que vi que consegue combinar na perfeição o melhor dos dois mundos. Quase me dá vontade de ir visitar a Austrália ;) Sim, o site é australiano; e as mulheres, supostamente, também. E sim, sei perfeitamente que pode ser um engano, e que elas podem ser todas da Europa de Leste :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, pelo grau de normalidade e naturalidade com que apresenta estas mulheres, foi o que preferi, dos três sites acima. E dou-lhes os parabéns. A forma como apresentam o conceito do site e as imagens de exemplo que escolheram para ilustrar esse conceito formam um todo excelente. O facto de nem todas terem corpos deslumbrantes não as impede de aparecerem; o facto de terem aparelhos nos dentes (que mete tanta confusão a tanta gente) não as impede de aparecerem; e nenhuma parece envergonhada com o que a Natureza lhe deu - ou são excelentes atrizes, ou também elas estão de parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Mais uma vez, não vos estou a tentar incitar à pornografia (simplificando a designação :) ). Simplesmente, no Mundo "Real" (publicidade, revistas de gajas, etc.) parece que ainda anda tudo a ambicionar viver num qualquer Mundo de Fantasia, cheio mulheres irreais. Gostei de descobrir que no suposto Mundo da Fantasia há quem se esforce por, pelo menos, parecer real (sim, eu sei, os/as Irrealistas continuam a ser muito mais, mas pode ser que um dia a coisa mude).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, acima de tudo, gostei de saber que existe por esse mundo fora muito boa gente que partilha da minha opinião - a Beleza chega-se a si mesma, e não precisa da Perfeição para nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115887641264537312?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115887641264537312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115887641264537312' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115887641264537312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115887641264537312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/perfeitizao.html' title='Perfeitização'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115862134793842071</id><published>2006-09-19T00:10:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T00:15:47.966+01:00</updated><title type='text'>Um modelo a seguir...?</title><content type='html'>Conheço muita gente que não gosta de espanhóis. Eles são isto, eles são aquilo.. eles são do pior que há. Talvez algumas das críticas tenham fundamento. Eu conheço um, e não tenho nada a apontar-lhe, mas admito que não é propriamente um universo estatístico representativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao jantar, liguei a TV e apanhei a meio uma análise sobre a anorexia e a moda, devido a algo que se havia passado em Espanha. Não consegui descobrir o quê. Na SIC, a mesma coisa, até com um mini-debate, com convidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei curioso. Cheguei a casa, e fui ver o que raio se passou em Espanha. A notícia está &lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=723775&amp;div_id=291"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, parece-me uma medida discriminativa. Se uma mulher quer parecer um pau de fósforo andante, está no seu direito. Ainda para mais, se tivermos em conta que por esse mundo fora há otários que acham isso sexy, e que ficam fascinados com as top models. Como em tantas outras coisas, o mercado decide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, compreendo a preocupação. Apesar de as coisas terem vindo a melhorar, basta recuar meia dúzia de anos para nos recordarmos do "ideal de beleza" feminina que nos assaltava, em toda a sua pujança... bem, "pujança" talvez não seja a melhor palavra para descrever aquelas criaturas, que mais pareciam saídas de um qualquer campo de refugiados. Mas, mais uma vez, assumo o meu estatuto de minoria. Afinal, se elas eram consideradas mulheres sexy, é porque deveria haver imensos homens que as adoravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso que nunca conheci nenhum que manifestasse essa opinião, mas deve ser, certamente, por me movimentar em meios rudes, pouco sofisticados. Haverá, com toda a certeza, milhões de homens que participavam nas eleições que diziam ao mundo que estas é que eram as mulheres realmente sexy, e que todas as outras deveriam aspirar a ser como elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, compreendo a preocupação. A mulher tem tendência a dar importância a estas coisas, mais que o homem... aliás, bem mais que o homem. A idade em que estão mais vulneráveis a estas influências é a adolescência, onde cada "imperfeição" é logo uma tragédia grega, e onde a impaciência exige soluções milagrosas e imediatas. É uma receita para o desastre, claro. Felizmente, não é assim tão comum como isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e como ficamos? Parece-me uma medida discriminativa, mas compreendo a preocupação. Vai daí...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai daí, que creio que o mundo do féshôn está apenas a colher o que semeou. Durante anos a fio, ouvíamos histórias de modelos, algumas delas famosas, a admitirem que passaram por problemas de anorexia e/ou bulimia, para se manterem no topo da sua profissão. Durante esse mesmo tempo, não ouvi ninguém - mas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ninguém&lt;/span&gt; - com autoridade nesse mesmo mundo a enfrentar o problema de forma consistente e insistente. Parecia mais uma atitude de "se eu fingir que não vejo o problema, pode ser que ele se toque e desapareça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo do féshôn continuou, tão glamoroso como sempre. Um mundo cheio de beautiful people, onde estes pequenos aborrecimentos não existem, onde todos são felizes, estão felizes, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Um mundo povoado por mulheres doentiamente magras (atenção, é a minha opinião, de acordo com o meu gosto pelo corpo feminino. YMMV), que eram constantemente apresentadas como o objectivo a atingir, pelas revistas femininas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca ouvi ninguém a dizer "Reparem, isto não é bem o que parece. Para começar, estas mulheres estão maquilhadas até à morte. Elas têm que ser magras para que a passerelle aguente o peso delas com a maquilhagem. Depois, essas fotos fabulosas onde vocês as vêem, supostamente lindas de morrer? Deixo-vos três palavrinhas - Photoshop, Photoshop, Photoshop. Pois... por fim, esta «elegância» toda? Bem, lá haverá uma ou outra que são &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; assim, naturalmente. As outras? Olha, não sei que vos diga, a não ser uma coisa - não queiram ser assim, meninas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há coisa a que o mundo do féshôn nunca me habituou foi à sinceridade, à frontalidade. Sendo um mundo de ilusão, também os problemas são escondidos por detrás de umas poucas toneladas de maquilhagem, e o que, mesmo assim, ainda se notar, é depois removido na fase de edição digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, não posso dizer que a medida me choque, nem que tenha muita pena de todas as pessoas que se sentem, para parafrasear a notícia, "ultrajadas". Passaram demasiado tempo a olhar para o outro lado e a assobiar. Resultado: Não viram o que lhes estava a cair em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, estão a ver-se a braços com o que parece ser um problema de peso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115862134793842071?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115862134793842071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115862134793842071' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115862134793842071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115862134793842071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/um-modelo-seguir.html' title='Um modelo a seguir...?'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115827258331805415</id><published>2006-09-14T23:07:00.000+01:00</published><updated>2006-09-14T23:23:04.770+01:00</updated><title type='text'>A Matter of Life and Death</title><content type='html'>Bem, antes de passarmos ao tema de hoje (o último álbum de Iron Maiden), apenas uma palavrinha aos meus amigos virtuais... aos que se queixaram e aos que ainda não se queixaram...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Sim, é verdade, nestes últimos tempos tenho andado um pouco ausente. O blog anda desleixado, parecendo às vezes abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, peço desculpa. A sério. Afinal, admito-o sem qualquer problema: Devo-vos mais - e estou-vos mais grato - que vocês alguma vez poderão imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, peço que tentem compreender - há alturas em que o tempo é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; curto para tudo. Posso apenas dizer que estou um pouco ausente daqui pela melhor Razão que alguém alguma vez poderá ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este weekend vou estar fora, portanto só no início da próxima semana estarei de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, pessoal, tudo de bom para vocês... e obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Matter of Life and Death.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último álbum de Iron Maiden. Sou fã de Maiden para aí desde 84-85, quando ouvi um álbum deles pela primeira vez. Foi um longo percurso, com um período de cooling off na década de 90, após a saída de Adrian Smith, um dos meus guitarristas preferidos. Foi um percurso retomado em força em 2000, com o retorno dos filhos pródigos, no álbum "Brave New World".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e este álbum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, é o melhor álbum de Maiden desde "Seventh Son Of A Seventh Son". Em termos de letras, é o melhor álbum de Maiden de sempre. É o único álbum deles, até hoje, em que ouço todas as faixas, e não há uma única que diga que curto menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É igualmente o álbum mais sombrio. Talvez por se centrar à volta da Guerra, e da influência que a Religião tem tido na mesma. Tem imensos momentos de suavidade, de tristeza, pontuados por prestações fabulosas de Bruce Dickinson, que consegue, finalmente, trazer para Maiden algum do arsenal que criou na sua carreira a solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha faixa preferida, a Jóia da Coroa deste álbum, é "For the Greater Good of God" (Harris). Poderia citar esta letra em toda a sua plenitude, mas já alguém o fez, e não vale a pena estar a repetir; &lt;a href="http://www.metrolyrics.com/lyrics/2147433285/Iron_Maiden/For_the_Greater_Good_of_God"&gt;leiam&lt;/a&gt;, se tiverem pachorra; vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me tocou mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Please tell me now what life is&lt;br /&gt;Please tell me now what love is&lt;br /&gt;Well, tell me now what war is&lt;br /&gt;Again tell me what life is&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes achamos que sabemos o significado de certos conceitos, ou que conseguimos descobrir esses significados... ou até que vale a pena tentar descobri-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como acontece sempre, é a vida que nos ensina as lições, é a vida que nos leva a encontrar esses significados, muitas vezes tão distantes daquilo que acreditávamos, daquilo que imaginávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei genial o "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Again tell me what life is&lt;/span&gt;", imediatamente após o "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Well, tell me now what war is&lt;/span&gt;". Acredito que quem souber o que é esta, possa ter uma ideia mais clara sobre o que é aquela, e sobre o seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;More pain and misery in the history of mankind&lt;br /&gt;Sometimes it seems more like the blind leading the blind&lt;br /&gt;It brings upon us more famine, death and war&lt;br /&gt;You know religion has a lot to answer for&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito que pensemos que a temos controlada, ao contrário de outros povos, a verdade é que a religião continua a ser um cancro. Atenção, não me refiro à fé. Essa, admiro-a. Mas a fé não precisa da religião para nada - felizmente, ninguém precisa de ir à igreja para ter fé, e para viver de acordo com essa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso caso, o cancro a que me refiro é a interferência que os religiosos insistem em ter em assuntos que caiem &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;claramente&lt;/span&gt; fora da sua alçada. Se alguns são caricatos (tal como o Intelligent Design), outros há que nos prejudicam a todos, como a oposição a alguma investigação genética aplicada à medicina - se não fossem por essas mentes tacanhas que pensam saber mais que os outros, talvez a história de dois indivíduos que responderam positivamente a um tratamento experimental de um cancro terminal pudesse ter acontecido há mais tempo. E talvez agora não fossem dois, mas sim seis, a responder a uma segunda ou terceira versão desse tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as atitudes e a influência destes indivíduos, que apelam incessantemente à paz e ao respeito pela vida, que estão a contribuir para que se continuem a perder vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;You know religion has a lot to answer for&lt;/span&gt;". Sim... e não são apenas os idiotas das jihads que têm contas a prestar. Acredito numa Entidade Divina, não necessariamente a que é retratada em nenhuma das religiões que conheço... mas alimento a esperança que todos estes chulos (os nossos e os outros), que "aqui por baixo" se declaram como "porta-vozes" do seu Deus, tenham à sua espera aquilo que merecem, quando chegaram "lá acima".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo isto, tenho que admitir que admiro a figura de João Paulo II, pela resistência com que levou a vida até ao fim... não por muito mais, é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;He gave his life for us&lt;br /&gt;He fell upon the cross&lt;br /&gt;To die for all of those&lt;br /&gt;Who never mourn his loss&lt;br /&gt;It wasn't meant for us&lt;br /&gt;To feel the pain again&lt;br /&gt;Tell me why, tell me why&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, confrontados com um Jesus Cristo moderno, a maioria de nós não choraria a sua perda. Chamar-lhe-íamos idealista, sonhador, e outros nomes piores. Se esquecermos os embelezamentos da Bíblia, não deve ter sido muito diferente, há pouco mais de 2000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente (ou talvez não), aqueles que durante séculos foram acumulando poder e sangue em seu nome também não seriam capazes de o reconhecer, se o vissem hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda faixa do álbum (outra das minhas preferidas), "These Colours Don't Run" (Smith, Harris, Dickinson), entramos de pedra e cal no tema que ocupa todo o álbum - a guerra. Os versos de abertura deixaram-me um nó na garganta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;It's the same in every country&lt;br /&gt;When you say you're leaving&lt;br /&gt;Left behind the loved ones&lt;br /&gt;Waiting silent in the hall&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "loved ones"... os tais que, muitas vezes, têm que enterrar os mortos e seguir em frente. E, quando nos perguntamos porquê... o pior é que, quando nos perguntamos porquê, o mais certo é ninguém ter um resposta &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; sincera para dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe-me à memória um poema de Fernando Pessoa, "O Menino de Sua Mãe", que ouvi declamado por João Villaret... dois génios, cada um na sua Arte... o resultado é indescritível... pelo menos, eu não tenho o domínio suficiente da língua portuguesa para lhes conseguir fazer justiça. Bem hajam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à música, é um tema sóbrio, diria mesmo triste; não só pelo que se canta, mas pela forma como se canta, pelo próprio instrumental. E sempre pontuado por uma certeza - todos somos iguais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;For the passion, for the glory&lt;br /&gt;For the memories, for the money&lt;br /&gt;You're a soldier, for your country&lt;br /&gt;What's the difference, all the same&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todas as músicas são relativas à guerra. O álbum abre com a faixa "Different Worlds" (Smith, Harris). É uma malha espectacular. A letra fez imediatamente ressonância comigo, uma vez que trata da insatisfação auto-infligida, sem qualquer razão aparente que não seja apenas o achar que o que não temos é que nos fará felizes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tell me what you can hear&lt;br /&gt;And then tell me what you see&lt;br /&gt;Everybody has a different way to view the world&lt;br /&gt;I would like you to know, when you see the simple things&lt;br /&gt;To appreciate this life, it's not too late to learn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don't wanna be here&lt;br /&gt;Somewhere I'd rather be&lt;br /&gt;But when I get there&lt;br /&gt;I might find it's not for me&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o desperdício puro e simples. Ainda se se pudesse dizer "são assim, mas são felizes"... mas, geralmente, é exactamente o contrário. É pena, mas já me habituei a aceitar que existe muita gente que só encontra satisfação na insatisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Out Of The Shadows" (Dickinson, Harris) demonstra claramente ser uma faixa de Bruce Dickinson. É impossível não estabelecer o paralelismo com o "Tears Of The Dragons", sem dúvida a obra-prima de Dickinson, na sua carreira a solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é daquelas faixas em que cada um constrói o seu tema, cada um interpreta á sua forma, cada um cria a sua imagem. Para mim, fica o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dusty dreams in fading daylight&lt;br /&gt;Flicker on the walls&lt;br /&gt;Nothing new, your life's adrift&lt;br /&gt;what purpose to it all?&lt;br /&gt;Eyes are closed and death is calling&lt;br /&gt;Reaching out its hand&lt;br /&gt;Call upon the starlight to surround you&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, a vida. O que fazer com ela? O que procurar? Abandonar os sonhos? Ou tentar encontrar o nosso brilho antes do cair do pano? E depois, sempre a mesma pergunta - como? Falando por mim, não sei. Por isso, vou experimentando, e tentando viver com atenção ao Destino, e às Oportunidades que me são enviadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Brighter Than a Thousand Suns" (Smith, Harris, Dickinson) é a terceira faixa. Tanto quanto me recordo, é a faixa mais dark que Maiden já fez; lembra novamente o trabalho de Bruce Dickinson a solo. O tema é a bomba atómica, tão "desejada" por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um momento fabuloso na letra, que diria que se destina a todos nós, que levamos as nossas vidas numa total auto-anestesia, escolhendo não olhar para aquilo que consideramos demasiado incómodo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bury your morals and bury your dead&lt;br /&gt;Bury your head in the sand&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-me uma faixa de Queensryche:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mourn the dead... on the screen,&lt;br /&gt;Mourn the dead... on the screen,&lt;br /&gt;Mourn the dead... on the screen,&lt;br /&gt;Mourn the dead... while they scream&lt;/span&gt;" (Queensryche - "Spool")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta faixa, "The Longest Day" (Smith, Harris, Dickinson) retrata um tema que me é particularmente caro - o Desembarque na Normandia. O título vem do livro de Cornelius Ryan, que retrata as primeiras 24 horas de Operação Overlord, relatando os movimentos de todos os envolvidos, e lembrando-me, mais uma vez, como o Destino, ou a Acaso, ou a Sorte, ou o que quer que seja que lhe queiram chamar têm tanta importância no desenrolar das vidas de todos, até daqueles que fazem História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais uma música dark, como não poderia deixar de ser, dado o tema. Não só musicalmente, mas também na letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sliding we go, only fear on our side&lt;br /&gt;To the edge of the wire, and we rush with the tide&lt;br /&gt;Oh the water is red, with the blood of the dead&lt;br /&gt;But I'm still alive, pray to God I survive&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que no meio do caos que foi aquele desembarque, não haveria tempo para muito mais senão para pedir a Quem Quer Que Seja para conseguir chegar vivo à praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lord of Light" (Smith, Harris, Dickinson). Esta faixa tem uma frase que me lembra algo que escrevi &lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/guerra-e-paz.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; - "Revenge is living in the past". A esmagadora maioria dos idiotas que se deixam convencer pelos oportunistas a chacinar entusiastamente outros idiotas (por sua vez, convencidos por outros oportunistas), são convencidos quase sempre pelo desejo de vingança, contra uma qualquer ofensa, real ou imaginária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, algo que nos define admiravelmente bem, enquanto espécie:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;We are cast out by our bloody father's hand&lt;br /&gt;We are strangers in this lonely promised land&lt;br /&gt;We are the shadows of the one unholy ghost&lt;br /&gt;In our nightmare world the only one we trust&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando arranca o riff principal, é quando se percebe como o som deste álbum está cru. É um som de guitarra fabuloso, com um mínimo de pós-processamento. Quase que conseguia visualizar as colunas, ao ouvir aquele som. É muito idêntico ao som de Scorpions, nos 80s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, há quem os considere irrelevantes, que já passaram a idade da reforma, que já não fazem nada de positivo... bem, to each his own. Para mim, continuam a ser uma das melhores bandas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com a performance deste álbum (o lugar mais alto que ocuparam nos tops de vários países), extraído de uma Press Release da EMI, em www.ironmaiden.com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;CHART BREAKDOWN SUMMARY TO DATE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#1 Germany, Sweden, Italy, Finland, Greece, Slovenia, Czech Republic, Croatia, Poland, Brazil&lt;br /&gt;#2 Canada, Switzerland, Norway, Hungary, Columbia&lt;br /&gt;#3 Chile&lt;br /&gt;#4 UK, Austria, Spain, India&lt;br /&gt;#5 France, Ireland, Arabia&lt;br /&gt;#6 Iceland, Belgium&lt;br /&gt;#7 Holland&lt;br /&gt;#8 Denmark&lt;br /&gt;#9 USA (é o seu primeiro álbum a entrar no Top 10 nos USA)&lt;br /&gt;#10 Mexico&lt;br /&gt;#11 Portugal, Japan&lt;br /&gt;#12 Australia&lt;br /&gt;#15 Hong Kong&lt;br /&gt;#16 New Zealand&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115827258331805415?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115827258331805415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115827258331805415' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115827258331805415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115827258331805415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/matter-of-life-and-death.html' title='A Matter of Life and Death'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115767210709045167</id><published>2006-09-08T00:31:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T00:35:07.116+01:00</updated><title type='text'>Destino</title><content type='html'>Acredito no Destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não no Destino Bibliotecário, que guarda os livros com todas as nossas vidas, futuras e passadas, e se diverte a espreitar os capítulos com cenas de sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Destino no qual acredito é um Tipo com sentido de humor, que aprecia uma boa piada (infelizmente, muitas vezes à nossa custa), e que se reúne diariamente com um conjunto de Velhinhas Divinais, para um jogo de "Coincidências &amp; Oportunidades", que é mais ou menos como o bingo caseiro, só que em vez de chá e torradas estas Velhinhas bebem cerveja e mordiscam uns amendoins com piri-piri... ou os orelhas do Destino, quando este, por Coincidência, lhes dá a Oportunidade... sim, é um jogo com regras muito próprias.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;É este o Destino que todos os dias acorda, levanta-se (com uma coçadela discreta nos penduricalhos), faz a sua higiene matinal, e coloca de imediato mãos à obra. E é das suas mãos que saiem todas aquelas coisas q nos irrompem Vida dentro, e sobre as quais não temos qualquer tipo de controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecimentos maravilhosos... ou terríveis... cruéis, até, às vezes. O Destino é imprevisível... bem, excepto no que diz respeito ao seu funcionamento intestinal, claro. Esse é previsível como um relógio helvético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então e depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa, depois, andamos nós aqui em baixo feitos baratas tontas, cheios de teorias e verdades e certezas, plenos de conhecimento sobre aquilo que queremos, e, de repente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, reparamos, por puro acaso, num olhar, num sorriso... e reparamos porque, por puro acaso, nos encontramos no lugar certo, na hora certa, com o estado de espírito certo, que nos faz olhar para o rosto dos outros, e não apenas para o nosso umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, esse sorriso transforma-se numa frase... numa frase sorridente... talvez uma frase como "Olhe, eu não costumo fazer isto, mas...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, essa frase transforma-se num diálogo, e o diálogo assume uma vida própria, e desata num bailado hipnotizante, de cores, e histórias, e cheiros, e toques... e olhos nos olhos, o bailado não pára, hipnotizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, reparamos nas coincidências... no dia em que a conversa teve início, no dia em que a conversa atraíu os lábios e se afastou, para os deixar à vontade... mas não muito, porque a conversa nunca anda longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, apercebemo-nos dos anos q passámos à espera que algo assim acontecesse, sem nos atrevermos a ter esperança, sem nos atrevermos a deixá-la partir, sem nos atrevermos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, ouvimos alguém bater aos portões. É a Oportunidade, a perguntar se nos atrevemos a abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E colocamos as nossas máscaras e subimos ao cimo das muralhas que construímos à nossa volta, para ver o que nos espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E abrimos portões.. e deixamos cair máscaras... docemente embalados num sorriso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não há nada melhor que mergulharmos numa Oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115767210709045167?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115767210709045167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115767210709045167' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115767210709045167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115767210709045167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/destino.html' title='Destino'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115744449634441225</id><published>2006-09-05T09:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T09:21:36.380+01:00</updated><title type='text'>Algodão doce</title><content type='html'>As nuvens são um espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flutuar por aqui, rodeado de paz e calma por todos os lados, mas ao mesmo tempo, ao mínimo pretexto, sentir o sangue a pulsar e a adrenalina a tomar o controle, e mergulhar novamente no turbilhão... para depois regressar calmamente às nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extenuante... mas, como disse alguém, é doce... very much so.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me trouxe à ideia um trocadilho com uma música que adoro... e que aplico neste dia, por inúmeras razões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;'Cause these are the days of our lives&lt;br /&gt;They flow with the sweetness of time&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; Chamo-lhe &lt;span style="font-style:italic;"&gt;trocadilho&lt;/span&gt; porque alterei a letra, OK? O Freddie nunca cantou isto :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez-se tarde... e depois, fez-se cedo... e entretanto, fez-se... um momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a vida é feita de momentos, e há momentos que ficarão claramente para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;PS: A 5 de Setembro de 1946 nasceu Freddie Mercury. Desconfio que hoje a festa vai ser tal que os demónios não vão ter sossego :) May you always have champagne for breakfast, Freddie. And fireworks, too!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;PS2: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Podem clickar no link abaixo, mas hoje não há mais nada para ver.&lt;/span&gt; Sim, hoje vão ter tempo de ler este blog e, talvez, quem sabe... olha, para aí mais uns três :D&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Nuvens de algodão... doces...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115744449634441225?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115744449634441225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115744449634441225' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115744449634441225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115744449634441225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/09/algodo-doce.html' title='Algodão doce'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115694592542760176</id><published>2006-08-30T14:44:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T14:52:05.466+01:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História De... Superman - Parte I</title><content type='html'>Bem, depois do sucesso do meu anterior trabalho de investigação sobre a vida do Superman, decidi aprofundar um pouco mais o meu conhecimento do tema. E cheguei a uma conclusão curiosa - assim como se diz que a Bíblia é uma visão romanceada da vida de Cristo, também as histórias que nos contam sobre este super-herói (conhecidas colectivamente como o "Relato") não são completamente verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, e após um apurado esforço de investigação, onde não deixei nenhuma pedra por virar, por muitos lagartos que pudessem sair de debaixo das mesmas, e mesmo sabendo que irá muita gente por esse mundo fora dizer-me "Cala-te!", venho, finalmente, revelar a Verdade por detrás do Mito. Deixo desde já o agradecimento à Imaginação e à Inspiração pela sua ajuda nesta investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-me dizer uma coisa - sim, farei o mesmo esforço de investigação para o Homem-Aranha. Afinal, não seria bonito fazer este trabalho para o super-herói favorito dos outros, e não o fazer para o meu, certo?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Bem, para começar, convém desfazer um mito - Krypton não explodiu. Sim, eu sei, como é que é possível vocês terem sido enganados durante tanto tempo? Epa, acontece. Não vale a pena pensarem mais nisso. A verdade é que o Kryptonianos aperceberam-se que nós começávamos a dar os primeiros passos nos nossos programas espaciais, e isso trazia-lhes um problema - uma coisa era observarem os seus vizinhos saloios (ou seja, nós) à distância, e rirem-se com as suas argoladas; outra era terem os referidos vizinhos a deslocarem-se a Krypton, em circuitos de sonho, do tipo "Venham visitar os maravilhosos palácios de cristal" ou "Venham para os fabulosos hóteis de cristal, a dois passos das deslumbrantes praias" ou ainda "Venham para o fabuloso circuito dos mirones, onde poderão observar os balnerários femininos dos ginásios de cristal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, amiguinhos, os Kryptonianos não estavam nada entusiasmados com a perspectiva de um dia nos terem lá aos magotes, em pacotes de duas semanas, a empanturrar-nos de comida ao pequeno-almoço para tentarmos poupar uns trocos ao almoço. Assim, para afastarem a nossa atenção para outro ponto da galáxia, decidiram inventar aquela história sobre a destruição do seu planeta. Inicialmente, criaram uma história algo vaga sobre como o planeta teria sido destruído pelo caruncho, mas depois acharam melhor algo mais preciso e pormenorizado, do tipo "Olha, explodiu, e pronto, tá bem???".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, desfeito este mito, centremo-nos, então, em Kal-El. Ou, por outra, no homem a quem os seus pais chamavam Kal-El, pois que era esse o nome que lhe tinham querido dar. No entanto, devido a um erro no registo, o nome do nosso super-herói ficou Kam-El. Tendo em conta o layout dos teclados Kryptonianos, não é um erro que cause estranheza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em pais... lembram-se do Jor-El e da Laritamonti-El (mais conhecida pelo seu diminutivo, Lara). Bem, dizem as más línguas - e admito que não consegui confirmar estes boatos - que o pai do Kam-El é Leon-El, empresário conhecido como o Rei do Past-El, e que era sócio de Jor-El no seu casino El-dorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas se Krypton não explodiu, então porque é que o Kam-El veio para a Terra? Por um lado, Jor-El já há algum tempo que queria expandir os negócios da família. Claro que ele tinha consciência que isso não se faria da noite para o dia, mas, graças à força sua sobre-humana, o velhote achou que Kam-El poderia ter futuro na construção civil, ou como segurança, ou até mesmo a arrumar carros, e a partir daí construir o seu império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o governo Kryptoniano precisava que alguém espalhasse cá pelo burgo a patranha da destruição de Krypton. A Oposição opunha-se à ideia, e achava que o melhor seria fazer outra coisa, apesar de ninguém saber muito bem o quê. Além disso, dizem - mais uma vez - as más línguas que o pequeno Kam-El estava cada vez mais parecido com Leon-El, incluindo o promenor da unhaca para limpar a orelhita e de nunca fumar um charuto até ao fim, e Lara estava com algum receio, pois Jor-El começava a desconfiar que algo de estranho se estava a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, lá meteram o pequeno Kam-El numa das suas naves Fam-El, de design Fat-El, e recambiaram-no para o planeta Merra (sim, mais um infeliz erro de registo; tendo em conta o layout dos teclados Kryptonianos, não é um erro que cause estranheza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que contam no Relato é verdade - o puto aterrou mesmo em cheio na horta do casal Quente (que estavam, na altura, a fazer jus ao nome). Jonastão Quente e Martinha Leite Quente (o que vem provar que o Amor não escolhe apelidos) ouviram o estrondo e vieram de imediato ver o que se passava, ainda semi-nús. Eles tinham uma pequena padaria, chamada "Pão Quente", e passavam um calor infernal para fazer o pão a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo, os Quente aperceberam-se que o seu filho adoptivo era algo... invulgar. P.ex., uma vez o professor do rapaz, Dr. Francisco Tada (Xico, para os amigos), queixou-se que Kam-El não só não reagia às suas medidas pedagógicas, como ainda por cima lhe dava cabo das chibatas que ele utilizava para exercer as supra-citadas medidas. Apesar destes pequenos contratempos, a carreira escolar de Kam-El foi um sucesso - a sua visão raio-X permitia-lhe copiar à fartazana, conseguindo assim criar a impressão de que era um aluno brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao atingir a adolescência, os Quente decidiram começar a arranjar actividades para manterem Kam-El ocupado, pois não sabiam até que ponto o jovem Kryptoniano seria compatível com as raparigas da Terra. Porém, o jovem rapidamente se desinteressava de tudo... até que descobriu o ballet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o ponto de viragem para o jovem Kam-El, que passou a adorar andar de collants, e com umas roupas assim meio... efeminadas. Foi também nesta altura que Kam-El conheceu Lixor e o seu cão, Rex. Aliás, conheceram-se quando Kam-El estava a passear a sua cadela, Lassie (ninguém sabia, mas esta havia sido abandonada pelo pequeno Timmy, que estava farto da brincadeira idiota da cadela, em que ele tinha sempre que ficar preso debaixo do tractor). Os cães meteram conversa, e os donos também. Rapidamente nasceu uma amizade entre ambos, apesar de Lixor achar aquele hábito de vestir as tais roupas efeminadas um pouco perturbador. No entanto, pouco tempo depois, Kam-El e Lixor tornar-se-iam inimigos mortais, devido a uma questão sentimental. Rex engravidou Lassie e recusou-se a assumir a paternidade da ninhada. Nesse dia, Kam-El e Lixor juraram votos de ódio eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lixor queria o Poder Absoluto, e tinha um plano engenhoso para o obter - descobrir o local onde o guardavam e roubá-lo. Mas não seria fácil. O Poder Absoluto era incansavelmente guardado dia e noite por uma ninhada de cães, com intervalos para mamarem e para dormirem, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lixor sabia que teria que planear tudo com muito cuidado, caso contrário os cachorrinhos poderiam detectá-lo e fazer-lhe coisas horríveis - lamberem-lhe a cara ou deitarem-se aos seus pés de barriga para cima a pedir-lhe que os coçasse, ou darem-lhe uns latidos ternos e amigáveis... ugh! Isso era o pior! Ele nunca poderia ser o Ditador do Mundo com uma ninhada de cachorrinhos amorosos atrás dele o tempo todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano de Lixor era brilhante, mas infelizmente falhou num pormenor. No dia em que ele foi roubar o Poder Absoluto, a mãe dos cachorrinhos, Lassie, havia instalado um emissor, para acordar caso os seus pequerruchos precisassem de alguma coisa. Ao ouvir toda a agitação, acordou Kam-El. Este, meio ensonado, ainda lhe disse "O que se passa, pequena? Estás a tentar dizer-me alguma coisa? É o pequeno Timmy que está debaixo do tractor outra vez?", até que ela o mandou à merda, deu-lhe duas valentes patadas, e apontou para o receptor, onde se ouvia claramente os cachorrinhos numa exibição doentia de fofura e carinho, e a voz de Lixor a gritar nomes pouco fofos e carinhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, Kam-El vestiu a primeira coisa que encontrou, que era o seu fato de ballet. Na pressa até vestiu as cuecas por fora do fato, o que se acabaria por se tornar na sua imagem de marca. Ao sair disparado janela fora, um dos cortinados vermelhos prendeu-se no seu pescoço e foi arrancado pela poderosa força sobre-humana de Kam-El, completando o quadro. The rest, as they say, is History.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Por hoje, o meu esforço de investigação fica por aqui. Espero que tenho sido útil, no sentido de vos revelar um pouco mais sobre este super-herói que todos os dias utiliza a sua visão raio-X para espiar os balneários femininos dos ginásios, enquanto voa mundo fora para nos proteger.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115694592542760176?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115694592542760176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115694592542760176' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115694592542760176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115694592542760176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/verdadeira-histria-de-superman-parte-i.html' title='A Verdadeira História De... Superman - Parte I'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115646064784159086</id><published>2006-08-24T23:58:00.000+01:00</published><updated>2006-08-25T00:06:48.646+01:00</updated><title type='text'>Os Homens e o Aço</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Data original: 2005-10-28&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje apresento com uma análise ligeira de um texto de 1971, da autoria de Larry Niven intitulado "&lt;a href="http://www.larryniven.org/stories/Man_of_Steel_Woman_of_Kleenex.shtml"&gt;Man of Steel, Woman of Kleenex&lt;/a&gt;". "Análise ligeira" significa que vou analisar o que me interessa, e fingir, de forma bastante conveniente, que o resto não existe :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos conhecemos o famoso Kal-El, certo? Sim...? Kal-El...? Rings a bell...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, OK, utilizemos então o seu nome adoptado - Clark Kent. Ainda nada? O Super-homem, seus incultos! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O Super-homem, este super-herói que protege as vidas de milhões de cidadãos indefesos, sem nada pedir em troca, a não ser, talvez, um pouco de reconhecimento... talvez uma primeira página nos jornais de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que, hoje em dia, com a quantidade de "events" que se verificam, um tipo a voar para cá e para lá, a salvar vidas, evacuar refugiados, e desviar furacões da sua rota, entre outras super-façanhas, já não tem a garantia de arrebatar a primeira página. Basta a Madonna lembrar-se de dar um beijo a mais uma outra gaja qualquer, e lá vai o nosso Kal-El parar outra vez à secção do crime. "Super-homem desvia furacão Wilma para Cuba" acaba por ter tanta relevância como "Super-homem retira gato de cimo de árvore".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se escreveu sobre esta criatura altruísta, e das mil e uma formas como ele já salvou o Mundo das garras da destruição. E, pasme-se, até houve alguém que fez um estudo sobre o que seria o acto sexual entre Kal-El e Lois Lane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão do estudo era simples - seria impossível que tal acto se verificasse. Foram apresentadas as razões mais variadas, das quais destaco duas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante o orgasmo, ocorrem diversas contrações musculares involuntárias. Isto significa que existiria uma possibilidade acima da média de Lois Lane acabar o acto acidentalmente desmembrada. Digo "acidentalmente" porque estou a assumir, claro, que Kal-El não tem nenhum desses fetiches bizarros que andam tão em voga ultimamente. O estudo menciona, também, que, com a sua força muscular sobre-humana, o nosso super-herói poderia dar um novo - e despedaçador - significado à expressão idiomática "Ai, querido, que me chegas à garganta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A ejaculação seria algo de destruidor, devido à supra-citada força muscular de Kal-El, tendo a projecção equivalente a uma rajada de metralhadora. Uma análise independente refutou, entretanto, esta teoria, apresentando como prova a ausência de danos no WC dos Kent, em Smallville; se esta teoria tivesse um fundo de verdade, as actividades iniciadas por Kal-El durante a adolescência deveriam ter tido um efeito devastador na louça e azulejos do WC, e a família Kent depressa se aperceberia que Kal-El tinha, por assim dizer, um problema sério entre mãos. Hoje em dia, a questão seria mais complicada de detectar, uma vez que os pais de um adolescente moderno, ao verem o seu WC desfeito com tal violência, iriam assumir que o seu filho pertencia a um gang, e não se preocupariam mais com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo apresenta soluções para estes problemas, examinando, inclusivé, a alternativa de inseminação artificial. É uma boa leitura, e recomendo-a, de um ponto de vista puramente académico. No entanto, creio que o estudo está completamente errado. Kal-El tem, de facto, problemas sexuais, mas não vêm daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebi-me disto ao seguir uma análise sobre as propriedades do aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos sabemos, o Super-homem é o Homem de Aço. E, como também é do conhecimento geral, numa situação de refrega sexual com com a boa da Lois Lane (ou com qualquer outra mulher), o nosso Kal-El irá passar de um estado calmo e relaxado para um estado de excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras coisas, a sua temperatura corporal irá subir. Assumindo que Lois Lane até é uma moça desinibida, e que não se importa de fazer um ou outro truque mais... fora do normal, para puxar pelo seu Homem de Aço, a situação poderá até aquecer rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, consideremos o seguinte - o que sucede ao aço quando o aquecemos? O aço, como todos os metais, fica liquefeito, quando aquecido. Mas, para atingir a temperatura necessária à liquefacção, a nossa pobre - mas boa - Lois teria que fazer uma quantidade abominável de truques &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;muito&lt;/span&gt; fora do normal, e ela poderia não estar para aí virada. No entanto, não é necessário atingir essa temperatura. Antes de se liquefazer, o metal perde a rigidez, i.e., fica mole. E é este o drama de Kal-El - quanto mais Lois Lane se esforçar, mais o Homem de Aço amolecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se revela não só o drama de Kal-El, mas também o segredo do desaparecimento de Krypton. Na realidade, não foi nenhum cataclismo que destruiu o planeta de onde partiu Kal-El, em busca de uma vida melhor. Simplesmente, os Kryptonianos, talvez por uma ironia do processo evolutivo, ao transformarem-se em Homens de Aço deixaram de conseguir procriar, garantido, assim, a extinção da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o verdadeiro drama do Homem de Aço - está sempre pronto, excepto quando é preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, meninas, agora é a vossa altura de dizerem que andam por aí muitos Homens de Aço :D&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115646064784159086?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115646064784159086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115646064784159086' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115646064784159086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115646064784159086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/os-homens-e-o-ao.html' title='Os Homens e o Aço'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115620035609869069</id><published>2006-08-21T23:43:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T23:45:56.120+01:00</updated><title type='text'>Also Play</title><content type='html'>Bem, é só para avisar que no "&lt;a href="http://sereibreve.blogspot.com/"&gt;Serei Breve&lt;/a&gt;" estão a dizer que o "&lt;a href="http://avoltadalareira.blogspot.com/"&gt;À Volta da Lareira&lt;/a&gt;" está de novo em actividade :)&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Th-th th-th th-that's all folks! :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115620035609869069?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115620035609869069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115620035609869069' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115620035609869069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115620035609869069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/also-play.html' title='Also Play'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115611190234159925</id><published>2006-08-20T23:06:00.000+01:00</published><updated>2006-08-20T23:11:42.360+01:00</updated><title type='text'>Step right up...</title><content type='html'>Eu é que sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu é que sei. Gajos destes, já os conheço ao longe. São todos a mesma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; Quem quiser, substitua o "Gajos" acima por "Gajas"... aconselho, igualmente, a substituição de "os" por "as", e de "todos" por "todas", sob pena de a frase se tornar algo confusa quanto ao seu género e, potencialmente, quanto à sua orientação sexual.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Epá, mas então... o que é que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pfff!!! O que é que aconteceu? O que é que aconteceu? Ele fez isto e isto e aquilo!!!! E só para me fazer sentir assim e assado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fonix! Ganda mete-nojo! Quer dizer, faz-te isto e, ainda por cima, quando o foste confrontar com isso, ainda te disse que o fez de propósito para te fazer sentir assim e assado!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Controntá-lo??!! Confrontá-lo com o quê? Para quê? Então, eu não te disse que gajos destes, já os conheço ao longe? Eu sei muito bem o que ele estava a pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladies and gentlemen, may I present you... the Amazing Psicop... er, I mean, Telepath!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aplauso&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, perguntam vocês, quem é the Amazing Psicop... er, I mean, Telepath?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é aquela pessoa fabulosa, aqui apresentada no feminino, mas que existe igualmente no masculino, que, graças ao seu extenso conhecimento da espécie humana, e... e... ah, sim... e aos seus dotes telepáticos, consegue ler as intenções por detrás das atitudes dos outros. É verdade, não vos minto! Step right up, ladies and gentlemen, e deixem-me apresentar-vos esta fabulosa criatura, que vos assombrará (literalmente) com as suas proezas de telepatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... não ficaram impressionados? Mas olhem que ela consegue mesmo ler pensamentos, ouviram? Vocês chegam ao pé dela, contam-lhe uma situação, e ela diz-vos logo tudo o que precisam saber sobre essa situação, mesmo que a vocês, pobres ignorantes, vos pareça que ela não sabe muito bem do que está a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, espera! Se calhar, acham que isto é uma aldrabice. Mas olhem, não neguem à partida uma ciência que desc... Ah, também não é isso? Então, mas afinal expliquem lá porque é que não ficaram impressionados? Como? Ah, já conhecem alguém assim. Na realidade, conhecem muita gente assim. Até mesmo vocês, de vez em quando, são assim. Mais ainda, acham que toda a gente é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epá, isso agora é que é uma chatice! Lá se vai mais uma oportunidade de negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, meninos e meninas, termina aqui esta história de Jacob Tuso, o fabuloso agente artístico, em mais uma cruzada para encontrar o artista que irá maravilhar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Moral da história:&lt;/span&gt; Alguém deveria ter dito ao Jacob que todos nós temos este dom maravilhoso de, sem termos que passar pelo incómodo de falar com os outros (brrr, coisa horrorosa e n'jenta, tentar saber o que os outros realmente pensam e sentem), conseguir adivinhar as suas motivações, as suas intenções, e o que está por detrás das suas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre Jacob. Pensava ele que isto da leitura das mentes era algo de extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, um dia irei pegar neste assunto com um pouco mais de seriedade, mas hoje deu-me para isto. Fazer o quê? :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115611190234159925?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115611190234159925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115611190234159925' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115611190234159925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115611190234159925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/step-right-up.html' title='Step right up...'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115552208065741218</id><published>2006-08-14T02:59:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T03:21:20.693+01:00</updated><title type='text'>Sigam as etiquetas</title><content type='html'>And so have I become one of the &lt;a href="http://psicologiasdetreta.blogspot.com/2006/08/etiquetas-e-contradies.html"&gt;Labelled&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nada normal eu ter dois posts no mesmo dia, mas enquanto pensava se haveria de responder já ou deixar para depois, senti a língua da Inspiração a roçar-me a orelha, e pensei "É já!". Portanto, no dia em que digo que vou diminuir o número de postas, aqui vão duas de seguida.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Não é, de todo, a melhor altura para fazer isto, vindo de um jantar muito bem regado num Chimarrão, ainda por cima com a cherry on top, uma bela caipirinha... fomos os últimos a sair, e quase que foi porque correram connosco :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como diz o grande filósofo contemporâneo - que se foda! Se calhar, até é a melhor altura. Qualquer merda que diga, posso dizer que são os chopes e a caipirinha a falar... se alguém da Tertúlia (vulgo, "Grupo da  Bola") ler isto... é sempre a aviar tremoço :D &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Guitarra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São poucos os dias em que não me visita a frustração de ter tido uma banda que tinha tudo para ter sucesso, que tinha o mais difícil resolvido, que eram os contactos e o pessoal que iria abrir portas, e que, mesmo assim, conseguiu não levantar vôo. Depois disso, coloquei a guitarra de parte por uns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é uma paixão que me persegue. Não há nada a fazer. Cresci nos 80s. Não com o pop/rock que se fazia na altura, mas com o hard &amp; heavy. Ponham-me uma guitarra e um amp nas mãos, e sai automaticamente um som distorcido, a pedir um "Big City Nights", um "The Trooper", ou um "I Fuck Like A Beast".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Metallica fizeram o seu álbum com uma orquestra, achei piada à ideia, mas pareceu-me que a mistura não saiu lá muito bem. Com os Scorpions, pareceu-me um pouco melhor. Mas foi no cinema (já não me lembro em qual), a ver o filme "O Demolidor", quando a P.A. começou a berrar alto e bom som o "Bring Me To Life", que me apercebi do que era a mistura de uma guitarra e uma secção de cordas - beleza, agressividade, elação, delírio, tensão, adrenalina... a match made in heaven, que mudou para sempre a minha ideia de hard &amp; heavy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, ouvi o "Mein Herz Brennt", dos Rammstein, e fiquei com outro óptimo exemplo desta mistura. Hoje, sempre que ouço uma música mais pesada, começo logo a imaginar umas cordas por cima daquilo, geralmente com um único objectivo - construir uma base para que uma guitarra possa entrar a gritar, rebentando com a porta, libertando toda a tensão que a vida a obrigou a acumular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guitarra é uma paixão, uma extensão, uma exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Fantasia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, gosto de mulheres. Não é propriamente um newsflash, pois não? Na maior parte das vezes, não as consigo entender. Nope, still not worthy of a mention on the Book of Revelations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos gajos que conheço desvaira com um helicóptero - gira e boa (lido com pronúncia do norte). Um bonito palmo de cara, um corpo de fazer cair o queixo. Sou tão susceptível como qualquer outro, atrai-me o olhar, claro, mas... não chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero com isto dizer que a Angelina Jolie ou a Catherina Zeta-Jones não me ocupam as fantasias. A mulher que me ocupa as fantasias tem muitos rostos e muitos corpos; uns mais bonitos que outros; uns mais bem feitos que outros; às vezes com mamas grandes, às vezes, pequenas; às vezes, com um rabo redondinho, às vezes com um rabo raso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, independentemente de tudo isto, há sempre três características que esta mulher tem:&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nurse-like&lt;/span&gt;. Não, não é para tomar conta de mim quando eu tiver febre; utilizo este termo no mesmo sentido em que o Patrick o utilizou no Coupling: "Pretty much impossible to disgust".&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Capaz de se entregar&lt;/span&gt;. Não existe mais nada, para além de nós, para além de um momento. Não existem regras, não existem convenções sociais, não existem "os outros", não existe o certo, não existe o errado... ela é capaz de me dizer "Sou tua" e deixar-se usar para satisfazer uma fantasia minha, e é capaz de me exigir o mesmo e usar-me para satisfazer uma fantasia sua; e não deixamos de nos respeitar por causa disso.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A little of both&lt;/span&gt;. Como cantaram os rapazes, "I've been searching for the daughter of the devil himself, I've been searching for an angel in white". Não tem qualquer problema em mostrar-me as suas várias facetas, e vai querer que eu faça o mesmo; aliás, é bom que eu esteja disposto a fazer o mesmo, senão ainda apanho umas palmadas... well, either way, we'll be coming in that direction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que ela ande algures por aí. Voltando novamente à música, "And I can feel her but she's nowhere in sight".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Tranquilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a procurar a calma. Numa negação daquilo que o meu espírito me pede a maior parte do tempo, que é a tensão. É uma batalha diária - manter a calma, a paz, a tranquilidade, quando na realidade o que me apetece é começar a desvairar à força toda; dizer "Epa, vai mas é enfiar um pau cheio de farpas p'lo cú acima" em vez de "Repara, essa proposta que estás a apresentar tem algumas falhas que carecem de uma análise mais detalhada do que um simples PowerPoint nojento com uma merda de um slide que contém apenas a porra de uma data de lançamento comercial e que diz que o car... heh...". Bem, até comecei bem, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não gosto de mim como sou, mas sim como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;quero&lt;/span&gt; ser; e, para me sentir bem comigo próprio, tenho que levar por diante esta luta, sem nunca baixar os braços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E procurar, acima de tudo, a tranquilidade. Todos os dias, de forma a que esta se transforme em second-nature to me. E, quem sabe, talvez um dia it comes naturally.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Cinzento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Adoro dias cinzentos, nublados, de chuva. Adoro a praia de Inverno, quase vazia, num dia de chuva molha-parvos (sim, eu sou um dos parvos). Adoro o Guincho, com o seu mar revolto, com o barulho das ondas e do vento. Quando lá estou, não ouço nem vejo mais nada. Quando lá estou, estou ali, de corpo e alma, e não preciso de escapes, pois o que me rodeia invade-me os sentidos, e ocupa por completo a minha alma. Por uma breve eternidade, nada mais existe; às vezes, nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. Filmes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há cenas que me tocam. De cada vez que as vejo, não consigo evitar as lágrimas, mesmo que às vezes me esforce, porque "um homem não chora". Alguns exemplos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Life As A House&lt;/span&gt; - No final do filme, a cena do mergulho; quando ele, finalmente, aprende a mergulhar sem temer as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jet Lag&lt;/span&gt; - Quando eles estão a tomar o pequeno-almoço separados, porque ele não é uma "pessoa de pequenos-almoços".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lord Of The Rings&lt;/span&gt; - A carga dos Rohirrim em Pelennor, na cerimónia em que o Rei Theóden toca as lanças com a sua espada, antes de se lançarem na carga mais fabulosa que alguma vez vi, onde ao trovão do galope dos cavalos se junta um "Death" gritado alto e bom som, e que me envolve e absorve num turbilhão de som e imagem, fazendo-me esquecer tudo o que me rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho vergonha das lágrimas. Tenho vergonha é de ter vergonha das lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6. Jogos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais um escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta feita, dois que coloco acima de tudo o resto que alguma vez se fez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Myst/Riven&lt;/span&gt; - O passeio. A contemplação de paisagens de uma beleza estonteante, acompanhadas por uma banda sonora hipnotizadora, cativante. O som ambiente é mais uma indicação de que estou realmente lá, já não me encontro neste mundo. A imersão é absoluta, o relax é total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Thief&lt;/span&gt; - O peak da adrenalina. Aproximo-me do meu alvo, o mais lenta e silenciosamente que consigo. Mantenho-me na sombra, rodeio-me de silêncio. Às vezes são demasiados guardas para neutralizar, é necessário lançá-los numa outra direcção, afastando-os do meu caminho. Obrigatório jogar de headphones e às escuras. A imersão no mundo do jogo é de tal forma que às vezes é preciso parar, para deixar que o coração acalme, para recuperar do banho de suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mergulho nestes jogos, tenho plena consciência que deixo este nosso mundo para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora tenho que escolher seis companheiros de blogos-fera. Quem me etiquetou já escolheu duas pessoas que fariam parte da minha escolha, pelo que a minha lista fica mesmo em seis (em vez de ficar em oito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://oinconformado.blogspot.com/"&gt;L'Enfant Terrible&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://seaplace.blogspot.com/"&gt;Sea&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://custa-me-assentar.blogspot.com/"&gt;Schmeichel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://blackmoleskine.blogspot.com/"&gt;Skinstorm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://homempasmado.blogspot.com/"&gt;HP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://oquecavai.blogspot.com/"&gt;Ovo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns não estão por cá de momento, mas serão notificados da tarefa que têm pendente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115552208065741218?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115552208065741218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115552208065741218' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115552208065741218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115552208065741218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/sigam-as-etiquetas.html' title='Sigam as etiquetas'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115551342197304293</id><published>2006-08-14T00:33:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T00:57:20.883+01:00</updated><title type='text'>Shifting gears...</title><content type='html'>Escrever porquê?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, começou por uma questão terapêutica. Algo para ocupar o tempo, para manter afastadas as ideias tristes. Depois, tomei-lhe o gosto. Agora, não me imagino a parar, mesmo que as teias de aranha tomassem conta deste(s) meu(s) cantinho(s) da blogos-fera, e nunca mais ninguém decidisse parar e fazer-me uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicar porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente cheguei à conclusão que tinha que mostrar a alguém o que escrevia, senão não valeria a pena; senão, não haveria nada que me obrigasse a pensar e a esforçar-me para fazer algo com pés e cabeça. Mostrar a quem? Ora, para que servem os amigos, senão para serem melgados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, apercebi-me que havia um bónus, no meio disto tudo. Havia quem respondesse (nesses tempos idos, era por e-mail). Havia quem se desse ao trabalho de dizer que tinha gostado muito, de concordar com o que eu havia escrito, ou de apresentar um ponto de vista diferente, por vezes completamente oposto. Havia, de facto, quem se desse ao trabalho de ler o que eu escrevia, e se sentisse motivado a pensar sobre o assunto, e a escrever algo, a responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebi-me que aprendia algo com isto tudo; apercebi-me que ficava a conhecer melhor algumas destas pessoas; apercebi-me que tinha amigos masoquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, hoje que penso nisso, creio que deveria ter começado com um ritmo menor. Um texto por dia, ainda por cima com a dimensão destes, era um exagero. Mas a verdade é que sentia-me envolvido num threesome com a Inspiração e a Imaginação, and there was no stopping me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, tenho que dar os parabéns ao pessoal que ainda conseguiu acompanhar esse ritmo durante muitas semanas. Imagino a luta desesperada que não deve ter sido para limparem as suas mailboxes, invadidas diariamente por aqueles mails do Demo, longos como listas de nomeações de amigos de um governo recém-eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, veio a mudança de casa. E o tempo começou a escassear. E tomei uma decisão - passar a publicar apenas três textos por semana. O pessoal agradeceu o descanso. A Batalha pelo Controle da Mailbox ficava agora mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo que os amigos começaram a aperceber-se do massacre que ameaçava as suas mailboxes, e sugeriram uma estratégia que lhes desse um pouco de paz. As frases "Porque é que não crias um blog?" e "Epa, isso devia era estar num blog" começaram a surgir; primeiro, insinuantes, como gajas que até sabem o que querem, mas não querem abrir o jogo, e tocam-me na coxa, afagam-me o cabelo, passam-me a mão na face (ah, e queixam-se por eu não tomar a iniciativa e abrir o jogo); depois, vendo que nada disso funcionava, passaram para a fase em que tiraram a roupa e se sentaram em cima de mim (enquanto se queixavam que estes gajos hoje em dia são uns bananas, que não têm iniciativa nenhuma, não fazem naaaaaaai! Oh, isso!! Sim!! Aí mesmo!!! Etc!!! Etc!!! Etc!!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu posso ser um bocadito tapado, mas ainda consigo apanhar algumas subtilezas. Decidi lançar-me nos blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei o primeiro passo aqui ao lado, no blog de um amigo chamado "&lt;a href="http://oinconformado.blogspot.com/"&gt;O Inconformado&lt;/a&gt;" (o blog, não o amigo). Algum tempo depois, criei este blog, e deixei em paz a mailbox da esmagadora maioria do pessoal, excepção feita a alguns que me pediram para continuar a enviar os mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhei de cabeça nesta coisa do blog. Não fazia a mínima ideia de quais as regras disto, nem qual a etiqueta, qual o comportamento esperado. Passado pouco tempo, já tinha criado mais dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que admitir que gostei. É muito fixe, isto de aparecer alguém que não conhecemos de lado nenhum e começarmos a "falar" na boa. Admito que, na VR (Vida Real), é algo que nem sempre consigo fazer. Como cantou o Paul, "I'm not the kind of man who tends to socialize".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, aprendi que existem, de facto, regras. Aprendi também que é mais um caso em que não vale a pena pensar muito nelas, até porque não serei o único a ignorar uma ou outra. Também aprendi que anda para aí pessoal preocupado com quem cumpre ou não as regras, e acho muito bem. Cada um de nós tem que arranjar algo com que ocupar o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, decidi guiar-me pelas seguintes regras:&lt;br /&gt;1. Escrever porque gosto.&lt;br /&gt;2. Escrever sempre que me baterem a Imaginação e/ou a Inspiração. Yeah, I love a bit of a spanking... so what?&lt;br /&gt;3. Publicar para conhecer e aprender. Para &lt;a href="http://psicologiasdetreta.blogspot.com/2006/08/dvida-existencialintervalo.html"&gt;engatar&lt;/a&gt;? Epa, não sei... mesmo por escrito, não tenho jeitinho nenhum para o assunto... mas sempre me sinto mais à vontade do que andando a correr bares e discotecas, isso é verdade.&lt;br /&gt;4. Comentar sempre que tiver algo para dizer. Seja no meu blog, seja no dos outros. Se não tiver tempo para o fazer na altura, não digo nada, e volto lá mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, that's it. A experiência está de boa saúde, e recomenda-se. Antes de mais, pelo pessoal que vou conhecendo por aqui. Deixo um grande "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Obrigado&lt;/span&gt;" a todos vocês, que param por aqui para visitar esta minha casa, que também é vossa. I've said it before, and I'll say it again - mi casa es tu casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, acerca do shifting gears...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritório já começa a parecer uma divisão de uma casa, perdendo pouco a pouco as semelhanças com um terreno abandonado onde a malta vai deitando tralha. Milagre dos milagres, a secretária está arrumada. Nunca pensei que o conseguisse. Já só tenho um resquício de confusão no chão, mas isso despacha-se numa horita ou duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais importante - o PC com o software de música está novamente operacional, e está na altura de limpar as teias de aranha do teclado MIDI. As guitarras, essas não estão com teias de aranha, mas já há algum tempo que se queixam, têm saudades de gravar alguma coisa. E eu também. A última música que fiz foi em 2004, e já sintao a falta de um bom ritmo de guitarra apoiado numa secção de cordas - os violoncelos apoiam o baixo, os violinos dançam à volta da guitarra. Está na altura de atacar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, enquanto arrumava o escritório, estive a ouvir Cinderella (sim, Miguel, por tua culpa) e DAD e vieram-me umas ideias muito fixes à carola. Até já tirei o wah-wah da caixa e tudo. Nada como aquela merda para fazer a guitarra gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, vou alterar novamente o meu ritmo. O objectivo do "Bon Coeur" baixa de três posts semanais para dois. Não quer dizer que não coloque mais, se as sessões de spanking forem particularmente produtivas, mas este será o objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Serei Breve" mantém-se como está. O "À Volta da Lareira" continua em pausa, até final de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Obrigado a todos.&lt;/span&gt; Pela contribuição, pela força, pelo carinho, pela amizade... por tudo o que recebi desde que decidi começar a escrever. Mas, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acima de tudo, por existirem, pois a minha vida seria uma merda sem vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115551342197304293?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115551342197304293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115551342197304293' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115551342197304293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115551342197304293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/shifting-gears.html' title='Shifting gears...'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115524842609688112</id><published>2006-08-10T23:14:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T23:20:26.126+01:00</updated><title type='text'>Os Homens do Metro</title><content type='html'>Data Original: 2005-09-23&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, já tenho 37 anos, já está mais que na altura de sair do armário, de me revelar para o Mundo. Eu sou um retrossexual.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;reacção do "público", ao ler esta frase&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;- Ele disse que era um quê?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tetrosexual...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se calhar, é daqueles que gostam de jogar Tetris com gajas nuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que fantasia mais estranha. Se eu tivesse uma gaja nua, não ia jogar Tetris com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu percebi "Retrossexual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... o que é um retrossexual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se calhar é alguém que gosta de pornografia dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois, ele é muito fã dessas coisas dos anos 80, e tal.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK, seus néscios, eu explico :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vos poder explicar o que é um retrossexual, vou ter que falar primeiro de uma outra criatura que, supostamente, anda por aí em voga, o metrossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi este termo pela primeira vez há umas semanas, numa reportagem da SIC. Segundo ouvi então, são os homens do futuro. Não só não cheiram a cavalo, como ainda por cima cheiram a creme hidratante e tonificante e revigorante e amaciante, e outras coisas acabadas em "ante". Parece-me um aroma um pouco irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um expert no assunto disse que estes serão os homens que vão conquistar as mulheres daqui para a frente, e que quem quiser ter alguma hipótese de competir com eles tem que ser igual - portanto, toca a gastar euros em sessões de coiffure/manicure/pedicure/orelhicure/narigucure/etcure. Senão, as gaijas nem se dignam a olhar para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, fiquei preocupado. Eu já acho que o tempo gasto a fazer a barba e a tomar banho é um desperdício, quanto mais agora estar aumentar esse desperdício com um monte de... coisas de gaija. Além de que comprei uns galões de "Eau de Trancôn" e "Cheval Noir", e seria uma pena ter que os deitar fora, ainda para mais sendo perfumes à macho! Ah, que saudades do perfume "Machón", com aroma a alho e cebola :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois lá consegui colocar o cérebro a funcionar (curiosamente, estes tais metrossexuais não precisam de ir à encefalocure), e apercebi-me que o tipo que estava a falar era o director de uma revista de gaijas feita para gaijos (coisas asquerosas! Não confundir com revistas para gaijos cheias de gaijas, que essas, sim, são publicações dignas e merecedoras do seu espaço debaixo da cama... er, quero dizer, no fundo da gavet... não, bolas, nas prateleiras das lojas! Isso... era isso que eu queria dizer.. nas prateleiras das lojas)... enfim, onde é que eu ia? Ah, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo era o director de uma dessas revistas e tinha, por uma incrível e curiosa coincidência, uma visão do assunto conducente à venda da revista onde era director, nomeadamente que "o metrossexual is the way to go", e que revistas como a dele existem para ajudar o actual homem das cavernas a tornar-se num Apolo, de unhas arranjadas, pele hidratada, cabelo vitaminado, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e a Moda, claro. Sabem, essa coisa esquisita, que é composta por colecções tão horrorosas que têm que ser alteradas de três em três meses, porque ninguém as consegue suportar por mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, essa coisa fabulosa do mundo do Féchôn, liderado por dezenas de cabeças iluminadas que aparecem nos media a dizer coisas como "Vá, meninas, este ano podem usar o cabelo assim e assado, que nós deixamos. E vão lá aos baús dos vossos pais buscar as calças à boca de sino e as botas de plataforma, que nós também vamos dizer que isso se vai usar muito". Claro que um metrossexual que se preze anda sempre féchônáble, e até sabe quais as cores que combinam - p.ex., um metrossexual patriótico talvez optasse por uma camisa verde e umas calças vermelhas... ah, não vos parece boa ideia? Pois, eu não percebo muito do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história das cores leva-nos directamente para outro aspecto que imagino que seja importante para os metrossexuais - decoração. Eu já dei um passo na direcção errada ao ouvir repetidas vezes que cortinados em tons de vermelho/laranja/amarelo não combinam com candeeiros azuis :) Felizmente, foi o único passo até agora, e consegui contrariar a tendência... aliás, gostaria de agradecer aos Judas Priest pela letra da música "Turbo Lover"; Nada como uma letra destas para que um homem se sinta em contacto com a sua masculinidade :) Ainda para mais, se considerarmos todos os aspectos da vida do vocalista :)))) Sim, eu sei que muitos de vocês não estão a apanhar a piada, mas é uma daquelas coisas que ficará para a investigação dos curiosos (Google is your friend).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meninas... lá por eu não perceber nada sobre decoração e coordenação de cores, não quer dizer que não aprecie a vossa ajuda :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I digress...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outros aspectos que nos permitem identificar o metrossexual - é perito em vinhos, sabe comer peixe cru com pauzinhos (a lota às cinco da manhã deve ser um óptimo lugar para praticar)... enfim, é um homem sofisticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, perguntam vocês, e o que é um retrosexual? Bem, o oposto de tudo isto. Yep, that's me :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não odeio todos os cremes acabados em "ante"; p.ex., um creme lubrificante é extremamente útil. Já aquelas coisas fabulosas acabadas em "cure" me metem alguma impressão. As unhas, cortam-se para tocar guitarra (nem sempre é verdade que "Quem tem unhas toca guitarra"). O cabelo corta-se de maneira a não atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Moda... nem me façam falar da Moda. Para mim, tem um objectivo importante. Ao ver aquelas tipas a desfilar na passerelle, dou graças aos Céus pelas mulheres que vejo todos os dias na rua. Lembra-me a famosa frase do Simon Le Bon, quando lhe perguntaram porque é que havia tantos músicos a casar com modelos; ele respondeu "Porque podem". Eu digo mais "E devem!" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decoração... Não me perguntem o que combina com o quê, que não faço puto de ideia. Já me é suficientemente difícil encontrar alguma coisa que gosto, quanto mais agora saber se combina com a parede, o sofá, o móvel, o candeeiro, a mesa, a toalha da mesa, a jarra que está por cima da toalha da mesa, as flores de plástico que estão na jarra que está por cima da toalha da mesa e os insectos mortos que estão no fundo da jarra que está por cima da toalha da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou fundamentalista, como é óbvio. Não percebo nada de vinho (para além do indispensável "o tinto é escuro, o branco é claro, e o verde só serve para confundir"), mas possuo um conhecimento relativamente razoável no que respeita à cerveja. Não sei apreciar a subtileza de um "Tara-kiri Hitachi Soroyama Aki-makro", mas uns fabulosos pregos no "Cortador", em Terrugem a acompanhar umas belas imperiais marcham que nem ginjas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao que parece, isto já não é suficiente para a mulher moderna, que exige agora a sua vingan..., perdão, exige agora mais um passo na direcção da igualdade - depois de passar décadas a ler revistas da tret... er, quero dizer, repletas de informação útil, a mulher moderna não aceita um homem que não perc..., invista... isso, invista tempo nas mesmas tret... assuntos... nos mesmos assuntos, que é para ver o que é bom e... er, quero dizer, que é para poderem ter maravilhosas conversas e trocar dicas sobre cremes, os benefícios de uma boa esfoliadela (e aqui vejo-me obrigado a uma confissão - quando era teenager, fartava-me de fazer esfoliadelas, principalmente a jogar à bola - nos joelhos, nos cotovelos, nas mãos, etc; mas desde então, tenho-me abstido destas actividades "metro"), trocar contactos de manicures, cabeleireiros, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa tenho que admitir - há mais assunto para as conversas de engate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se não se importam, vou ler a Bola, comer uns coiratos (seja lá isso o que for), e... e prontos! :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115524842609688112?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115524842609688112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115524842609688112' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115524842609688112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115524842609688112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/os-homens-do-metro.html' title='Os Homens do Metro'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115507391835674982</id><published>2006-08-08T22:41:00.000+01:00</published><updated>2006-08-08T22:51:58.386+01:00</updated><title type='text'>Guerra... E Paz?</title><content type='html'>A 4 de Maio de 1980, Tito morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há umas boas centenas de anos (supostamente em 26 DC), um tipo de barba e cabelo comprido estava de visita a Jerusalém, vindo de Nazaré, a sua terra natal, quando uns brincalhões lhe deram a fumar uma substância alucinogénia e lhe deram direcções erradas, mandando-o para um deserto, conhecido como Negev.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que uma coisa tem a ver com outra?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Voltemos a 1980 e à morte de Tito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma década depois, os ex-jugoslavos andavam a chacinar-se, cheios de entusiasmo. A guerra é quase sempre uma estupidez, mas mais ainda quando as pessoas utilizam como pretexto, entre outras coisas, aquilo que fizeram aos pais, aos tios, aos avós, aos bisavós... não me surpreenderia se alguém justificasse o conflito com o facto de um qualquer Neanderthal ter mijado no tanque de água do outro, o que levaria a uma troca de palavras na feira, seguida de um belo conflito e jantar volante. Obviamente que os espécimes de Neanderthal em questão seriam antepassados - ainda que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;um tudo-nada&lt;/span&gt; distantes - dos elementos em conflito na década de 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o deserto, e o nosso amigo a ver a Lucy in the Sky with Diamonds?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, todos temos seguido o actual conflito entre Israel e o Líbano... ou talvez devêssemos dizer entre Israel e o Hezbollah. O princípio é o mesmo. Só desde o Séc. XX para cá, a lista de conflitos é impressionante. No entanto, as raízes são ainda mais antigas, tanto mais que ambos - judeus e árabes - consideram aquela terra como Sagrada... sim, o Nosso não foi o único a ser enganado pelos supra-citados brincalhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, íamos onde...? Ah, sim, na Terra Sagrada. Ora, sendo uma Terra Sagrada para toda a gente (até para nós), não é de bom tom deixá-la nas mãos do Inimigo. Assim, nada como jurar destruição eterna e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;duradoura&lt;/span&gt; (just to be on the safe side) aos infiéis, assegurando aos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nossos&lt;/span&gt; seguidores que, uma vez terminado o conflito, todos os seus problemas estarão resolvidos, a sua vida será perfeita, o seu detergente lavará mais branco, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que isto nunca irá acontecer... até porque os detergentes são imensamente traiçoeiros. A realidade é que aquele pessoal não sabe fazer mais nada. Os extremistas de cada um dos lados vivem para odiar todas as criaturas que se encontram do outro lado. Odeiam a família toda, desde o bisavô ao periquito, e não vão descansar enquanto não tiverem acabado com todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos assumir, por um segundo, que isso seria possível. Como é impossível a Israel aniquilar toda a Nação Árabe, vamos supor o contrário - aparece uma gripe das aves em Israel, e limpa aquilo tudo. Não me perguntem como é que não afecta os países vizinhos, que hoje estou um bocado preguiçoso, OK?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que iria acontecer a seguir? A grande Nação Árabe ia unir-se e festejar. Sim... por uns dias... e depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, depois, é só pensarmos no livro "A Odisseia de Astérix" - ao atravessarem o deserto, Astérix, Obélix e Ideiafix (não, não me esqueceria do bravo Ideiafix... ainda por cima, com um nome destes ;D ) encontram inúmeras tribos em guerra umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o filme "A Vida de Brian", dos Monty Python, com os seus "People's Front of Judea", "Judean People's Front", e "The Popular Front of Judea" (splinter!!!! :) ), que se odeiam mais uns aos outros, que aos romanos. Ou a fabulosa situação no Iraque, onde é quase cada chefe de tribo à porrada com os outros, porque adora a Democracia - desde que seja ele a mandar. Como diria Terry Pratchett, "The Patrician believes in the rule 'One Man, One Vote', He is the Man, and he has the Vote".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não vale a pena sequer pensar em paz para o Médio Oriente. Porque o Médio Oriente não quer paz. Porque o Médio Oriente está muito bem como está, obrigado. Porque, se algum dia este conflito acabar, surgirá um letreiro que dirá "Prezados telespectadores, lamentamos o fim imprevisto deste conflito. O próximo conflito iniciará dentro de momentos. Agradecemos a vossa compreensão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mortes? São lamentáveis, mas inevitáveis. Posso dizer que já me tornei mais ou menos insensível ao facto. O "mais ou menos" é porque ainda tenho algumas recaídas. Mas acredito, realmente, que não há nada a fazer. A única solução seria a mudança do Estado Judaico para outro local, mas eu no lugar deles, também não sei se quereria sair dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o Ocidente "precisa" de ter ali alguém numa posição estratégica. Afinal, como dizem os americanos "We've got to keep an eye on those ay-rabs, who are sitting on top of &lt;span style="font-style:italic;"&gt;our&lt;/span&gt; God-given oil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com uma nota sobre o Médio Oriente e a Democracia. Gostava de ver a experiência do Qatar funcionar (apesar de ter um prognóstico &lt;span style="font-style:italic;"&gt;muito&lt;/span&gt; reservado), e demonstrar a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;todos&lt;/span&gt; os seus caríssimos vizinhos que é possível mudar, quando existe &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vontade&lt;/span&gt; de o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vontade é coisa que não abunda por lá, nem de um lado, nem de outro. A não ser a de matar e destruir, claro. Afinal, temos que vingar o que aconteceu ao avôzinho, há 50 anos atrás. O velhinho nunca mais se pôde sentar como deve ser, coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, que prossigam as festividades. Assim como assim, é o desperdício do costume.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115507391835674982?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115507391835674982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115507391835674982' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115507391835674982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115507391835674982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/guerra-e-paz.html' title='Guerra... E Paz?'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115487472555025661</id><published>2006-08-06T15:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-06T15:32:07.906+01:00</updated><title type='text'>Viagem Medieval - Parte III</title><content type='html'>Parte III... e última. Vá, respirem de alívio :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Íamos, então, no meio do caos... a sorte é que, à medida q nos afastámos da feira, o caos desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O Davide voltou a surpreender-nos. Quando já estávamos todos cheios que nem texugos, e ninguém conseguia comer mais nada, o Davide ainda foi comprar umas coisas parecidas com farturas, cujo nome me escapa de momento. E foi bastante divertido vê-lo a convencer o Jorge a comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, de regresso a Gaia. Para mantermos a tradição, enganámo-nos no caminho. Em vez de irmos pela A1, fomos por uma estrada nacional, que mais parecia um caminho de cabras nacional. Mas lá chegámos, ao som dos Village People e dos ABBA, e de muitos hinos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Disco&lt;/span&gt;. Tudo para o nosso condutor não adormecesse, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos, aterrámos de imediato, que o Domingo não ia ser nada fácil. Para já, não iríamos andar muito menos do haviámos andado no Sábado; além disso, tínhamos já o cansaço acumulado; e depois, sendo Domingo, além daquele sentimento de que se aproxima mais uma Segunda-feira que dá início a uma semama de trabalho, tínhamos também a despedida e a viagem de regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao acordar, foi vítima de um truque &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;infame&lt;/span&gt; (hã, Jorge estás a ver? Infame!!! :) ) para me retirarem preciosos minutos de sono, levando-me a acreditar que eu era o último a levantar-me, quando na realidade... não o era. Enfim, depois vieram com desculpas que eu sou muito lento, e que levei muito tempo, e tal. É curioso que toda a gente inventa a mesma desculpa. É tão complicado ser o único a marchar com o passo certo... :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pequeno-almoço, deparei-me com uma teoria inovadora no campo da nutrição - aparentemente, se uma pessoa se encher que nem um texugo ao jantar, depois o que deve fazer é comer muito pouco no pequeno-almoço do dia seguinte. Felizmente não tenho necessidade de seguir teorias destas, e comi até me fartar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizémos o check-out, e seguimos para a Feira. Como íamos sair mais cedo (e bem mais carregados, pois ia ser o dia das compras), decidimos colocar o carro num parque mais próximo. Por motivos económicos, acabámos por o colocar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ao pé&lt;/span&gt; de um parque mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegámos, estava na hora ideal para irmos almoçar, mas ninguém estava com fome. Assim, fomos ver com mais atenção o parque onde estava instalada a feira. Gostei muito, com todo aquele arvoredo, e as mesas para as merendas. É um local muito agradável, mesmo sem Feira. Principalmente para quem, como eu, adora verde. Trouxe-me novamente à memória a Áustria e a Baviera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ver com mais atenção as aves. Quando lá chegámos, um dos abutres estava a apanhar sol, com as asas todas abertas. O raio do bicho era enorme! Era uma visão espectacular! Pouco tempo depois, o tratador soltou um pássaro (parecia um falcão) e esteve a exercitá-lo, e a dar-lhe de comer. Acabámos por ter direito a uma espécie de mini-espectáculo. Quando descemos, para ir almoçar, estava ele no meio do pessoal a lançar o falcão em voo para as árvores. Muitas vezes, ele nem precisava de o chamar - o falcão lançava-se direito a ele, aterrando-lhe na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço foi menos caótico que o jantar do dia anterior, mas tivémos que enfrentar novamente a fila. Fui atraído por um restaurante que anunciava Javali com Castanhas, mas afinal isso seria apenas para o jantar. Publicidade enganosa, não é? O almoço levou imenso tempo - foi o sítio mais desorganizado onde comemos. A seguir, era suposto irmos numa viagem ao Bosque Encantado, mas, por "motivos técnicos", no Domingo essa animação foi cancelada. Bem, fica para outra altura, mas fiquei curioso sobre quais seriam os "motivos técnicos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabámos por aproveitar para ir para as lutas medievais. Tive um duelo intenso com o Jorge, em cima de um tronco, com uns "cajados almofadados", algo do estilo Robin Hood vs. João Pequeno. Aprendi que quem joga à defesa, safa-se. Mas como eu detesto jogar assim, levei porrada de meia-noite. Só o consegui deitar abaixo uma vez :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, só nos restava uma actividade - compras!!!! Antes disso, ainda demos mais uma vista de olhos pelo terreiro ao pé da Piscina, onde vimos alguns exemplos de construções da altura. Gostei do pormenor das tábuas fixas de forma a que a água da chuva não escorresse para dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fomos nós. Atacados pela febre do consumo, fomos cada um para o seu lado. Já só nos voltámos a encontrar a meio, quando nos apercebemos que teríamos que estar unidos frente à adversidade :) A primeira coisa que comprei foi um licor de mirtilo. Deram-mo num saco de pano, todo xpto, e pensei "nice". Mal sabia eu quão &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nice&lt;/span&gt; aquilo realmente era. A seguir, fui comprar um licor cujo nome me conquistou - "Licor Levanta o Pau". E aí, a adversidade revelou-se em todo o seu esplendor - a organização não permitia sacos de plástico!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é isto possível???!!! Deram-me o licor num saco de papel, que não tinha a mínima hipótese de aguentar o peso da garrafa. Bem, comecei a fazer contas à vida, e tive que reduzir a minha lista de compras, porque não haveria mãos para trazer tudo. Enfim, pelo me disseram, a Feira tem vindo a evoluir de ano para ano. Esperemos que este seja um aspecto em que possa evoluir também. Por mim, para o ano trago sacos de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, com uma lista de compras reduzida, trouxe um chouriço picante, um queijo apimentado, uma garrafa de hidromel e uma de licor dos Imladris; era impossível resistir a algo anunciado como "Licor dos Elfos" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa começava a ficar complicada. Mesmo com a lista reduzida, havia mais algumas coisas para trazer, e já não haviam mãos disponíveis. Até que, no stand onde ia comprar alguns condimentos, fizémos uma descoberta salvadora - vendiam sacos de pano. Ainda comprei mais umas compotas e os bolos típicos locais, e pronto! Chega de compras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura em que estávamos para nos virmos embora, reparámos que o cortejo ia ter início daí a pouco, e pensámos "Por que não ficar por aqui?". E assim foi. O cortejo foi bem giro, e valeu a pena termos ficado à espera, mas tive uma certa pena daquele pessoal, a subir até ao Castelo com aquele calor, alguns a dançar e a fazer acobracias, outros vestidos com armadura e chain mail, outros com fatos que pareciam quentíssimos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a muito custo, lá nos convencemos que estava na altura de regressarmos. Com o decorrer da tarde, o caos estava novamente instalado. No entanto, não tivemos problemas em chegar ao carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passarmos pela tenda onde estavam as moças a dançar a Dança do Ventre, reparei que uma delas tinha um véu. Ora, o véu era algo que eu já tinha prometido a uma amiga, mas na FIA deste ano, nenhum dos esgípcios me conseguia perceber. Estive mesmo para parar e ir lá comprar um, mas ia carregado com os sacos, estava a começar realmente a acusar o cansaço, e pensei "Se o Destino me atirou com o véu uma vez, há-de fazê-lo novamente"; portanto, ficou para uma próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de volta foi descansada, tendo-se instalado o "feeling de final de Domingo", que anuncia o final do weekend e o aproximar inevitável de mais uma semana de trabalho. Apesar de tudo, o ensaio com as &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ovejas&lt;/span&gt;, os Doodahs e afins compensou - já estávamos todos sincronizados com os hinos da nossa viagem. Estávamos na dúvida se jantaríamos pelo caminho ou já em Lisboa, mas acabámos por parar numa estação de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... cheguei a casa de rastos, mas pronto para outra. Foi um weekend fabuloso. Obrigado à Patrícia pela ideia; à organização, pelo trabalho que desenvolveram; e à Cristina, ao Davide, e ao Jorge, por - mais uma vez - terem sido uma companhia espectacular.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115487472555025661?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115487472555025661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115487472555025661' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115487472555025661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115487472555025661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/viagem-medieval-parte-iii.html' title='Viagem Medieval - Parte III'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115464533604638768</id><published>2006-08-03T23:34:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T23:48:56.080+01:00</updated><title type='text'>Viagem Medieval - Parte II</title><content type='html'>Ora bem, alguém me lembrou de algumas histórias de que me tinha esquecido. Bigado, Niko :)&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O pijamita... da forma como combinámos as coisas, eu tinha boleia de e para casa, portanto nem precisava de tirar o carrito da garagem. Combinei a boleia às 7:30. Na noite anterior fiz a mala, excepto as coisas que iria lá colocar de manhã. Na manhã seguinte, estava a arranjar o resto das coisas e... da carteira, nem sinal. Procurei, procurei, procurei, procurei, procurei, procurei, procurei... procurei mais um pouco... procurei ainda mais um bocadito. Até quem finalmente, numa de desespero, fui à garagem. E lá estava ela, no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz o resto da mala à pressa e lá me esqueci do pijamita. Yay!!! Nada como dormir num quarto com dois gajos, de boxers! Coisa de roto!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima, quando um deles se sai com esta, durante a viagem "Ah, e tal, quando chegar ao hotel tenho que usar o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fio dental&lt;/span&gt;". Fuck!!!! Onde é que eu me vim meter??? Disse logo à Cristina que ia dormir para a porta do quarto dela. Já nem se pode confiar nos amigos, pá, que mundo este... epá, ó Jorge, vê lá se te deixas destas histórias de fio dental, pá. Isso não é coisa de homem... homem que é homem tem orgulho no seu palito, pá &gt;:D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à nossa amiga Cristina... q&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ue muito se riu por eu me ter esquecido do pijamita, não é?&lt;/span&gt; :) Estava preocupada com o tempo, com o frio do Norte, enfim tinha preparado um belo e aconchegante casaquito, para se proteger das Nortadas Nortenhas (olha, parece o nome de uma banda). Deixa o carrito em casa, põe a tralha no carro do Jorge, and away we go!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinhem o que ficou para trás? Yep! O belo e aconchegante casaquito, que acabou por passar um belo e aconchegado weekend na mala do carro dela. Juntamente com a sandocha que também ficou no carro, e que deve ter-se transformado num prato de "nouvelle cuisine" (que é como quem diz "cozinha das novelas").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nosso amigo Davide não se ficou atrás. É o nosso Responsável de Entertenimento, nestas viagens (bem, na realidade esta é a nossa segunda viagem, mas não deixemos que a verdade me atrapalhe a escrita), que é como quem diz, tem que trazer os baralhos de cartas (sim, eu sei, poderia ter feito aqui o trocadilho com as bartas e com o... enfim, não me apeteceu, OK?). E, para que não se ficasse a rir, adivinhem lá o que é que passou um weekend descansado no carro do Davide? Yep, as bartas! Pronto, fiz agora meio trocadilho. Satisfeitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, voltando ao relato. Tínhamos acabado de almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, fomos para os lados da piscina. Mais stands, mais restaurantes. Vimos os acampamentos, com as tendas decoradas com brasões, e fomos para a zona do tiro com arco. O Jorge ficou muito curioso com aquilo, e decidiu experimentar. Depois, foi o Davide. E por fim, eu não me podia ficar, não é? Fui o único dos três a fazer sangue com os meus tiros. Na primeira flecha, tinha o polegar demasiado alto, e as "penas" da flecha fizeram-me um corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base na nossa perícia, criámos a nossa táctica para uma eventual batalha - colocávamos cascas de banana no chão; eu e o Davide disparávamos para cima, para distrair os inimigos, fazendo-os escorregar nas cascas de banana; uma vez no chão, o Jorge acertava-lhes, sem qualquer espécie de problema. Apesar de não termos falado do assunto, desconfio que a Cristina iria revistar os corpos, para ver se encontrava algo de valor para ela.. er, quero dizer, para nós :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, démos mais umas voltas, e começámos a subir na direcção do Castelo. Nessa altura, houve um grande dilema - o Jorge queria saber o que estava no seu futuro. Havia lá alguns stands onde se lia a sina, ou se lançavam cartas, ou até runas. E eu compreendo o dilema do Jorge. Algumas das moçoilas desses stands eram bastante... apelativas. Mas ele achava que 10 eurekos era demasiado. Se calhar, tinha razão. Assim, eu e o Davide acabámos por lhe fazer uma pequena previsão para o seu futuro, nomeadamente que o esperava um futuro incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parámos num pequeno terreiro com instrumentos de tortura e execução. Vou poupar-vos aos detalhes. Se querem ouvir relatos horríveis de pessoas a serem enfiadas em caldeirões com azeite a ferver &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;até começarem a suar&lt;/span&gt;, não serei eu a proporcioná-los; da mesma forma, se quiserem ouvir a história aterradora de um pobre homem a quem ataram o intestino à coleira de um cão e depois o fizeram &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;correr pelo pátio&lt;/span&gt; (ao cão, não ao homem), desenrolando o referido intestino... também não a ouvirão da minha boca; ou até mesmo se... ah, já chega? OK, pronto. Digamos apenas que vimos uns instrumentos de tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recomeçámos a subida, a nossa "guia local" chegou, e juntou-se a nós. Antes de irmos todos na visita ao Castelo, ainda fomos ver os pássaros. Mudei a minha opinião sobre os abutres - não só não são feios, como metem respeito. Havia lá um enorme. Havia vários falcões, uma coruja, um mocho, e outros cujo nome não conheço (não sei se algum se chamava "Javali").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita ao Castelo foi muito gira. Para começar, pudémos pegar em chain mails e espadas, e sentir o seu peso. Quanto às chain mails, se eu fosse ao pessoal que faz as animações, fazia umas em alumínio, que sempre era mais leve. Um dos tipos disse que me conhecia. Na altura, não me ocorreu de onde poderia ser, mas depois pensei que talvez fosse da Marinha. É curioso que descobri, entretanto, que um colega meu do emprego, que participa como guerreiro em eventos medievais, é do grupo dele, e o conhece. It's a small world. No entanto, esse meu colega não sabe de onde é que eu o conheço, o que ma parece uma falha relativamente grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tmbém houve uma animação hilariante na visita ao Castelo, onde tive a honra de ter duas belas moças a lutar uma com a outra para ver quem tinha o prazer de me "limpar" (sim, fui logo ver se ainda tinha a carteira, claro). Seguiu-se uma interacção muito divertida com o Conde da Feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a visita, voltámos para baixo. Era já fim de tarde, e começávamos a acusar um certo desgaste. Estivémos a ver um grupo musical a tocar música celta (eram espectaculares, e vi lá outros dois grupos igualmente bons), e depois vimos um outro grupo, só com tambores, a dar um excelente espectáculo, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vimos uma barraca onde estava um tipo mais o seu mini-harém a fazer exibições de Dança do Ventre. Very, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;very&lt;/span&gt; nice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa guia mostrou-nos umas fotos de um gatinho giríssimo, com uma expressão que parecia mesmo o Nermal, do Garfield (such a cute kitten, and all that), e começou a chegar a hora do jantar. O que significa que ela tinha que se ir embora. Enfim, a despedida é sempre uma trampa. Não há forma de o evitar. Aliás, foi ela que nos avisou que era melhor começarmos a andar para os restaurantes, porque o ambiente iria tornar-se caótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos para os restaurantes, mas depressa vimos que era tarde demais. O ambiente que tinha começado calmo tinha degenerado no caos. Não havia restaurante que não tivesse fila. Escolhemos o que tinha a menor fila de todos, e por ali ficámos... e ficámos... e ficámos... havia quatro senhoras que queriam pagar, mas ninguém queria receber o seu dinheiro. Ainda pensámos em ir lá, e ficar não só com os lugares das senhoras, mas também com o dinheiro. Por fim, as senhora lá sairam, e nós fomos jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia nenhum porco chamado "Javali", mas havia um arroz de feijáo divinal, feito com enchidos. Nem era preciso mais nada. Um tacho daquele arroz e uns cestos de pão, e estávamos jantados. Eu não sou muito de ligar à comida, mas aquele arroz estava simplesmente fabuloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantámos, e fomos dar mais uma volta, mas já com um olho na entrada do recinto para a Justa. Assim que se começou a formar fila, fomos para lá. Entrámos cedo, e escolhemos uns lugares fixes. O Jorge preparou a sua máquina digital xpto com filtros ABS e BBS, e com o gizmo de cálculo optimizado de exposição à luz, seguindo o famoso algoritmo Idiot-Ice(TM). A Cristina sacou da sua máquineta e começou a fazer experiências. O Davide sacou do telemóvel que comprou de propósito para tirar fotos e... e para mais outra coisa que não me ocorre, de mom... ah, sim! E para falar com os outros, de vez em quando. Ao que parece, as que ficaram melhor foram as do Davide. Então, e eu? Eu guardo as recordações na cabeça. Se o raio do alemão que faz a vida negra aos idosos não me chatear, ficarão cá por muitos e longos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectáculo foi excelente. O bobo tinha realmente piada. As lutas foram bem encenadas, se bem que um pouquito lentas (não que eu fizesse melhor, claro). Bottom line, foi um óptimo espectáculo, e muito profissional. Inclusivé, a ideia genial que tiveram para envolver o público, de colocar uma bancada a puxar pelo Cavaleiro Branco e outra pelo Cavaleiro negro. Cinco estrelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o espectáculo, saímos. Estávamos a ficar cansados, e já com pouca pachorra para aturar aquele caos. O que fazer a seguir? Dirigimo-nos para o pessoal que estava a fazer acobracias com o fogo, tendo o cuidado de evitar as bruxas que andavam por ali a dar vassouradas no pessoal. A meio caminho, reparámos que havia mais uma animamação com lutas de espada. Era o pessoal que nos tinha recebido no Castelo. Ficámos a ver por um bocado, mas estar ali parado estava, de facto, a começar a dar sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitámos um intervalo, e fomos então ver os acrobatas do fogo. Mesmo estando afastado deles, sentia-se o calor quando os tipos cuspiam fogo. Tinham um à-vontade a lidar com aquilo que era uma coisa impressionante. Como sempre, havia lá pessoal que quase estava em cima deles; inclusivé, quando se iam embora, passavam mesmo ao pé deles. E depois, queixavam-se quando o fogo quase lhes fazia uma careca no alto da pinha. Enfim, anda para aí muita gente com um imenso espaço para alugar entre as orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos para o carro, no meio do caos que era aquele mar de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isto já está longo. E já vi que, afinal, tenho aqui texto para nunca mais acabar :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;To be continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115464533604638768?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115464533604638768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115464533604638768' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115464533604638768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115464533604638768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/viagem-medieval-parte-ii.html' title='Viagem Medieval - Parte II'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115447192487571511</id><published>2006-08-01T23:31:00.000+01:00</published><updated>2006-08-01T23:38:44.896+01:00</updated><title type='text'>Viagem Medieval - Parte I</title><content type='html'>OK, I'm back. Sort of... ainda ando a recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica um pouco do weekend passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sexta-Feira, A Partida... e a chegada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos na sexta-feira. Atrasados, como é normal neste nosso rectângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contornámos o RALIS, prontos para entrar na A1 e... &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aaaaaahhhhhhh!!!!!!! Era uma fila que pareciam duas!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;OK. Felizmente, a Cristina estava no seu território - "Isto deve ser o caos para a P. V. da Gama. Foge daqui, entra na 2ª Circular e volta a sair. Vamos para a Praça José Queirós". Dito e feito, aí fomos nós. Só que... &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aaaaaahhhhhhh!!!!!!! Trânsito que nunca mais acabava!!!!&lt;/span&gt; Era novamente a P. V. da Gama. Ráispartam esta carneirada sem imaginação que vai toda para o Algarve nesta altura! O país não é só o Algarve, sabiam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e agora? "Think, think"; "No, you think, think". Sai para o Parque das Nações. OK, e agora? Temos que entrar no viaduto, mas estamos no sentido contrário. Temos que ir dar ao IC2. Então, espera... sim, este já não é o meu território, uma vez que o abandonei há quase dois anos, mas ainda me lembro de algumas coisas. Então, e se formos na direcção do CC V. Gama, virarmos à esquerda, e seguirmos tudo até ao fim? Não vamos dar ao IC2?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exactamente isso que fizémos, e fintámos a carneirada que entupia os acessos à A1, na sua ânsia de chegar à P. V. da Gama. E metemo-nos a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e agora? Agora corria tudo bem. Até que... fomos apanhando alguns acidentes, e o ritmo ia baixando. Até que o Jorge, o nosso condutor, começou a ficar ensonado. Apesar da conversa, até porque ele não estava a participar muito. Achámos melhor trocar o CD. Eu tinha-me oferecido para levar Rammstein, mas ninguém me deixou. Tinha posto New Age (vulgo, "música de elevador"), mas a coisa não estava a correr bem. E o pior era que só tinha ali mais dois CDs. Os outros estavam todos na mala. Sendo que um deles era ainda mais calmo, decidi colocar o terceiro, sem saber muito bem o que continha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi os primeiros acordes do "Victim of Love" dos Whitesnake, senti-me logo aliviado. Não é que Whitesnake, Def Leppard e Quiet Riot sejam um substituto de Rammstein, mas sempre ajudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parámos em Pombal. Encontrei uma amiga, que ia para um casamento (a vida é cheia destas coisas - coincidências... e casamentos também :) ), Antes de retomarmos o caminho, lá saquei os outros CDs da mala. Como não tinha Rammstein, coloquei um que fiz com música espanhola e árabe. It served the purpose. A cada música que começava, o Jorge passava-se, o que o mantinha acordado. Quando começou o "Solo se vive una vez", ele até cantou, e tudo! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema resolvido. Começámos a aproximar-nos do Porto (o nosso hotel era em Gaia). Bem, o CD acabou. E agora? Epa, toca a pôr o dos martelinhos. Abre com uma dance music árabe, para logo de seguida entrar nesse glorioso hit "Esa Oveja No Es Mia", do grande artista "Pedro y Sus Ovejas". &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mééééééééééé!!!!! Prrrrrrá-pá-pá!&lt;/span&gt; Foi um sucesso! O problema do sono ficou resolvido automaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, perdemo-nos. E perdemo-nos outra vez. E outra vez. E ainda mais uma vez. E, por fim, ainda mais vez. Até que lá chegámos ao hotel, após termos cruzado a Ponte da Arrábida umas 2 ou 3 vezes. Só vos digo uma coisa - a malta diz que Lisboa tem CCs que não acabam mais, mas o Porto não lhe fica atrás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, já no hotel, sem cartas (o nosso desporto predileto nestas saídas), o que fazer? Decidi combinar o dia seguinte. Liguei para a Patrícia. Or so i thought. Desculpa, Mónica, mas o sono era tanto que acabei por ligar para ti. Finalmente, consegui ligar para a Patrícia, que me jurou a pés juntos, com uma bela voz de sono, que não, que eu não a tinha acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, combinámos encontrar-nos na Feira, no dia seguinte. E lá fomos dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Sábado, Contacto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acordámos cedo, tomámos o pequeno-almoço no hotel, e lá fomos nós para a Feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CD ainda era o mesmo. Voltámos às ovejas, e prosseguimos com o Doodah e o Cotton-Eyed Joe. Entre relinchos, cacarejos, mugidos, oink-oinks e outros sons campestres, aquele carro mais parecia uma quinta. Ah, e Doodahs, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados à Feira, onde estacionar? Incomodámos novamente a nossa guia, que me jurou novamente a pés juntos, com uma outra bela voz de sono, que eu não a tinha acordado, e lá me indicou que o melhor era o Parque 1. Este encontrava-se ainda fechado, mas deixámos o carro num lugar mesmo lá ao pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de seguirmos para a Feira, ainda vimos um pequeno evento realizado num stand da Ford, com montes de bicicletas de ginásio. Aquilo parecia dedicado a uma bebida energética chamada "XES". Vá lá, não lhe chamarem "Argaiv" já não foi mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, seguimos para a Feira. Uma vez lá chegados, vimos que estava quase tudo fechado. Se bem me lembro, ainda nem era meio-dia. Demos uma pequena volta pela Feira, e depois demos uma grande volta para ir levantar dinheiro. Nessa altura, vimos um mini-cortejo, com nobres, cavaleiros, até um cão os seguia. Voltanto ao dinheiro... descobri que Santa Maria da Feira tem uma espécie de Centro Financeiro, onde se encontram os bancos quase todos; inclusivé dois BES no mesmo quarteirão. Imagino que o Ricardito esteja em pulgas para fechar um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio disso tudo, vimos os stands ao pé do Posto de Turismo (que tinha uns ovos de dragão espectaculares) e regressámos ao terreno ao pé da Igreja. Démos mais uma volta, na qual nos começámos a aperceber que íamos trazer muita comida e bebida, e fomos almoçar. Aproveitei para comer javali no espeto. Bem, talvez aquilo fosse um porco chamado "Javali", não sei. Admito a minha ignorãncia no que toca à gloriosa arte da nomenclatura suína. De qualquer forma, estava muito bom, que era o que interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;To be continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115447192487571511?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115447192487571511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115447192487571511' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115447192487571511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115447192487571511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/08/viagem-medieval-parte-i.html' title='Viagem Medieval - Parte I'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115404269140957427</id><published>2006-07-28T00:15:00.000+01:00</published><updated>2006-07-28T00:29:15.466+01:00</updated><title type='text'>Amo-te</title><content type='html'>Bem, este texto já estava prometido há imenso tempo, portanto aqui vai ele... continuo a não estar muito satisfeito com isto, mas acho que nunca estarei, portanto let's go for it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amo-te".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa isto, ao certo?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Bem, para começar, posso dizer-vos, IMHO, o que não significa. Não significa nem violinos, nem fogo de artifício, nem nenhuma outra analogia idiota criada por contos de fadas, venham eles de Hollywood ou de qualquer outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Hollywood, vem-me à cabeça uma cena de um filme onde o conceito daquilo que entendo por amor estava espelhado de uma forma que compreendi perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a assumir que já toda a gente viu o "Munique"; se assim não for, sorry, mas vou contar uma cena do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto do final, há uma cena em que ele está a fazer sexo com a sua mulher. E apesar de o seu corpo estar lá, a sua mente está a milhas. A única coisa que vê à sua frente é o que aconteceu com os reféns, e a forma como morreram. E ela apercebe-se que ele está apenas "going through the motions", i.e., que a sua mente está noutro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que ela reage? Diz simplesmente "Amo-te".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isto. Pura e simplesmente isto. Sim, ele não está lá, e ela compreende. E ela dá-lhe o desconto, e está - aparentemente - preparada para o ajudar a lidar com o problema. E ela não pensa que ele está distante por ter outra, ou porque ela não o satisfaz, ou por nenhum outro disparate qualquer que leu na Cosmopolitan, ou na Activa, ou na Moderna, ou em qualquer outra revista descerebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão vocês "Sim, mas este é um caso especial". Sim, é verdade. No entanto, este "caso especial" serve perfeitamente de contraponto em relação à "normalidade". Que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é estarmos, por omissão, constantemente prontos a julgar os outros da pior forma possível. À primeira vista, são maliciosos; se não são maliciosos, são incompetentes; se não são incompetentes,... bem, são simplesmente idiotas, e pronto, assunto resolvido. E isto não muda numa relação. Muitas vezes, a forma como julgamos a pessoa que está connosco é exactamente a mesma, só que com um grau de exigência ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que é o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorrem-me imediatamente duas palavras - confiança e cedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nota: O segundo item costumava ser "sacrifício", mas alguém me convenceu a alterá-lo. Bigado, HP :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a primeira coisa que vem à ideia é a história da cara-metade que trabalha até tarde; "confiança" significa que não vamos pensar que ela anda a "dar umas voltas" com o chefe, ou com um colega de trabalho. Mas só isto não chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também eu estar à espera dela há meia-hora e saber que existe um motivo perfeitamente válido para ela estar atrasada, em vez de pensar "é sempre a mesma trampa, ela nunca consegue chegar a horas"; é ela dar-me uma resposta torta, e eu conseguir perguntar "o que tens?" com um interesse genuíno em saber o que a está a afligir, e não como se fosse uma acusação, do tipo "se estás mal disposta, a culpa não é minha, ouviste?"; e se ela me der outra resposta torta, é eu conseguir manter a calma, e não desistir enquanto ela não se abrir comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É eu confiar nela de tal forma que me permita abrir-me e contar-lhe tudo o que me vai na alma, e entregar-me sem reservas nem receios. Sabendo que, mesmo que no futuro acabemos com tudo e vá cada um para seu lado, o que lhe contei ficará para sempre entre nós (sim, este passo é difícil de dar, eu sei; e sinto-me imensamente feliz por poder dizer "eu sei").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cedência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A face mais visível deste aspecto é o habitual equilíbrio de parte a parte - "hoje fazemos como tu queres, amanhã fazemos como eu quero". Mas não é assim tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cedência só representa o nosso amor pela outra pessoa se for desinteressada. Ou seja, se for um "hoje fazemos como tu queres, mesmo que amanhã não façamos como eu quero"; "hoje fazemos como tu queres porque isso te faz feliz, e não há nada que me faça mais feliz que ver-te feliz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dizem vocês, se for sempre o mesmo a ceder, mais cedo ou mais tarde a coisa irá rebentar. É verdade. Mas, se é sempre o mesmo a ceder, então é porque, se calhar, algo tem que ser repensado. Afinal, ambos deveriam ter um objectivo em comum - fazer o outro feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, e o romantismo? E os jantares com dezenas de velinhas? E a telepatia? E o "saber, só com um olhar, que estamos perante a pessoa certa"? O "quando olhei para ele, senti não sei muito bem o quê, e sabia que tinha encontrado o homem da minha vida"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitam-me um pequeno desvio, para poder chegar à conclusão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um filme? Ou um livro? São histórias. Histórias que têm como objectivo principal proporcionar uma experiência de escape. Para escapar a quê? À realidade, claro. E como é que conseguem atrair as pessoas? Simples, prometendo algo diferente da realidade, algo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentremo-nos nos romances (onde irei incluir as comédias românticas). Um dos ingredientes que vão encontrar em quase todos (sim, o "quase" é porque há excepções) é justamente essa coisa dos "fireworks at first sight", do "I was sure you were the one, the moment I saw you", e um conjunto de conceitos idênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pergunto - porquê? Bem, uma conclusão possível é esta - é a forma de atrair o pessoal, dar-lhes algo melhor que a realidade. Dar-lhes algo que só &lt;span style="font-style:italic;"&gt;muito raramente&lt;/span&gt; acontece na realidade. Para quem utilizar os romances como ponto de referência, dir-se-ia que a esmagadora maioria das relações começam com um momento "fireworks". Na realidade, tenho sérias dúvidas que assim seja, mas também tenho sérias dúvidas que o objectivo de quem produz um romance seja ter algo a ver com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por algum motivo se chama a "Holllywood" a "Fábrica de Sonhos". E é isso que são todas essas coisas que os romances nos vendem - no caso dos filmes, acompanhadas por uma banda sonora a condizer. Sonhos. É bom termos sonhos. Mas não é lá grande coisa deixarmos que o seu brilho nos ofusque, a ponto de perdermos de vista a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But that's just me. YMMV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não, amiga. A nossa conversa hoje não motivou este texto, mas ajudou-me a perceber que estava na altura de o publicar, em vez de o continuar a tentar melhorar. Acho que tu és assim porque te concentras demasiado no teu sonho, mas tudo bem. Tens é que fazer um esforço por te aceitares como és. Um :*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115404269140957427?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115404269140957427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115404269140957427' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115404269140957427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115404269140957427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/amo-te.html' title='Amo-te'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115386573070015706</id><published>2006-07-25T23:03:00.000+01:00</published><updated>2006-07-25T23:16:20.500+01:00</updated><title type='text'>A Not-Quite-So-Perfect Ending For A Lousy Day</title><content type='html'>Bem, hoje foi a minha primeira experiência vegetariana digna desse nome: Cogumelos com arroz xpto.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Para os cogumelos, segui a receita que aprendi no curso vegetariano: duas cebolas picadas e um fio de azeite na frigideira, alourar, e a seguir espetar-lhe com os cogumelos lá dentro (previamente cortados). Fiz com cogumelos "a sério", e não dos de lata. Sabem, aqueles que compramos e rezamos para que quem os embalou soubesse aquilo que estava a fazer, que é para não aparecermos nas notícias no dia seguinte, com o cabeçalho mais idiota de que há memória - "Homem (ou mulher) envenenado por cogumelos de hipermercado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acompanhar, fiz o arroz xpto. Uma cebola picada, um tomate, às rodelas ligeiramente esmagadas, um fio de azeite, e um pouco de água numa panela (por acaso, enganei-me, e em vez de um pouco de água, coloquei um "muito" de água). Deixar ferver, e juntar o arroz. Quando o arroz está quase pronto, juntar duas cenouras às rodelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhado com uma bela &lt;a href="http://www.geocities.com/the3gents/reviews_leffe-beers.htm"&gt;Leffe Blonde&lt;/a&gt;... epa, caiu mesmo bem. Enquanto comia, estava a ver o último episódio da Série 3 do Coupling, a cena em que o Patrick faz a sua declaração à Sally. E veio-me à cabeça uma grande verdade, quiçá uma frase batida (pelo menos, para mim) - quando duas pessoas gostam uma da outra, e querem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; estar juntas, a perfeição é perfeitamente supérflua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta cena (de ficção, é certo) é o melhor exemplo que alguém alguma vez poderia ter criado, para demonstrar a veracidade desta frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Patrick:&lt;/span&gt; Sally, you are the most wonderful woman in the history of the entire universe. You're incredible. You've got the looks of a Miss World, with the brains to match. You're more than a woman. You're like... a man! Seriously! You could be a bloke any time you wanted! I mean obviously a bloke with some pretty serious defects but hey, who cares about that? I've seen you down drinks with the best of them! I wish I had a mother like you. Or grandmother, or any kind of ancestor. And since you said what you said, I've had a lot of time to think... but obviously that isn't always possible. Nonetheless I've been able to consider your... application. And, and this is the point. This is the important point. Sally, you need someone good enough for you. You don't want some mutton-headed city boy who spends all his time thinking about his cars and his golf clubs. You want someone who can love you the way you deserve to be loved, the way I want you to be loved. Sally, you need someone who can love you forever... properly. You're my friend sally, and I want to see you with the best. You need Mr. Amazing... Mr. Incredibly, Superbly, Fantastic...ness. Now, in your heart, I'm sure you know I'm right.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sally &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(in tears)&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; I don't want Mr. Absolutely Superbly Fantasticness, you stupid, stupid ass! I want you!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; Oh, for God's sake... Sally...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S:&lt;/span&gt; What? WHAT?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; I was &lt;span style="font-style:italic;"&gt;TALKING&lt;/span&gt; about me!&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer do cena do anel de noivado, na série 4?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sally:&lt;/span&gt; This is an engagement ring.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Patrick:&lt;/span&gt; Yes it is.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S:&lt;/span&gt; An engagement ring!!!! Do you have a girlfriend?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; Yes, Sally.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S:&lt;/span&gt; Who is she??!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; You.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S:&lt;/span&gt; Me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; Yes, you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S:&lt;/span&gt; Who are you proposing to, then?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; Who do you think?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S:&lt;/span&gt; I... I...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; I was waiting... I was waiting, as it happens, for the right romantic moment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(becoming aware she fucked up)&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; Fuck! Fuck...! Fuckitty-fuck!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P:&lt;/span&gt; Is that a "yes"?&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, por algum motivo a história destes dois é a minha preferida da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja ficção... talvez toda a gente ambicione de tal forma a perfeição, que cenas destas só tenham cabimento em sitcoms... por mim, sabe-me bem pensar que não. E hoje, neste final de dia, só procuro coisas que me saibam bem. Não precisam de ser perfeitas, basta que me façam sentir bem. Olha, por falar nisso, está a tocar o "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Winds Of Carnivale&lt;/span&gt;", do Jonathan Cain. Quase perfeito...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115386573070015706?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115386573070015706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115386573070015706' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115386573070015706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115386573070015706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/not-quite-so-perfect-ending-for-lousy.html' title='A Not-Quite-So-Perfect Ending For A Lousy Day'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115369437994817831</id><published>2006-07-23T23:32:00.000+01:00</published><updated>2006-07-23T23:44:15.456+01:00</updated><title type='text'>Cvnnimbriga</title><content type='html'>Data Original: 2005-11-16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, um grande "Obrigado" ao Rui e à Manuela pela inspiração para o mail de hoje :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vou falar-vos um pouco da história dessa gloriosa cidade que foi Cvnnimbriga.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Os romanos chegaram a Cvnnimbriga em 139 AC. Existe alguma polémica relativamente à hora de chegada, mas a maioria dos historiadores aceita o relato de Plinivs, o Velho, que situa a chegada próximo das 15:30, hora local. A comitiva romana era liderada pelo General Decimvs Jvnivs Brvtvs, com o apoio do Prof. Decimvs Primeirvs Jvnivs Brvtvs, e estava a levar a cabo uma visita de estudo pela Península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, igualmente alguma polémica relativamente à origem do nome "Cvnnimbriga", havendo duas teorias com grande aceitação entre os etimologistas:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; "Briga" é um conhecido sufixo celta que significa fortaleza; "Cvnnim" é um termo ainda mais antigo, oriundo de culturas anteriores, de origem indo-europeia, e que significa "planalto rochoso". Portanto, "Cvnnimbriga" seria um local alto e rochoso, defendido por uma guarnição numa fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; A comitiva romana era composta, maioritariamente, por estudantes. Estes, ao chegarem ao local, começaram a fazer grandes algazarras, a altas horas da noite, e a realizar animados desfiles, muito bem regados. Ora, os habitantes locais é que não ficaram muito agradados com este estado de coisas, e foram queixar-se aos responsáveis pela comitiva, o General Decimvs e o Prof. Decimvs Primeirvs. Por causa desta atitude, os estudantes colocaram aos locais o nome de "Cvni Saponae", e a armar brigas frequentes com eles. Daí, acabaria por nascer o nome pelo qual a cidade romana ficaria conhecida, Cvnnimbriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual das duas teorias corresponde à realidade? Não vos sei dizer, e não creio que alguém realmente saiba. Será algo que ficará para sempre perdido no Crepúsculo da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o facto é que os estudantes romanos apaixonam-se pelo local, falam com o General Decimvs e com o Prof. Decimvs Primeirvs, e conseguem convencê-los a enviar um pedido a Roma, um "Vrbanvs Petoitvm", um pedido para fundar ali uma cidade, cuja grandiosidade iria ajudar espalhar o esplendor do Império, e a sua influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roma concordou, e assim nasce Cvnnimbriga, em 138 AC. A primeira coisa a fazer é criar a universidade, a Cvnnimbriga Academia, onde os estudantes se entregam às nobres artes do canto, da filosofia, do consumo de beberagens (no latim, Biberacvli) alcoólicas, do Engatvs, e, quando o tempo o permitia, do Stvdivm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, aliás, da Cvnnimbriga Academia que sai um dos grandes motes da juventude romana da época - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fornicatis Avdatia, Proventvm Infantvs&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, igualmente, neste período que se verifica uma forte explosão demográfica, e um crescimento acentuado do número de jovens casais. Isto levou um grupo de estudantes empreendedores a dar início ao que seria um dos modos de entertenimento infantil mais popular da época, ao qual chamaram Via Sesamvs. Teve início uma época de grande prosperidade para os Cvnnimbriguenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou aproveitar aqui a oportunidade para fazer um pequeno excurso sobre um costume da altura, e que tinha a ver com a forma como os habitantes das terras eram designados. Normalmente, utilizava-se o sufixo "ense", que significa "oriundo de"; ou seja, "Cvnnimbrigvense", "oriundo de Cvnnimbriga". Porém, entre os estudantes, e a população mais jovem, era mais comum a utilização do sufixo "eta", mais informal, que significava "g'anda marado"; ou seja, "Cvnnimbrigreta", "g'anda marado de Cvnnimbriga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este costume sobreviveu até hoje, como se pode comprovar, p.ex., pela dicotomia "Lisbonense" e "Lisboeta". No entanto, houve algumas terras em que este costume nunca foi popular - p.ex., os habitantes da vila de Punhos nunca viram com bons olhos quem os tratava pela designação mais informal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 110 AC, Cvnnimbriga é abalada pela sua primeira convulsão social. Os estudantes vêm para a rua em protesto contra um decreto do Academia Magister Decimvs Primeirvs, que instaura o pagamento de propinas, o designado "Dispendivm Enormis". Durante semanas a fio, os estudantes, em demonstração da sua precária situação económica, dirigem-se com embalagens de pastéis de nata (no latim, Cremoris Laganvmi), pacotes de açucar (Svcarvs) e canela (Cinnamvm) aos cafés e esplanadas, onde se sentam, pedindo apenas bebidas, e exclamando, indignados, que não tinham dinheiro nem para pagar um bolinho ("Monetae Inconcessvs Laganvm Largitio" eram as palavras de ordem estudantis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tempos incertos, que levam à falência de alguns estabelecimentos de repasto, até a crise ser resolvida pelo General Decimvs, fazendo uso de Dialogvs, que era o nome pelo qual era conhecido o seu temível corpo de tropas de elite. Os estudantes acabaram por decidir, numa atitude sensata, que era melhor pagar o "Dispendivm Enormis" que terem de enfrentar o Dialogvs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O costume não se perdeu, e ainda hoje é comum vermos habitantes da zona de Coimbra a realizar este ritual antigo, sentando-se num café com embalagens de pastéis de nata, e pedindo apenas bebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Cvnnimbriga começa a desenvolver-se - é erigido, no reinado de Avgstvs, o Forum Mvlti-Vsvrae, que servia para fins religiosos, comerciais, e de entertenimento. Neste último aspecto, os estudantes foram os mais beneficiados, uma vez que as grandes tourneés de bardos de sucesso passaram a incluir Cvnnimbriga nos seus roteiros. Uma presença que se fez sentir particularmente no local foi a de Qvim Barreirvs, um bardo muito apreciado pelos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra obra importante foi o Aqvaedvctvs, que transportava para Cvnnimbriga quantidades impressionantes de água da nascente situada no local que é hoje designado como Alcabideque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Balinevm Commvnis, os Banhos Públicos, onde os estudantes passavam a vida a subornar os empregados para terem acesso a áreas de onde pudessem espiar o balneário feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado do Imperador Clavdivs, é construído o Cvnnimbriga Theatrvm, com capacidade para 4,000 pessoas. Este passou a ser o local priveligiado para a actuação dos artistas de renome que passavam pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo, a Cvnnimbriga Academia tornou-se num dos mais conceituados estabelecimentos de ensino do Império. Jovens adultos de ambos os sexos deslocavam-se à cidade para terem a sua formação no importante estabelecimento de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto teve como consequência o florescer da vida nocturna, e dos estabelecimentos que a suportam, o que acabou por tornar Cvnnimbriga num pólo de atracção dos romanos que procuravam noites animadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de certa altura, começa a ser frequente a presença de veículos desportivos a circular em alta velocidade por Cvnnimbriga. Particularmente populares eram as quadrigas desportivas da família Ferrarvs, as Ferrari. Tratavam-se de quadrigas pintadas num vermelho vivo, puxadas por cavalos negros, e eram um autêntico terror para os transeuntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cvnnimbriga passou a ser hábito começar a correr quando se vislumbrava algo vermelho, pois o mais certo era ser uma Ferrari. Este hábito manteve-se durante séculos, na região, com resultados desastrosos quando foram colocados em Coimbra os primeiros semáforos. Ainda hoje, muitos habitantes da região praticam esta tradição de acelerar quando vislumbram algo vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado de Vespasiano, a construção em Cvnnimbriga ganha um tom mais monumental, e a cidade atinge o seu auge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a decadência do Império Romano, ocorrem as Barbaricae Incvrsionis, e Cvnnimbriga cai, presa dos imigrantes bárbaros. O plano destes imigrantes era destruir tudo o que pudessem, para depois serem contratados para a construção civil, onde teriam emprego garantido a reconstruir o que eles próprios haviam destruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cvnnimbriga foi arrasada em 468, por imigrantes Suevos, tendo a sua esfera de influência sido transferida para Aeminivm, que deu origem à actual Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Cvnnimbriga? Infelizmente, o concurso para a reconstrução foi embargado por suspeitas de tráfico de influências, e por irregularidades ao nível do Impactvs Ambientae Relatvs, o estudo de impacto ambiental, e a reconstrução acabou por nunca se fazer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115369437994817831?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115369437994817831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115369437994817831' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115369437994817831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115369437994817831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/cvnnimbriga.html' title='Cvnnimbriga'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115344051611887138</id><published>2006-07-21T00:58:00.000+01:00</published><updated>2006-07-21T01:18:00.896+01:00</updated><title type='text'>Aqui... Serei Feliz?</title><content type='html'>O post de hoje é inspirado neste &lt;a href="http://psicologiasdetreta.blogspot.com/2006/07/mistura-de-todas-as-coisas.html"&gt;texto&lt;/a&gt;. Obrigado, A :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É igualmente inspirado por uma conversa sobre publicidade, que tive com uma pessoa que conheci numa festa de aniversário, na semana passada, e que trabalha no sector.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Para que serve a publicidade? Supostamente, para criar num público-alvo o desejo de comprar um produto/serviço (P/S); ou, pelo menos, para criar nesse público-alvo a consciência que esse P/S existe. Reparem na importância do público-alvo. O facto de vermos publicidade que consideramos completamente idiota surge daí - não somos nós o público-alvo dos mesmos. Bem, muitas vezes, até somos, mas isso já é outra questão :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicidade tem uma constante - a felicidade... total e completa. Seja qual for P/S anunciado, irá resolver todos os nossos problemas, tornar-nos mais confiantes, mais seguros, mais atraentes aos olhos do sexo oposto, ou do próprio sexo, ou até de ambos, conforme a (des)orientação de cada um :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Bons Velhos Tempos(TM), o enfoque estava no P/S. A promessa de felicidade estava lá, mas o importante era o P/S. Este havia sido criado para abordar um determinado problema, e nós seríamos felizes ao utilizá-lo nesse sentido. A coisa funcionava, até porque ser feliz não era assim &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tão&lt;/span&gt; complicado. Citando os Queensryche:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Work hard in life boy&lt;br /&gt;There's paradise in the end&lt;br /&gt;Year after year we struggle to gain&lt;br /&gt;The happiness our parents never claimed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They told us all we had to do&lt;br /&gt;Was do what we're told&lt;br /&gt;Buy what was sold,&lt;br /&gt;Invest in gold&lt;br /&gt;And never get old&lt;/span&gt;" (Queensryche - "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;One More Time&lt;/span&gt;")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Tempos Modernos(TM), a história é outra. Somos mais exigentes. Já não acreditamos que uma camisa que mantém um branco puro durante anos nos vá fazer felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de outras coisas... p.ex., um telemóvel que faça com que um conjunto de gajas descerebradas salte de um iate para entrar no nosso bote; uns cereais de pequeno-almoço que nos proporcionem toda a energia da refeição mais importante do dia, mas... sem calorias (talvez isto explique o mau humor que muita gente afirma ter de manhã); ah, e claro... uma água que nos faça emagrecer... por muito que nos empanturremos de chili-burgers e batatas fritas (e Grimbergen Dubbel, claro :) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à roupa? Bem, o branco já não chega. Em breve, imagino que teremos detergentes especiais para cada uma das cores, que teremos que dosear, seguindo fórmulas matemáticas complexas, convenientemente representadas num quadrado de plástico onde as donas-de-casa (toda a gente sabe que são apenas elas que lavam a roupa, acompanhadas das suas mães e avós... estas, por sua vez, têm uma atracção quase lasciva pela lixívia) poderão facilmente calcular qual a mistura correcta para lavar o tal bikini rosa-choque às bolinhas verde-alface, popularizado pela antiga canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, continuam a prometer-nos a mesma coisa - a felicidade. Só que agora, o P/S já não tem o enfoque. O papel principal é dado justamente... a nós, os felizes contemplados (nem que seja apenas por nós próprios). À conta dos mantras da filosofia "customer-oriented" (que eu traduzi, de forma modestamente brilhante, como a filosofia "o cliente que se oriente"), o P/S já nem precisa de resolver o problema para o qual foi criado. O importante é que sejamos felizes. Bem, ou que tenhamos um carro que se transforme em robot, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, esta estratégia poderia parecer algo contra-producente. Afinal, a estrela do anúncio deveria ser o P/S, certo? Bzzzzzt! Resposta errada. Os anunciantes perceberam que nós nos estamos a cagar para o P/S. O que nos interessa é a felicidade. Temos que ser felizes. Temos que perseguir a felicidade, a qualquer custo. Porque a vida tem que ser isso - uma sequência interminável e ininterrupta de momentos perfeitos, plenos de felicidade... tal como os segmentos de anúncios na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse o Sentido da Vida, que nós, finalmente, descobrimos - temos que correr atrás da felicidade, cegos a tudo o resto. Porque tudo o resto, afinal, é secundário - o sofrimento, os desaires, as frustrações, o sacrifício... bah! De que é que isto importa, quando na realidade a única coisa de que precisamos é de ser felizes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes diazinhos cinzentões que vamos tendo, nesta sequência à qual chamamos vida...? São apenas compassos de espera, enquanto perseguimos a felicidade, que encontraremos um dia destes. Não sabemos bem como, mas sabemos que a encontraremos. Desculpa...? Não ouvi, podes repetir? Ah, como é que vamos saber, quando a encontrarmos? Epa, é simples, é... é... bem, quero dizer, ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez não queira... ou não saiba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como toda a gente, procuro a felicidade. Tenho dias em que gostava que a minha vida fosse diferente, com aquele tal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;je ne sais quois&lt;/span&gt;, que - justamente por não saber o que é - me faz sentir tão inadequado. Em tempos, estes dias eram o meu dia-a-dia. Hoje em dia, felizmente, são raríssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque aprendi, entre outras coisas, que esta felicidade baseada num suposto "realizar o potencial máximo de perfeição que cada momento tem para me oferecer" (aka, "viver a vida ao máximo") não é para mim. Não preciso de disfarçar ou apagar o cinzento da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque isso é inútil, porque a  vida é, maioritariamente, o cinzento. Como disse George Orwell: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Most people get a fair amount of fun out of their lives, but on balance life is suffering, and only the very young or the very foolish imagine otherwise&lt;/span&gt;". Por mim, subscrevo sem reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu cinzento é importantíssimo. Não me quero livrar dele nunca. Não acredito na vida sem cinzento, que creio existir apenas num conjunto de revistas, livros, filmes, novelas, etc, que tentam, de forma quase desesperada, levar as pessoas a esquecer a existência desta cor tão importante; ou, por outras palavras, afastar as pessoas da realidade, "protegendo-as" com um escudo cor-de-rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero o meu sofrimento, as minhas frustrações, os meus vícios e defeitos, que tenho que combater diariamente, a minha rotina, que é minha, e que eu tenho que apreciar, pois é uma das melhores coisas que a vida me dá - sem a rotina, eu não teria como dar o verdadeiro valor àquilo que a quebra. É por tudo isto - o bom e o mau - que vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que não preciso de ir desvairar ao weekend para me esquecer da existência cinzenta do dia-a-dia semanal, porque... o meu dia-a-dia semanal tem, felizmente, outras cores, que se entrelaçam no cinzento, sem nunca o obliterarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu dia-a-dia semanal tem almoços que são almoços, durem meia-hora ou duas horas e meia. E isto acontece porque tenho a sorte de ter, no meu local de trabalho, amigos, e não apenas colegas. Amigos que me aturam. Amigos que me picam e me provocam. Amigos que discutem comigo e uns com os outros. Amigos que me dizem "Estás a dizer merda" quando acham que estou a dizer merda. Amigos que me inspiram. Amigos que gozam com as minhas "pseudo-desgraças", e que permitem que eu goze com as deles. Sim, a palavra "amigos" inclui-vos também a vocês, as amigas, OK? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu dia-a-dia semanal tem contactos com outros amigos. Alguns, aqui tão perto, outros nem por isso. Alguns que um dia são quase íntimos e que noutro precisam de erguer barreiras, por algum motivo que não querem - nem têm qualquer obrigação de - confessar. Afinal, também eles procuram o seu equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu dia-a-dia semanal é preenchido com tudo aquilo que a vida tem, em doses diferentes, que me obrigam a estar em permanente busca do meu equilíbrio, por muito desequilibrado que este possa parecer aos outros. Porque é aí que encontro a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chega? Nem sempre. Às vezes, sinto falta de algo mais, que tem estado ausente da minha vida há já algum tempo. Mas não deixo que isso me cegue, nem que me impeça de aproveitar aquilo que tenho neste momento. Quanto mais não fosse, porque a vida é demasiado incerta para viver no amanhã - hoje estou aqui, vivo e aparentemente são; amanhã...? Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa eu sei - abraço o cinzento, e revejo-me nele, e sei que faz parte de mim. E quando um desses momentos memoráveis se cruza no meu caminho, e eu tenho a imensa felicidade de estar preparado para ele, disfruto-o, dure ele segundos ou anos. E depois, quando ele passa, regresso à minha realidade; sem problemas, sem dramas, sem quem-me-dera-que-a-vida-fosse-sempre-assim... com a saudade, sem qualquer sombra de dúvida... a saudade de um "Que bem se está no campo", ou de um "A tua tigrinha adora-te"... ou até mesmo de um "Acho-te mesmo giro" (eu era jovem, e ela também; além disso, ela tinha graves problemas de visão, coitada... :D ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso àquilo que sou, hopefully enriquecido por aquilo que fui. Para mim, neste momento, é isto a vida - uma imensa tela cinzenta, onde tenho a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;felicidade&lt;/span&gt; de, por vezes, poder dar umas pinceladas de outra cor, e permitir que outros o façam. É esta a felicidade que procuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já agora, termino com uma questão completamente tangencial - para que raio serve a campanha publicitária da Santa Casa, que deve ter sido estupidamente cara? Seria de pensar que, com tantas obras para ajudar, eles tivessem mais onde gastar o dinheiro do que numa publicidade faraónica, não?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115344051611887138?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115344051611887138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115344051611887138' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115344051611887138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115344051611887138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/aqui-serei-feliz.html' title='Aqui... Serei Feliz?'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115329012296971949</id><published>2006-07-19T07:13:00.000+01:00</published><updated>2006-07-19T07:22:35.930+01:00</updated><title type='text'>Bullshit</title><content type='html'>Data original: 2005-09-15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um conceito fabuloso chamado "bullshit". Não sei bem como traduzir isto para português; talvez "tretas" seja o mais indicado, mas parece-me que lhe falta alguma força. Um dos exemplos mais perfeitos de bullshit são os discursos políticos; aliás, eu diria que os políticos são o exemplo supremo do "bullshit artist".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, estava há uns tempos a ver o "Coupling", quando me deparei com uma pérola do "bullshit" à qual nunca tinha prestado a devida atenção. A certa altura, a Susan diz o seguinte: "As mulheres querem homens que não aceitem um 'não' como resposta".&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Parei o DVD e fiquei a ouvir o som de engrenagens a trabalhar furiosamente. Por fim, decidi que, por muito que pensasse no assunto, aquilo não fazia qualquer sentido, e lá reduzi a actividade da minha máquina cerebral. Entretanto, coloquei a ideia de molho, e deixei-a apurar; utilizei uma receita de molho de cerveja com mostarda, que deve ser fabulosa (ouvi dizer que é uma das preferidas do colesterol). Até que um dia abri a janela e fui, finalmente, atingido por uma teoria que passava por ali (a Compreensão estava de folga nesse dia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, não vou dizer que esta teoria é minha, apesar de nunca a ter visto antes do tal dia em que abri a janela. Se alguém souber quem é o seu proprietário, podem dar-lhe o meu contacto, que eu devolvo-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se levarmos à letra a frase "As mulheres querem homens que não aceitem um 'não' como resposta", então a violação deixaria de ser crime; dizer que isto é uma péssima ideia seria o mesmo que dizer que o Hitler foi um gajo chatinho que andou a melgar meio mundo durante meia dúzia de anos. Como tantas outras frases feitas (que soam bem mas não servem para nada), também esta exige uma certa análise sensata e conclusiva para conseguirmos obter algo que faça um mínimo de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, há milhões de anos atrás, as coisas deveriam ter sido mais simples. Até que, um dia... imaginemos um diálogo entre duas mulheres pré-históricas (Nurmaltchuka e Tatatchuka), há alguns milhares de anos atrás, no final do Paleolítico, durante a festa de aniversário da revista "Cosmagnon", na s'pé-famosa gruta/bar/restaurante/discoteca/lavandaria/sex shop/cabeleireiro/ervanária "Selva de Pedra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Nurmaltchuka: Oooh Urgh Iaaargh Ah Ah Ih Ah Oh?&lt;br /&gt;Tatatchuka: Airgh Airgh Iak Iak Iak Urgh Ia Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;bem, se calhar é melhor passarmos para uma versão dobrada, não acham? Os turistas que me desculpem&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N: Achas mesmo que o Urgh está interessado em mim?&lt;br /&gt;T: Não tirou os olhos de ti a noite toda...&lt;br /&gt;N: Sim, mas...&lt;br /&gt;T: E aproveitou todas as oportunidadea para vir conversar contigo. É óbvio que está interessado. Sabes o que tens a fazer, certo?&lt;br /&gt;N: Bem, OK, vou abrir o jogo e dizer-lhe que também estou interessada e...&lt;br /&gt;T (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;em pânico&lt;/span&gt;): Nãããããoooo!&lt;br /&gt;N (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;surpreendida e alarmada&lt;/span&gt;): Que foi?&lt;br /&gt;T: Estás parva ou quê? Vê lá se queres levar com o jornal na cabeça! (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;pode não parecer uma grande ameaça, até nos lembrarmos que os jornais eram feitos de pedra. A edição de Domingo era particularmente dolorosa; apanhá-la do chão sem deixar cair nos pés nenhum dos suplementos que se encontravam no seu interior era uma arte&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;N: Mas, se eu estou interessada nele, e ele parece interessado em mim, porque é que não poss...?&lt;br /&gt;T: Não podes! A mulher moderna já não é assim. Tu parece que ainda vives no tempo das Australopithecas!&lt;br /&gt;N: Então, o que tenho que fazer...?&lt;br /&gt;T: Repara... tu estás interessada nele, certo?&lt;br /&gt;N: Certo.&lt;br /&gt;T: E achas - mas não tens a certeza - que ele está interessado em ti, certo?&lt;br /&gt;N: Sim...&lt;br /&gt;T (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;fazendo aquela cara de felicidade parva e fingida que costumava ver no final dos anúncios de detergentes&lt;/span&gt;): Então, é simples! É só dares-lhe a entender que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não&lt;/span&gt; estás interessada nele, percebes?&lt;br /&gt;N (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;fazendo aquela cara de confusão bastante genuína, que raramente aparecia nos anúncios de detergentes, ou em qualquer outro anúncio&lt;/span&gt;): Não.&lt;br /&gt;T: Não importa. Faz o que te digo, que vais ver que resulta. Quando ele perceber que não estás interessada, vai ficar ainda mais interessado.&lt;br /&gt;N: Então, e se não ficar?&lt;br /&gt;T: Nesse caso, não tiveste que lidar com o facto de te mostrares interessada e levares uma trampa. E ficas com a certeza de que ele não estava &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; interessado, porque não reforçou o seu interesse ao perceber que tu não estavas interessada, que seria a primeira reacção que teria alguém que estivesse realmente interessado e que fosse confrontado com a falta de interesse por parte da pessoa por quem estivesse interessado.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quando é explicado de uma forma simples, até faz sentido, não acham? Há milhares de anos atrás, quando uma mulher demonstrava interesse num homem e ele não estava interessado, a tradição era que ele tinha que lhe atirar com um monte de trampa para cima; a expressão utilizada era "levar uma trampa", que evoluiu para o moderno "levar uma tampa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, por uma questão não tanto de dignidade, mas mais de higiene, a mulher começou a utilizar o subterfúgio de ocultar o seu interesse por detrás de "nãos" que queriam dizer "sim", e deixar que o homem assumisse - e mantivesse, mesmo contra todos os indícios - a iniciativa. E hoje em dia, apesar de já nenhum dos actuais macacos da jaula pertencer ao grupo original, quem é que se atreve a contrariar isto e subir ao banco para apanhar o cacho de bananas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, é esta a minha teoria, com uma explicação lógica para este tipo de comportamento sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar, isto nunca aconteceu. Se calhar, a minha teoria deveria ser a seguinte: A malta (homens e mulheres) curte o jogo de sedução, com toda a sua teia de subtilezas, porque lhes permite retirar a equipa de campo de forma discreta, como se nunca tivessem pretendido jogar. Não é que toda esta dissimulação seja divertida ou dê realmente grande gozo, mas é que a alternativa é abrir o jogo colocando as cartas na mesa, e a malta (homens e mulheres) tem alguns problemas sérios a lidar com a rejeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a malta (homens e mulheres), quando é confrontada com a rejeição, não pensa... (bem, poderia acabar a frase aqui, que faria sentido, e seria uma grande verdade, mas vou continuar) não pensa "OK, desta vez não deu, next please"; ao que parece, é muito mais divertido pensar "Oh, meu Deus, fui rejeitado(a)! E agora? O que será de mim? Certamente que existe algo de errado comigo, senão não teria que passar pelo suplício da rejeição! Será do meu mau hálito?". O que acaba por dinamizar a economia, criando um conjunto considerável de postos de trabalho no campo da psicologia/psiquiatria, para além de um possante mercado para as revistas do bullshit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, tratam-se de deficiências de dois nutrientes essenciais para o equilíbrio psíquico: Auto-confiança, para poder acabar com o jogo de dissimul... er, quero dizer, subtileza; e auto-estima, para aceitar que haverá pessoas que não estão interessadas, que isso é normal, e que não é o fim do mundo. Talvez esteja aqui uma oportunidade de negócio para o pessoal que vende suplementos alimentares - arranjar um produto que elimine as deficiências destes nutrientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na série "Coupling", há um personagem chamado Patrick, que é o engatatão lá do sítio. A sua filosofia resume-se esplendidamente nos dois seguintes diálogos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sally: Existe alguma forma de comportamento feminino que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não&lt;/span&gt; interpretes como sendo uma indicação de que és atraente?&lt;br /&gt;Patrick: Acho que nunca vi tal coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sally: Como é que chamas a alguém com quem sais, mas com quem não queres ter sexo?&lt;br /&gt;Patrick: Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem imensos defeitos, todos retratados - naturalmente - da forma mais cómica possível. Mas há um aspecto que considero admirável - é apresentado como sendo o tipo de pessoa a quem a rejeição pouco ou nada afecta; faz-se ao piso sem qualquer tipo de dissimulação ou ambiguidade, leva uma tampa, e continua como se nada tivesse acontecido, à procura do próximo "piso" para "se fazer". Neste aspecto específico, lembra-me o verso da música "Easy Come, Easy Go" dos Winger - "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Play the game like you've already won&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, este tipo de comportamento é rotulado de insensível, superficial, e coisas piores (principalmente se se verificar numa mulher). Talvez o seja, talvez não... só acho piada que, por oposição, o que imagino que seja considerado sensível - até mesmo sensato - é sermos dissimulad... er, perdão, subtis. Qual era mesmo o tema de hoje? Ah, sim... &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;bullshit!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115329012296971949?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115329012296971949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115329012296971949' title='40 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115329012296971949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115329012296971949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/bullshit.html' title='Bullshit'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>40</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115312016670340944</id><published>2006-07-17T07:52:00.000+01:00</published><updated>2006-07-17T08:11:37.123+01:00</updated><title type='text'>SIEL 2.0</title><content type='html'>Bem, e lá fui então visitar o &lt;a href="http://www.salaoerotico.com/"&gt;Salão Erótico&lt;/a&gt;, graças a um convite que um amigo me arranjou.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Assim que entrei, o primeiro ponto negativo (epa, isto não há como o portuga para criticar, não é? :) ) - o barulho. Era para aí uma dezena de sistemas de som, cada um deles a tentar provar aos outros que o seu volume era o mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;comprido&lt;/span&gt; :) Qualquer um deles obrigado a uma performance que já não conseguia aguentar, e diria mesmo que alguns já deveriam estar na reforma, pelo menos as colunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não é que não estivesse à espera do barulho, mas admito que a falta de qualidade do mesmo me surpreendeu, pela negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, depois, o perceber do porquê dos 20 euros que pediam por cada bilhete - para quem curte espectáculos de strip, é uma pechincha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar uma vista de olhos pelos stands, para aí em meia-hora... e pronto, está visto! A sério! O que dá um pouco de colorido à coisa são os referidos espectáculos, para o menino e para a menina; sim, gajas, tinham lá um stand exclusivamente para vocês, e outros tinham uma filosofia mista - no palco, ora haviam gajas, ora haviam gajos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que subir ao palco ali deve causar uma certa frustração devido à imensa e efervescente falta de entusiasmo do portuga; as únicas manifestações que vi eram num palco onde elas atiravam umas t-shirts no fim da performance. Aí era só ver braços no ar, e a malta toda a pedir uma t-shirt. Pode parecer-vos estranho tanto entusiasmo por uma t-shirt, mas é que as moçoilas iam-nas esfregando por zonas estratégicas do corpo, o que para um verdadeiro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;conaisseur&lt;/span&gt; (sim, é um trocadilho bastante óbvio, eu sei, patenteado pelo erro, yadda, yadda, yadda... também tenho direito a descambar de vez em quando, não? :) ) tem um valor inestimável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, foi nesse palco (mesmo defronte do stand da Private) que vi os melhores shows. Não é que elas fossem mais bonitas ou mais bem feitas... era a atitude. É verdade que houve uma &lt;a href="http://www.eurobabeindex.com/sbandoindex/rachel.html"&gt;moçoila&lt;/a&gt; que me deixou deslumbrado. Para isso contribuiu o facto de ter passado por nós mesmo à entrada... tive de fazer um esforço para não ir buscar o queixo ao chão (sim, Davide, eu disse que já não me lembrava, porque pensei que tinhas dito que ela tinha passado por nós lá dentro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, a foto não lhe faz justiça; ela é muito mais bonita ao vivo. De qualquer forma, é melhor que a foto que a organização escolheu para colocar atrás do palco - nessa foto, a beleza dela estava completamente &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;destruída&lt;/span&gt; pela maquilhagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, estávamos na atitude. Para além da Jennifer Stone (a moça de que falo acima), vi também a &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/super_elite/news.asp?id_news=4186"&gt;Sónia Baby&lt;/a&gt; (já lá voltaremos), sem correntes :) e uma moça francesa, cujo nome me esqueci - não tenho nada contra ela, antes pelo contrário, mas foi das primeiras que vi, e quando saí de lá já estava um pouco saturado daquilo tudo, além de estar à rasca dos ouvidos e da garganta.  Houve pormenores que se perderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que gostei em qualquer uma destas três mulheres foi justamente o facto de terem conseguido fazer uma actuação daquelas com uma desinibição do tamanho do mundo. Don't get me wrong - qualquer uma daquelas pessoas - homens e mulheres - que actuou em qualquer um dos palcos tem um grau de desinibição anos-luz à frente do que eu conseguiria ter. Mas estas três conseguiram deixar todos os outros anos-luz atrás delas - o sorriso, a forma como se tocavam, os movimentos... epa, admito que fiquei fascinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, uma questão que não consigo compreender foi-me colocada constantemente diante dos olhos - o raio dos saltos altos! Todas elas utilizavam saltos que dariam para fazer umas torres aí numa urbanização qualquer. E eu continuo sem perceber porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, já toda a gente me disse que as torna mais elegantes, mais sexy, mais isto, mais aquilo. Por mim, tenho a mesma opinião que tenho sobre o marisco - não é que seja mau, mas dá demasiado trabalho a descascar, para o prazer que dá a comer. Quanto aos saltos altos, dão demasiados &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/High_heels#Foot_and_tendon_problems"&gt;problemas&lt;/a&gt; para o efeito que causam (sim, eu sei... estou na minoria; mas não me importo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que o efeito dos saltos altos, no meio de toda a equação que torna uma mulher excitante, é desprezável. E, voltando então à Sónia, posso apenas dizer isto - uma mulher que tem desinibição para colocar uma garrafa de água entre as pernas, despejar metade para dentro de si, andar pelo palco sem deixar cair uma gota, deitar-se, abrir as pernas para o público, e - utilizando apenas força muscular - lançar um jacto de água para cima deles, conseguindo inclusivé fazê-lo descrever um arco... epa, até me podia aparecer de chinelos de enfiar o dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. É só. Ah, e acabei até por fazer uma compra e tudo, vejam lá :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115312016670340944?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115312016670340944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115312016670340944' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115312016670340944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115312016670340944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/siel-20.html' title='SIEL 2.0'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115301413616366849</id><published>2006-07-16T02:26:00.000+01:00</published><updated>2006-07-16T02:52:01.630+01:00</updated><title type='text'>O Polvo</title><content type='html'>O post de hoje poderá parecer-vos algo... enigmático. Se tiverem pachorra para isso, humor me. Senão, vão dar uma volta pela net, a ver gajas... sim, isto é um conselho para os gajos. E as gajas? Enfim, vão fazer aquilo que vocês costumam fazer online, seja lá isso o que for :)&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Eu trabalho numa empresa com dimensão suficiente para me corresponder por e-mail com pessoas que não conheço. Não saberia quem são, se elas me aparecessem à frente no preciso momento em que eu estive-se a criticar a sua fraca utilização do imperfeito do conjuntivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando essa comunicação é burocrática, não há nada mais a acrescentar. Eu envio um mail a dizer "O projecto de envio de tomates assassinos para Marte arrancou com sucesso, dentro do prazo previsto", e recebo uma resposta que pode ir de um trepidante "OK" até um entusiasmante "Tomei conhecimento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, a comunicação adquire um outro cariz. P.ex., quando há problemas - podemos entrar em conflito, ou podemos ter que nos aliar para atac... er, perdão, para obter a colaboração de uma terceira pessoa. Formam-se laços, cumplicidades até, entre pessoas que nunca se viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formamos ideias sobre essas pessoas - a sua aparência, o que vestem, o que comem... nascem dúvidas - utilizarão palito ou fio dental? Ou ambos, num misto de modernismo enlightened sem abdicar do tradicionalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, às vezes, o acaso faz com que as conheçamos. No aniversário de um colega; num jantar organizado pela empresa; numa viagem organizada por um grupo que insiste, por pura carolice (abençoada seja), em organizar eventos que permitam que estas pessoas que não se conhecem (e que por vezes até moram em cidades diferentes) possam conviver um pouco; em cursos de cozinha vegetariana, organizados pelos mesmos "carolas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois é engraçado quando finalmente podemos colocar caras nos mails... Ah, então tu é que és a brux... er, quero dizer, a colega que me está constantemente a dizer que tenho que justificar aqueles 10 segundos que me atraso de vez em quando. Epa, não és nada como te imaginei... Sim, se soubesse que tinhas esse par de mamas, já tinha ido lá ao teu estaminé protestar... não, pessoal, nunca disse isso... nem pensei :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi muito giro poder conhecer alguns dos tentáculos do polvo. Não conhecia a maioria das pessoas, mas isso é o menos. Afinal, estes eventos existem mesmo é para a malta se conhecer. Para tentarmos dar a conhecer quem somos, de onde vimos, para onde vamos, etc. Curti bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este polvo só faltou um pouco do que tem o outro (o da série de TV). Não, não é uma mente criminosa, porque isso acho que até se arranjava com facilidade :) Faltou uma unidade central de comando. Mas isso acabou por ter a vantagem de me proporcionar um conhecimento mais extenso de Benfica e de outras terriolas circundantes, cujos nomes desconheço, e onde não seria capaz de voltar, nem que fosse para ganhar o jackpot do EuroMilhões :) Desde voltas "tipo carrocel" a rotundas até viagens pela faixa do bus (que, por acaso, era a única no sentido em que íamos), houve de tudo um pouco. Foi só rir :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, adorei. Apesar de ter acabado por me perder dos restantes tentáculos, no final da noite. Tal como disse no SMS, Another time, another place. Haverá outra oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem contar comigo. Ou, só para picar alguém, "Adorei. Vou voltar" :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me deixarem voltar, claro :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:* &amp; []&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Boa sorte, rapaz! Vai tudo correr bem! Daqui a uns anos poderás contar ao miúdo o susto que ele vos pregou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PPS: O "À Volta da Lareira" não é só para contos de fadas/infantis. Quando voltar a pegar nele (salvo seja :) ), poderão ter oportunidade de verificar isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115301413616366849?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115301413616366849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115301413616366849' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115301413616366849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115301413616366849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/o-polvo.html' title='O Polvo'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115297704743573194</id><published>2006-07-15T16:07:00.000+01:00</published><updated>2006-07-15T16:24:08.206+01:00</updated><title type='text'>Odds &amp; Ends</title><content type='html'>Hoje, fico-me por algumas notícias...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Uns têm apitos dourados...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros fazem as coisas &lt;a href="http://en.wikinews.org/wiki/Juventus%2C_Lazio_and_Fiorentina_relegated_from_Italy%27s_Serie_A"&gt;como deve ser&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois de terem sido campeões do Mundo, aqui estão os italianos a dar novamente uma lição de futebol a tudo e todos. Veremos se é para valer, ou se irão recuar nas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto... é por isto que, apesar de não ser grande fã de bola, até admiro o futebol em alguns países, e me estou a cagar completamente para o futebol de cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Messengices&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sou um grande fã do messenger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, ainda ninguém me conseguiu fazer ver uma vantagem clara do messenger sobre o e-mail. Quanto ao velho argumento de que o messenger é mais imediato,... eh eh... depende da forma como utilizarem o mail. Por mim, há "conversas" em que mal fiz reply, já lá tenho mais meia-dúzia deles para ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, desde que haja algo para dizer, tão imediato é um como outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, para todos os fãs destas coisas, aqui vai uma boa notícia. A Microsoft e a Yahoo vão finalmente fazer aquilo que já deveriam ter feito há séculos, e &lt;a href="http://en.wikinews.org/wiki/Microsoft_and_Yahoo%21_link_their_instant_messaging_services"&gt;permitir a interoperabilidade entre os seus messengers&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Misticismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Epa, vejam lá vocês! Quem diria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um &lt;a href="http://en.wikinews.org/wiki/Psilocybin_induces_mystical_and_spiritual_experiences:_study"&gt;estudo&lt;/a&gt; demonstra que uma droga alucinogénica provoca experiências místicas e espirituais. No shit??!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tendo em conta que o efeito da droga é descrito como sendo "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Psilocybin"&gt;comparable to those of a shorter LSD trip&lt;/a&gt;", só me ocorre dizer que fiquei muito, muito, muito, muito, muito &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pouco&lt;/span&gt; surpreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, diz-se que «&lt;span style="font-style:italic;"&gt;61% of subjects reported a "complete mystical experience"&lt;/span&gt;». Não??!! A sério??!! Depois de tomarem uma droga &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;alucinogénica&lt;/span&gt;??!! Fuck! Ele há com cada coisa mais estranha, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, gostava que tivessem partilhado com a malta relatos dessas tais experiências. Tenho uma certa curiosidade em saber se se teriam passado com Jesus, com um canguru verde-alface a beber cerveja e a cantar a "&lt;a href="http://www.hicom.net/~oedipus/books/philo.html"&gt;Philosopher's Song&lt;/a&gt;", ou - para os mais espiritualmente avançados - com ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio disto tudo, há um pormenor que talvez deva ser levado a sério - "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Two months after taking psilocybin, 79% of the participants reported moderately to greatly increased life satisfaction and sense of well-being&lt;/span&gt;". Se calhar, convinha investigar quais foram os danos ao cérebro, para que isto se tivesse verificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já agora, começar a tomar cuidado. É que se os governos se interessam por isto, o nosso "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brave_new_world"&gt;Brave New World&lt;/a&gt;" pode chegar mais depressa que o que esperamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, gosto de sexo, e o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Brave New World&lt;/span&gt; tem alguns factores imensamente atraentes... mas também dou valor a outros aspectos da vida... nem tanto ao 8, nem tanto ao 80 :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115297704743573194?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115297704743573194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115297704743573194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115297704743573194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115297704743573194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/odds-ends.html' title='Odds &amp; Ends'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115266216942560333</id><published>2006-07-12T00:02:00.000+01:00</published><updated>2006-07-12T00:56:09.446+01:00</updated><title type='text'>Orgulhosamente só</title><content type='html'>Data original: 2005-09-13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns tempos fiz um post acerca de formas de gerir conflitos numa relação. Disse na altura que o método que me metia mais confusão era o que se baseava na telepatia, i.e., na capacidade que cada um precisa de ter para adivinhar o que o outro está a sentir/pensar. Afinal, sendo uma relação entre duas pessoas algo tão &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;simples e linear&lt;/span&gt;, compreende-se que seja necessário acrescentar propositadamente um pouco de dificuldade, para que a coisa não se torne demasiado aborrecida.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Dizia eu nesse post que não percebia muito bem o que levava as pessoas a fazer isto. Alguém me respondeu, apontando para um motivo que faz algum sentido - o orgulho. Este manifestar-se-ia em dois aspectos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Orgulho puro e simples.&lt;/span&gt; Não falamos porque sabemos que temos razão e a outra pessoa tem mais é que se tocar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Não dar parte de fraco.&lt;/span&gt; Não seremos nós os primeiros a ceder e a dizer que algo está errado, nem que a vaca tussa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro aspecto é de entendimento fácil - chama-se &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;arrogância&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo deixou-me bastante confuso. Devo ter perdido algum episódio da novela... mas talvez vocês, gente mais informada do que eu, me possam explicar desde quando é que admitir que algo vai errado numa relação e querer analisar/resolver os problemas é "ceder" ou "dar parte de fraco"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos o seguinte cenário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Anacleto está na sala a ver a bola. A Maria Engrácia está na cozinha a passar a ferro e a ver as novelas da TVI, antes que estas se transformem em propaganda da IURD&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anacleto: Mary!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria: Sim, 'mor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A: Trazes-me uma jola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Estou a passar a ferro, querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A: Sim, eu sei, e eu estou a ver a bola. Se me levanto para ir buscar a jola posso perder uma jogada perigosa, ou até mesmo um golo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ouve-se o barulho de vapor a alta pressão na cozinha. Contrariamente ao que pensa Anacleto, não é uma avaria na porcaria do ferro - ele bem a avisou para não comprar aqueles ferros todos pipis, e comprar um ferro à antiga, como o que a mãe dele sempre usou - mas sim a "Mary" que já está a ferver&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora se a "Mary" se dirigir à sala e disser algo do género "Levanta a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt; da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt; do sofá, e vai tu buscar a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt; da cerveja, meu filho da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(pi)&lt;/span&gt;, etc", será caso para suspeitarmos que ela poderá estar um tudo-nada na defensiva, no que respeita ao desenrolar da vida do casal; digo "na defensiva" porque, como todos sabemos, a melhor defesa é o ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma maneira de fazer passar a mensagem, mas talvez não seja a melhor, a não ser que o objectivo seja limpar as teias de aranha das cordas vocais do casal, e vingar-se dos vizinhos de baixo, que insistem em aspirar a casa todas as quartas-feiras, às 03:15 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se a "Mary":&lt;br /&gt;- contar até 10, para deixar sair o vapor (poderá ter que incluir as centésimas na contagem, i.e., "1, 1.01, 1.02, 1.03, etc");&lt;br /&gt;- chegar à sala;&lt;br /&gt;- desligar a TV;&lt;br /&gt;- sacar da perna de presunto que levava escondida atrás das costas e der com ela na cabeça do Anacleto, para pôr fim às suas reclamações incoerentes e indignadas de que estava a ver a bola;&lt;br /&gt;- esperar que ele recupere os sentidos;&lt;br /&gt;- e, por fim, conseguir ter uma conversa franca e aberta sobre o que está a correr mal na relação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguém terá que me explicar onde, no meio de tudo isto, está o "dar parte de fraco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu defendo justamente o contrário. A pessoa que toma a iniciativa de dizer "precisamos de falar" é justamente aquela que, potencialmente, poderá demonstrar mais auto-confiança e maior segurança naquilo que sente e pensa; por oposição, aqueles que optam por evitar a discussão dos assuntos que os incomodam demonstram apenas uma coisa: receio de pegar no conjunto de valores pelos quais regem a sua vida e colocá-los in the spotlight. Talvez evitem a discussão não por uma questão de orgulho, ou para evitar uma hipotética "demonstração de fraqueza", mas porque não têm confiança suficiente nos seus argumentos e nas suas razões para os submeterem a um teste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheira-me um bocado a cobardia... mas também é certo que muitas "demonstrações de força" (expressão utilizada por oposição à tal "demonstração de fraqueza") não passam disso - cobardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115266216942560333?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115266216942560333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115266216942560333' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115266216942560333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115266216942560333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/orgulhosamente-s.html' title='Orgulhosamente só'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115246631659864702</id><published>2006-07-09T17:53:00.000+01:00</published><updated>2006-07-09T18:31:56.620+01:00</updated><title type='text'>Deve ser complicado ser mulher... II</title><content type='html'>Não, este post não tem nada a ver com o anterior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereci o "Diário da tua ausência" à minha irmã. A conselho de uma gaja, meninos e meninas, não se assustem - nunca me ocorreria, de minha livre e espontânea vontade, oferecer um livro com tal apresentação...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;E foi justamente essa apresentação que me fez pegar nele e começar a lê-lo... sabem, aquela habitual bi-polaridade, aquela coisa de "a mulher, enquanto criatura corajosa, sensata, sábia" e outros adjectivos plenos de superlatividade e "all things good &amp; fine", que neste momentos não me ocorrem... tendo por extremo oposto "o homem, com o seu corpo musculado q.b. e as suas qualidades que fazem com que a mulher não tenha outra alternativa senão apaixonar-se por ele"... but, alas... ele está possuído pela imaturidade, pela intranquilidade, pelo desejo de percorrer todos os caminhos, de palmilhar todas as quintas, de visitar todas as sex-shops... enfim, dava um grande filme, se calhar... mas não um filme grande, a não ser que fosse filmado pelo Manoel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, resumo a minha opinião a uma única exclamação - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jejúje!!!!! Abrenúnchio, Chenor, shalbai-nos!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gajas... digam-me lá, a sério... pelo menos uma vez na vida, sem duplos significados, nem "enigmatices", nem outras merdas acabadas em "ices" e "ezas"... vocês são mesmo assim? Vocês &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pensam&lt;/span&gt; mesmo assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem me responder "sim"... só posso dizer "Lamento, caríssima. Fazes-me pena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os homens não fazem a mínima ideia do que é o amor antes dos trinta anos. E depois, a maior parte das vezes, não sabem o que fazer com ele&lt;/span&gt;" (Margarida Rebelo Pinto, "Diário da tua ausência")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso encarar isto como um mantra, para ser entoado vezes sem conta, com um objectivo auto-reconfortante. Sim, existem outros métodos para o auto-reconforto, normalmente recorrendo a instrumentos vibratórios, mas o objectivo aqui é massajar o ego, e não o corpo. Basicamente, é uma daquelas formas que as mulheres utilizam para criarem a bi-polaridade - ilusória - de que falo acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres, esses seres superiores, plenos de sabedoria, sabem perfeitamente o que é o amor. Aliás, de tal forma o sabem, que a autora, no parágrafo seguinte, utiliza a definição de amor apresentada &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;por um homem!!!!&lt;/span&gt; Hello! Inconsistency, anyone? Deve ser, certamente, um desses homens que encerra no seu corpo uma alma de mulher, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, quase que consigo imaginar legiões de gajas por esse país fora a lerem isto, e engolirem cada patranh... er, quero dizer, palavra, e a aceitarem este mantra como verdadeiro, e a entoarem fabulosos cânticos, que irão controlar as suas vidas por um longo período de tempo... que, infelizmente para algumas, poderá ser demasiado longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda me perguntam porque digo "Fazes-me pena"...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hoje quase todas as pessoas o são!...&lt;/span&gt;" (nota: levianas) "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Falam em amor como se fosse um frasco de amaciador para a alma, acessível a todos, à distância de um braço numa prateleira de supermercado&lt;/span&gt;" (Margarida Rebelo Pinto, "Diário da tua ausência")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa, lamento imenso estar a perturbar a fantasia de alguém com a minha intervenção político-amorosa, mas... sim, é verdade. Não sei o que é o amor (faço a minha ideia, mas é minha), mas se há característica que não duvido que tenha é a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está ali mesmo, ao alcance de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;toda&lt;/span&gt; a gente. Não na prateleira dos amaciadores, mas sim naqueles expositores mesmo ao pé das caixas, juntamente com todas as outras coisas que temos tendência a ignorar e a esquecer-nos. Sim, meninos e meninas, esses expositores existem devido a inúmeros estudos, realizados por aindas mais inúmeros cientistas dedicados e inteligentes, que provaram que há um conjunto de itens que temos tendência a ignorar, excepto quando nos são colocados mesmo à frente do trombil. Ora, o amor, se estiver em alguma prateleira de supermercado, tem tudo para estar aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sou daqueles que acredita não só que o amor é acessível a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;todos&lt;/span&gt;, como ainda por cima está &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; à distância de um braço. Se as pessoas não querem esticar o braço, isso já é problema delas. E, muito sinceramente, clichés idiotas sobre como os homens abaixo dos 30 são isto e acima dos 30 são aquilo só têm uma consequência - manter quieto um número cada vez maior de braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda me perguntam porque digo "Fazes-me pena"...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, vamos rir um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O desejo é tão evidente na natureza masculina como o amor o é na natureza feminina. Primeiro, eles desejam-nos como presas e troféus. E só depois, muito raramente, se apaixonam por nós. Nós só os desejamos se já os amamos&lt;/span&gt;" (Margarida Rebelo Pinto, "Diário da tua ausência")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo fazer aqui um comentário sério porque é muito difícil fazer um comentário sério quando me estou a rebolar a rir no chão. Sendo assim, e porque fiquei tão contagiado por este exemplo de sensatez e insight, decidi retribuir, com alguns pensamentos igualmente sensatos e insightful, nomeadamente:&lt;br /&gt;- A nabice ao volante é tão evidente na natureza feminina como a perícia na condução o é na natureza masculina. Primeiro, elas aceleram como se estivessem a disputar troféus. E só depois, quando já têm o carro enfiado na árvore, se lembram de nós. Nós só desejávamos que elas amassem tanto o travão como amam o acelerador.&lt;br /&gt;- A tendência para se desfazer em lágrimas por dá-cá-aquela-palha é tão evidente na natureza feminina como a falta de pachorra para com essas manifestações lacrimejantes o é na natureza masculina. Primeiro, parecem estar presas nas garras de Balbucius, e não conseguem dizer uma frase com nexo. E só depois, muito raramente, se apercebem da figura que estão a fazer. Nós só desejávamos que elas se calassem mais rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, muitas outras "grandes verdades" haveria para dizer, mas está na altura de terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o livro todo. Não vou dizer à minha irmã que não o leia. Não vou dizer a gaja nenhuma que não o leia. Não por achar que o devem ler, mas porque, sendo eu um gajo, a minha opinião contará menos que a do periquito que está na gaiola, na marquise, a apanhar sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cantou o Adam Duritz:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;I wish I was a girl&lt;br /&gt;So that you could believe me&lt;/span&gt;" (Counting Crows, "I Wish I Was A Girl")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa, é, basicamente, um conto de fadas. Como na maioria dos contos de fadas pós-modernos, a gaja parece acabar sozinha, mas não é bem assim. Está acompanhada por toda aquela sabedoria, sensibilidade, sensatez, tranquilidade, etc, etc, etc que as gajas por vezes têm, e que gostam de pensar que os homens não têm. Enfim, desde que ela pense que está em boa companhia, é o que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até gosto de um ou outro conto de fadas... ocorrem-me, assim de repente, alguns que me lembro de ter gostado muito: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ata-me&lt;/span&gt;", de Pedro Almodovar; "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jet Lag&lt;/span&gt;", de Danièle Thompson (sim, é um filme francês; nem todos os franceses são idiotas); "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Million Dollar Baby&lt;/span&gt;", de Clint Eastwood; "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma Casa, Uma Vida&lt;/span&gt;" ("&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Life As A House&lt;/span&gt;", no original), de Irwin Winkler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentem vê-los. Há contos de fadas que valem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outros há que... olha, aproveitando a deixa deixada ("&lt;span style="font-style:italic;"&gt;deixa deixada&lt;/span&gt;"... hum, gostei desta :) ) &lt;a href="http://psicologiasdetreta.blogspot.com/2006/07/propsito.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; (obrigado, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;a&lt;/span&gt;), apenas me ocorre dizer o seguinte: Caríssimas, vão-se foder mais os vossos contos de fadas (que as fadas me perdoem, que não têm culpa nenhuma), nas suas milhentas encarnações, inclusivé naquelas que dizem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sei que a vida quase nunca é como nos livros e muito menos como nas histórias exemplares, do tempo dos reis e das fadas&lt;/span&gt;" (Margarida Rebelo Pinto, "Diário da tua ausência")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho realmente pena das incautas que vão ler este livro, e que se possam deixar influenciar pelo que lá está escrito... mas há já algum tempo que cheguei à conclusão que vocês devem gostar disto... enfim, cada um(a) tem aquilo que merece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:* &amp; [] &amp; façam por ser felizes...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115246631659864702?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115246631659864702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115246631659864702' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115246631659864702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115246631659864702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/deve-ser-complicado-ser-mulher-ii.html' title='Deve ser complicado ser mulher... II'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115222816707786180</id><published>2006-07-07T00:15:00.000+01:00</published><updated>2006-07-07T00:22:47.096+01:00</updated><title type='text'>Deve ser complicado ser mulher...</title><content type='html'>Data original: 2005-07-25&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um homem aprecia uma mulher, existe um conjunto de características que, invariavelmente, lhe atraem o olhar - coxas (ou, num sentido mais lato, pernas), ancas (complementadas com a cintura), rabo, mamas... existem outros pontos de interesse, claro (os olhos, os lábios, o nariz, o pescoço, a nuca), mas estes são os mais universais. Bom, e perguntam vocês, "E depois? Qual é a novidade?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a novidade é que este weekend ocorreu-me que as mulheres têm, realmente, uma vida mais complicada. Imaginemos a seguinte situação...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chico Zé sentia-se a flutuar. Estava deitado de peito na cama, e estava a fazer todos os esforços para não se mexer, com medo de perturbar essa sensação maravilhosa. Era Verão, e as janelas estavam abertas, para combater o calor. A corrente de ar arrefecia-lhe o suor espalhado pelo corpo, percorrendo-o de arrepios de alto a baixo, que pontuavam esse flutuar divinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina estava deitada ao seu lado, e roçava levemente o seu braço no dele. Ela tinha uma leve penugem nos braços - não chegava realmente a merecer o nome de "pêlos" - e sabia como utilizá-la; Chico Zé sentia essa penugem tocar ao de leve nos pêlos do seu braço, como uma carícia etérea, que lhe provocava uma sensação que estava muito além de meras palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás bem? - perguntou-lhe ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmmmm... - o gemido de resposta não deixava qualquer dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na posição em que estava, Chico Zé não conseguia ver os olhos castanhos de Maria Albertina. Se conseguisse, teria ficado imediatamente alarmado, pois esses olhos exibiram, subitamente, o brilho que lhes era habitual quando ela decidia que estava na altura de puxar um pouco mais por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querido...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmm...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é que te atraíu em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmmm...??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando me viste, o que é que te despertou a atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os teus olhos e as tuas mamas... não necessariamente por esta ordem - respondeu Chico Zé. Por um lado, sentia-se demasiado extasiado para mentir; por outro, Maria Albertina conhecia-o demasiado bem para ele lhe dizer as balelas que costumava dizer às mulheres, como p. ex., "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O teu sorriso. Lembro-me perfeitamente que o dia me estava a correr pessimamente, e foi o teu sorriso que me salvou o dia. Acreditas que quando te vi, foi a primeira vez que sorri naquele dia? Foi o destino&lt;/span&gt;". Enfim, aquels patranhas à filme de Hollywood, que elas tanto gostam de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina sorriu. Não que fosse excessivamente vaidosa, mas tinha um certo orgulho nos seus peitos... e no resto do seu corpo, que muito trabalho lhe dava a manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E tu...? - perguntou Chico Zé, que - ainda a curtir a "pedrada hormonal" - se imaginava como um planador a percorrer os céus, numa total liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina queria continuar com a conversa que lhe tinha vindo à ideia, mas achou que era justo responder à pergunta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é me despertou a atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Simmm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As tuas costas em "V".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-se uma explosão. Chico Zé olhou para o solo, e viu que estava pejado de baterias anti-aéras, manejadas pelas criaturas mais estranhas que ele alguma vez havia visto - das suas cinturas saíam dois troncos, formando um "V", cada tronco com uma cabeça e dois braços. Chico Zé olhou para a sua asa esquerda, e viu que o seu motor estava em chamas; nem lhe passou pela cabeça perguntar o que raio fazia um motor na asa de um planador. Começou a perder altitude, e sabia que se ia despenhar... em poucos segundos embateu violentamente contra o solo, e derrapou por dezenas de metros, até se imobilizar junto a uma estátua de Vénus, com braços e com umas mamas lindas - um pouco maiores que o normal para as estátuas de Vénus do período Clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa??!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina apercebeu-se imediatamente pelo tom dele - e pelo facto de ele se ter levantado - que algo se tinha perdido na mensagem. Chico Zé estava agora de pé, em frente ao espelho, a tentar ver as suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é que as minhas costas têm de "V"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é nada de errado. Foi um elogio. Só quis dizer é que tens os ombro largos, e tens umas costas bem feitas, tens uns quartos traseiros bonitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Zé começou a ficar seriamente preocupado. Uns "quartos traseiros"? Aquilo parecia uma aula de Biologia. Será que ela queria fazer outra vez a brincadeira de professora/aluno que tinham experimentado há duas semanas? Não, se fosse isso, tinham ido buscar a bata, o uniforme escolar, a carteira de liceu, o chantilly e a tabuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina apercebeu-se pelo olhar que ele lhe lançou que não valia a pena continuar. Se ela lhe elogiasse os bicípetes ou os inter-costais, a situação só iria piorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou a brincar contigo. - disse ela, rindo-se - O que me chamou a atenção em ti foi esse teu rabo giro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... OK. - respondeu Chico Zé, com um sorriso de alívio, deixando-se cair na cama - Que raio de brincadeira. Parva... - acrescentou em tom de brincadeira, e beijou-a.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, minhas caras, tudo isto é só para vos dizer que compreendo o vosso drama. E sei que nunca haverá verdadeira igualdade entre os sexos enquanto vocês tiverem que utilizar estes termos desajeitados para demonstrarem a vossa aprovação pelo nosso físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aquelas de vocês que acham que estes termos até têm piada, aconselho um estudo mais aprofundado, de forma a poderem utilizar pérolas como "Já viram aquele tipo? Tinha uns belos glúteos" ou "Um pescoço forte, com um esternoclidomastoideu bem definido" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Good luck, Janes!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115222816707786180?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115222816707786180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115222816707786180' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115222816707786180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115222816707786180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/deve-ser-complicado-ser-mulher.html' title='Deve ser complicado ser mulher...'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115187507614524425</id><published>2006-07-02T22:05:00.000+01:00</published><updated>2006-07-02T22:17:56.163+01:00</updated><title type='text'>O silêncio e o ouro - Parte II</title><content type='html'>No seguimento do &lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/o-silncio-e-o-ouro-parte-i.html"&gt;post&lt;/a&gt; de quarta-feira, vamos então ao terceiro método de gestão de conflitos que conheço.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. O Sábio telepático&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este método pode tornar-se muito idêntico ao anterior no que respeita às consequências, mas a motivação é completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No método anterior, não se discutiam os problemas na esperança que estes se resolvessem por si mesmos. Neste método, não se discutem os problemas porque a pessoa que os está a causar tem a obrigação de saber que está a agir mal. Ou, se não o sabe, tem a obrigação de o descobrir por si própria, com uma ou outra pista que deverão primar pela subtileza - um olhar, um gesto, um tom de voz... mas é de evitar toda e qualquer indicação explícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisemos mais uma vez um exemplo (como verão, é, de facto, muito parecido com o anterior):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A porta fecha-se. Ele entra em casa já de cuecas, pois vem a despir-se desde que entrou no elevador do prédio. Tem a roupa amontoada nos braços, e larga-a imediatamente no chão do hall, dirigindo-se à cozinha&lt;/span&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: Oi, querida. Cheguei. Está um caloraço que não aguento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele despe as cuecas e atira-as por cima do ombro, o que as leva a efectuar uma aterragem de emergência no pato de louça que está em cima do frigorífico&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;olhando para o monte de roupa no chão e para as cuecas em cima do frigorífico, em cima do pato que a sua mãe lhe deu de presente, sem conseguir acreditar no que vê&lt;/span&gt;): Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ela lança-lhe um olhar de reprovação gélida, que é uma dica bastante útil, principalmente se tivermos em conta que ele já está abraçado a ela, e tem o rosto enterrado no seu pescoço&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o facto é que, tal como no método anterior, enquanto os problemas não forem discutidos, não haverá a percepção de que está a ser cometido um acto que incomoda a outra pessoa. E se é verdade que cuecas sujas em cima do frigorífico é algo que pode ser considerado como universalmente incomodativo (principalmente para o pato de louça), outras coisas são mais, por assim dizer, subtis... p.ex., "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;não gosto nada que assobiem a 'Quinta Sinfonia' de Beethoven quando estou na cozinha a fazer bacalhau à Brás com batatas fritas de pacote&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, este método exige não apenas que o casal partilhe um conjunto de valores perfeitamente igual, para que seja coincidente naquilo que ambos consideram próprio e impróprio, mas também que ambos possuam uma boa dose de telepatia, para conseguirem detectar todas aquelas coisas que não são exactamente impróprias, mas que a outra pessoa, em determinadas condições muito específicas, não gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cada um de vocês imagine o seguinte (aqueles que já encontraram a sua "pessoa certa" podem seguir o raciocínio, mas estão dispensados do exercício): Conheces alguém que se assemelha bastante à tua "pessoa certa", apesar de ser necessário limar algumas arestas. Como consideras que essa pessoa deveria ser capaz de detectar por si própria as arestas e limá-las sozinha, decides que o teu papel se resume a dar-lhe umas pistas subtis nesse sentido. Passado algum tempo, a coisa não funciona e vai cada um para seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos mais tarde, encontras novamente essa pessoa, e verificas, com surpresa, que está "no ponto". As tais arestas que te incomodavam desapareceram. E, após uma conversa, apercebes-te que houve alguém que não esteve à espera que a telepatia funcionasse, que se abriu com essa pessoa, e que fez um esforço no sentido de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ambos&lt;/span&gt; limarem as arestas. Bem, vocês conversam amavelmente, despedem-se, e depois tu vais à procura de um local suficientemente discreto para dares fortes cabeçadas na parede, o que te exige algum cuidado com as tuas orelhas, que acabaram de ficar um pouco longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina agora isto: Vais ter um colega novo, e recebes instruções para lhe passares algumas das tuas tarefas. O objectivo é que ele te alivie do trabalho mais operacional, para que possas dedicar o teu tempo a tarefas mais estratégicas. Manda o bom senso que faças a passagem de pasta com informação o mais detalhada possível, que indiques tudo da forma extremamente explícita e inequívoca, de forma a que o teu novo colega não tenha a menor dúvida sobre o que lhe estás a dizer, o que permitirá que o processo corra pelo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, temos que:&lt;br /&gt;- Numa relação profissional, é esperado um grau máximo de clareza. Não há lugar para a ambiguidade. A troca de informação deve ser explícita, e todas as dúvidas devem ser esclarecidas.&lt;br /&gt;- Numa relação pessoal - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;que é algo infinitamente mais importante e onde há muito mais em jogo&lt;/span&gt; - é aceitável não dizer à outra pessoa o que pensamos e sentimos, é aceitável obrigar a outra pessoa a adivinhar as nossas motivações e intenções, é aceitável basear aspectos da relação na subtileza, na ambiguidade, naquilo que não se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém me quiser explicar porque é que isto faz sentido, sou todo ouvidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que parece ser não só aceitável, mas também expectável, assumir um comportamento que coloque a relação em risco &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem qualquer razão aparente&lt;/span&gt;; só porque "a outra pessoa tem a obrigação de saber"... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;algo&lt;/span&gt;; de estar com atenção às nossas subtilezas. E nós, ao que parece, não temos a obrigação de fazer a nossa parte do trabalho em manter a relação, chamando à atenção para esse "algo" da forma mais explícita que nos for possível. Não, isso não tem piada! Vamos antes mostrar que sabemos ser subtis, porque afinal a subtileza é uma virtude, e não podemos desperdiçar nenhuma ocasião de demonstrar até que ponto somos virtuosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3.1. Vantagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- A telepatia é algo que dá sempre jeito, p.ex., em entrevistas de emprego, para pessoal que tenha actividades comerciais, ou de fiscalização, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.2. Desvantagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- A probabilidade de encontrarmos a nossa "pessoa certa" é infíma. Se, para além de todas as inúmeras características que procuramos (e não estou a sugerir que abdiquemos delas), ainda vamos exigir que tenha capacidades telepáticas, estamos a reduzir dramaticamente essa probabilidade. Se, ainda por cima, não estamos dispostos a trabalhar uma relação com uma pessoa que até está muito próxima daquilo que procuramos, e poderá estar receptiva a mudar para se adaptar a nós, bem... assim se passa uma vida... ou duas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115187507614524425?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115187507614524425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115187507614524425' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115187507614524425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115187507614524425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/o-silncio-e-o-ouro-parte-ii.html' title='O silêncio e o ouro - Parte II'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115171263642662830</id><published>2006-07-01T00:47:00.000+01:00</published><updated>2006-07-01T01:10:36.466+01:00</updated><title type='text'>Comentário Assentado</title><content type='html'>Bem, comecei a fazer um comentário a este &lt;a href="http://custa-me-assentar.blogspot.com/2006/06/dvidas-existenciais-de-um-solteiro.html"&gt;post&lt;/a&gt;, mas depois o comentário começou a crescer, a crescer, a crescer... até que decidi transformá-lo num post aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Schmeichel.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;«A questão é que como já sabemos os totós não atraem as mulheres. E eu sei do que estou a falar porque já fui muuuuito totó. Não abram essas bocas de espanto nem ousem dizer “balelas”! É mesmo verdade (e para ser sincero acho que continuo a ser, só que disfarçado). Quantas vezes não ouvi delas: "és demasiado certinho para mim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa constatação tive de tomar uma resolução: tens de mudar, se não…»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Epa, quanto ao "és demasiado certinho para mim"... é aquilo que chamei um dia de "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;frases ouvidas na altura errada, que decidem tudo e não servem para nada&lt;/span&gt;". Também já ouvi isso, em tempos idos. Da última vez, disse "Não percebi, Explica-me, pls". E ficámos assim. Eu era "muito certinho" (whatever that was), por um conjunto de motivos aparentemente inexplicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só te posso dizer uma coisa - muda à vontade. Mas não o faças por causa de clichés que os outros te dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Agora que aqui cheguei, estou a concluir que as mulheres que conheço acham que sou demasiado maluco e que nunca conseguirei assentar. :-)) Quero pensar, a bem da minha (in)sanidade mental, que isso acontece porque ainda não desenvolvi a arte de lhes demonstrar na altura certa – e tem de ser exactamente certa, caso contrário perdem o interesse – que posso efectivamente acalmar."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há aqui uma expressão que me faz logo eriçar os pêlos todos - "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;e tem de ser exactamente certa, caso contrário perdem o interesse&lt;/span&gt;". Isto é um jogo? Ah e tal, eu gosto de ti, mas só se fizeres as coisas assim, e se for tudo perfeito... Este tipo de atitude só me dá para dizer "Minha querida, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;perfeito&lt;/span&gt; é o Príncipe Encantado. Vai à procura dele e não me chateies".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive imensa preocupação em fazer tudo perfeito, no momento certo. Mas sabes o que é engraçado? Os meus relacionamentos tiveram a sua génese justamente quando eu não estava minimamente preocupado com isso. Se calhar, porque tive a sorte de encontrar mulheres que estavam demasiado ocupadas a conhecer-me (e eu a elas) para se preocuparem com perfeições e momentos certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O sonho de todas as mulheres (consciente ou inconsciente) é claro: dominar uma fera!!! Pronto, também não sou grande fera, faço barulho mas nem sequer arranho, só abano o rabo e ponho a língua de fora, se calhar é isso. :-) O truque é que não nos podemos deixar dominar completamente, se não acaba logo tudo. Temos de ser uma fera que pode ser amansada, mas sempre à custa de muito mimo e passar de mão pelo pêlo."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acho piada a esse conceito de "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;sonho das mulheres&lt;/span&gt;". Não digo que não tenhas razão, repara. Parece-me apenas algo demasiado vazio para utilizar como critério de selecção de algo tão importante como a nossa alma gémea, but what do I know? Afinal, há por aí tanta gente que acha que a telepatia também deve ser um destes critérios, portanto... ah, e devo dizer-te q isso de abanar o rabo já te deverá permitir marcar imensos pontos junto das potenciais "domadoras" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que não tenho jeitinho nenhum nesse equilíbrio entre demonstrar o amansado e o selvagem. Pela minha experiência, fiquei com a ideia que as mulheres pensam que eu estou amansado com um olhar e um sorriso; depois, um dia, levam uma bruta arranhadela (não por ser &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; bruta, mas por não estarem minimamente à espera), e ficam extremamente surpreendidas e magoadas. Bem, também eu tenho uma regra - se o assunto não me interessa para nada, exibo automaticamente o meu lado amansado; a vida é muito curta, e eu tenho mais com que me preocupar. Quando considero que o assunto é sério... bem, algumas "domadoras" descobrem que, afinal, ainda há vida no bicho - salvo seja ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Quer dizer, se ela não se lança e não o procura nem demonstra abertura à idéia (não, não estou a falar de sexo, estou a falar de algo muito maior que isso), também não é o que quero."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hum... parece que não sou o único a ter uma teoria tipo "bi-toque" :D Já não te lembras do que estou a falar? Vai ver a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Newsletter Melga&lt;/span&gt; (vulgo, "o mail") de 2005-11-15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Essa é para mim uma grande questão. Se não há encantamento no princípio como é que ele vai surgir? É possível?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Claro que é. Se, com o tempo, fores descobrindo afinidades com a pessoa, e se se forem revelando cada vez mais. Já me aconteceu duas vezes. Aliás, eu sou justamente o oposto de ti, então - não acredito no encantamente à primeira vista. Aliás, já nem acredito na &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tesão&lt;/span&gt; à primeira vista, quanto mais :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Eu acho que o meu amigo Llyrnion tem razão quando diz que não há altura certa, não há cedo demais, não há tarde demais. Não há que guardar as coisas e esperar pelo momento. O momento é agora! É para jogar a bola para a frente a aproveitar a vida. O que for, logo se saberá. Só gostava de conseguir colocar isto em prática. :-)"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem, sabe bem ler isto. Sim, estou a falar a sério. E já que me deste algum crédito, vou abusar e pedir um pouco mais, só para te dizer isto - a forma de pores isto em prática é não te preocupares com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como tu, também eu dou muito valor às letras, e vou buscar inspiração onde quer que a veja. Neste caso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"If you start to feel like there's no time to waste&lt;br /&gt;Baby try to let go&lt;br /&gt;There's nothin' that strong, can't break your heart&lt;br /&gt;Easy come easy go&lt;br /&gt;And the only, only, only way to find it&lt;br /&gt;Is if you're not diggin' too deep, though it's easier said than done&lt;br /&gt;You've got to feel it in your blood&lt;br /&gt;Play the game like you've already won" (Winger, "Easy Come, Easy Go")&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A questão é simples, mas é fantástico como tão pouca gente consegue lidar com ela; eu tento, mas nem sempre consigo, admito. Se tivesse que traduzir o "Easy Come, Easy Go", utilizaria apenas uma palavra - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desprendimento&lt;/span&gt;. Para pores isso em prática, basta deixares de pensar demasiado no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema com que me defronto é que a maioria das pessoas não é assim, e vê este desprendimento como desinteresse por tudo o que me rodeia. Como me disseram uma vez, "Contigo está sempre tudo bem, não é?". Sim. No que depender de mim, comigo estará sempre tudo bem. Até já aprendi a levar tampas, e a estar tudo bem, logo ali no momento em que sou "tampado" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não deixa de ser tristemente cómico ver essas mesmas pessoas a consumirem-se por coisas que são tão pequenas, quando colocadas em perspectiva. Com pessoal da nossa idade a morrer de repente, a torto e a direito, por dá cá aquela palha... achas que vale realmente a pena &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;perder&lt;/span&gt; tempo com estas questões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu também o perco, e não estou a menosprezar ninguém por isso. Mas mesmo quando o faço, tenho consciência que estou a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;perder&lt;/span&gt; tempo com algo que não me deveria afectar. E, tal como costumo dizer, o tempo é o recurso mais valioso que temos. É o tempo que dedicamos às pessoas e às coisas que revelam o verdadeiro valor que lhes damos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Um pouco confuso, não é? Não é de admirar, eu sou mesmo assim"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não somos todos? O que me mete mais confusão é justamente ver pessoas com tanto para serem felizes, com toda uma vida para aproveitar, e preferem consumir-se com problemas que muitas vezes nem conseguem sequer explicar. Mais uma vez, não estou a menosprezar estas pessoas. Mete-me confusão, é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitar a vida é simples. Mas tens que aceitar que o que estás a fazer poderá não te trazer nada. Aceitar que estás, em grande parte, a colocar a tua vida nas mãos do Destino, e que não há garantias. Aceitar que um dia, daqui a muitos anos, poderás ter que olhar para trás e dizer "Porque é que eu me deixei andar?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aceitar&lt;/span&gt;" significa não te consumires a pensar no assunto; significa saberes que vai haver alturas em que a solidão vai apertar, e em que terás imensas dúvidas sobre tudo, e que isto é normal, e que passa - se passa rapidamente ou não, depende apenas de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais uma vez, sabes o que é mais irónico? Todas essas pessoas que não conseguem aceitar muito bem o desprendimento... as suas vidas têm &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;exactamente&lt;/span&gt; as mesmas condicionantes. Não é por elas se matarem a pensar nisto e naquilo, com grandes preocupações sobre o futuro, e com grandes planos, teorias, e jogos sobre a melhor forma de lá chegar... não é por causa disto que essas pessoas conseguem evitar o Destino, ou sequer influenciá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dum loquimur fugerit invida aetas. Carpe diem quam minimum credula postero&lt;/span&gt;. Numa tradução (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;bastante&lt;/span&gt;) liberal - Enquanto estamos para aqui na conversa, o invejoso Tempo esgota-se. Aproveita o dia de hoje, e não coloques demasiada fé no dia que se lhe segue (retirado &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carpe_diem"&gt;daqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115171263642662830?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115171263642662830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115171263642662830' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115171263642662830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115171263642662830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/07/comentrio-assentado.html' title='Comentário Assentado'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115165289939463760</id><published>2006-06-30T07:39:00.000+01:00</published><updated>2006-06-30T08:34:59.410+01:00</updated><title type='text'>Parabéns a mim, la-la-la-la la-la, etc-etc etc-e-tal</title><content type='html'>Bem, vou interromper um pouco a minha divagação, retornarei à mesma na segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fará amanhã um ano que comecei a escrever estes textos fabulosos. Sim, apesar de só me ter lançado na blogoesfera em Maio de 2006, já ando a acariciar o teclado desde Julho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como é que foram esses tempos?", perguntam vocês... Hã?? Ah, não perguntam... bem, mas eu respondo na mesma :)&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Comecei por fustigar os amigos com uns textos soltos de vez em quando... quando fui à FIA, ou ao concerto de Iron Maiden no Pavilhão Atlântico. Depois, numa sexta feira, dia 1 (que é quase a mesma coisa que uma sexta-feira, dia 13... só lhe falta o "3"), publiquei este &lt;a href="http://avoltadalareira.blogspot.com/2006/06/anelices.html"&gt;texto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio-me à carola com a ajuda da Inspiração e da Imaginação (sim, é o único threesome de que posso falar com conhecimento de causa). E foi aqui que realmente tudo começou. Entre 2005-01-07 e 2006-01-30 (com uma falha de um dia no início), a minha &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Newsletter Melga&lt;/span&gt; foi diária. A partir daí, passou a ser apenas às 2ºs, 4ºs e 6ºs, porque o tempo começou a escassear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, houve um conjunto de pessoas que foram comentando. Alguns dos textos até me correram bem e geraram discussões bastante animadas - p.ex., em Julho de 2005, sobre o que as mulheres dizem que querem e o que realmente querem; outros, correram um pouco pior - p.ex., um mês depois, quando tentei fazer a mesma coisa, só que acerca dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período dourado da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Newsletter Melga&lt;/span&gt; durou até meados de Setembro. A partir daí, o pessoal começou a comentar menos. Em início de Novembro, já raramente recebia comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me disse, ainda durante o período dourado, que eu deveria pensar melhor no que escrevo, escolher melhor os meus temas, para prender o pessoal, para não correr o risco de aliená-los. Mesmo que eu soubesse como isso se faz, não o faria. É gratificante quando as pessoas se interessam por aquilo que escrevo a ponto de lhe dedicarem um pouco do seu tempo, não só a ler como a comentar. Afinal, o tempo é o recurso mais precioso que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, recuso-me a pautar as minhas acções com base nisso. Escrevo sobre aquilo que me apetecer. O pessoal lê, se lhe apetecer; e comenta, se lhe apetecer. Esta é a regra... sempre foi, e espero que sempre seja. No dia em que me esquecer dela, mais vale parar. Afinal, se não posso ser quem sou quando estou a escrever, então é preferível deixar que outra pessoa escreva... mas não através de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é um ano... e fica aqui um "Muito Obrigado" a todos. A quem me acompanhou desde o início e ainda aqui está; a quem se juntou a mim no meio do percurso e também ainda aqui está; a quem me acompanhou desde o início e deixou-se ficar pelo caminho; a quem nunca me acompanhou mas guarda religiosamente os meus textos, para ler quando se reformar :) Enfim, a muita gente, muitos dos quais não lerão isto, uma vez que não acompanharam o salto para a blogoesfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, e continua a ser... divertido... terapêutico... inspirador... libertador... e, acima de tudo, uma fonte de conhecimento, não só sobre os outros, mas também sobre mim próprio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115165289939463760?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115165289939463760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115165289939463760' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115165289939463760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115165289939463760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/parabns-mim-la-la-la-la-la-la-etc-etc.html' title='Parabéns a mim, la-la-la-la la-la, etc-etc etc-e-tal'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115145539316705936</id><published>2006-06-28T01:35:00.000+01:00</published><updated>2006-06-28T01:43:13.186+01:00</updated><title type='text'>O silêncio e o ouro - Parte I</title><content type='html'>Data Original: 2005-08-24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos mais importantes para assegurar a estabilidade de uma relação é a gestão de conflitos. Afinal, quando tudo corre bem, nada parece correr mal, mas quando alguma coisa corre mal, é sinal que nem tudo corre bem. Sim, eu sei. Eu também fiquei espantado com as minhas geniais capacidades de dedução quando reli esta frase, depois de a escrever. Se eu conseguisse aplicar essas capacidades de dedução ao IRS, seria muito mais... muito mais... enfim, muito mais, que é o que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, adiante... os conflitos são inevitáveis, mas, dependendo da forma como lidamos com eles, os seus resultados podem ser muito variados. Até agora, tomei contacto com três métodos para levar a cabo esta gestão de conflitos. Hoje apresentarei dois, e no próximo post apresentarei o terceiro.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Here &amp; Now&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este método, apesar do nome, não implica que os diferendos sejam discutidos no exacto momento em que surgem. Pode não ser apropriado, p.ex., um casal discutir as suas opiniões divergentes sobre o melhor método de eliminar maus cheiros na casa de banho, durante um almoço de família onde se celebra o 95º aniversário da avó Prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, este método obriga sempre a que um assunto seja discutido, no máximo, poucos dias depois de ter acontecido. Poderia dizer que é desejável que a discussão seja civilizada, mas o conceito de "civilizado" é tão lato que é melhor nem falar disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direi apenas que este método funciona melhor quando, pelo menos, um dos elementos do casal consegue manter a sua participação na discussão de forma relativamente calma, mesmo que a outra pessoa esteja a começar a atingir tons alarmantes de púrpura, e a partir a colecção de cristais da Boémia apenas com a potência dos seus gritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de este me parecer ser o melhor método, é muito pouco utilizado, e não consigo perceber porquê. Até mesmo eu, que defendo a sua utilização com unhas e dentes, sou culpado de o utilizar de forma inconsistente. Gostava de ter uma resposta brilhante e inovadora para isto. Que raio, já me satisfazia com uma resposta parva e óbvia, desde que fizesse sentido. Se tiverem algo a dizer sobre o assunto, desde que não seja o habitual "as pessoas são assim", feel free to drop me a note.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.1. Vantagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Dá resultados mais cedo. As incompatibilidades emergem mais rapidamente, e isso permite que seja desenvolvido um esforço conjunto para lidar com elas, nem que esse esforço se resuma a irem cada um para seu lado, à procura de outra pessoa para lidar com as suas incompatibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode permitir discussões mais calmas e racionais. Como o assunto não anda a fermentar durante semanas ou meses, não consegue atingir dimensões desmesuradas. Isso significa que existe uma maior possibilidade de ser discutido calmamente, i.e., cada pessoa tentará demonstrar à outra seu ponto de vista, e não a sua pontaria a arremessar objectos pesados e contundentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.2. Desvantagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não funciona se ambos os elementos do casal explodirem por tudo e por nada. Mas, nesse caso, nenhum método irá funcionar. Ou separam-se, ou aceitam que são assim, e vão passar o resto da vida a ser o casal mais "animado" do seu grupo de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Why can't we all get along?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Neste método, não se discutem os problemas para não criar mau ambiente, na esperança de que as coisas vão ao lugar por si próprias. Eventualmente, é o que acaba por acontecer, mesmo quando isso significa que vai cada um à sua vida, porque aquela relação já deu o que tinha a dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este método pode exemplificar-se pela seguinte interacção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;saindo da casa de banho, após um belo duche, a pingar a casa toda&lt;/span&gt;): Ah, soube mesmo bem este banho. Sinto-me outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele dirige-se ao frigorífico, retira o frasco de compota de framboesa, no qual mergulha o dedo, sacando um bocado de compota que mete na boca; afasta-se e deixa o frasco em cima da bancada&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;num tom muito terno, apesar de estar a mudar de cor 1,500 vezes por micro-segundo, com toda a cena que acabou de presenciar&lt;/span&gt;): Ainda bem, 'mor. Fico muito feliz por estares feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele passa por ela e apalpa-lhe o rabo com a mão molhada, deixando-lhe uma bela mancha húmida nas calças brancas, e uma pequena nódoa de compota de framboesa; ah, e continua a pingar o chão pela casa toda, a caminho do quarto; a frequência de mudança de cor passa para 17,423 vezes por nano-segundo&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o importante é que esteja tudo bem. Não vamos agora criar mau ambiente na relação só porque ambas as partes estão sempre a fazer qualquer coisa que o outro não gosta. Não, o importante é darmo-nos bem, e uma relação exige sempre uma certa parte de sacrifício, não é? Se esse sacrifício implica passar dias a fio a aturar atitudes de que não gostamos, então que seja. Afinal, todas estas provas pelas quais vamos passando até nos farão dar mais valor à relação, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou abster-me de tecer grandes comentários sobre este método. Digo apenas que, infelizmente, é mais comum do que aquilo que possamos pensar. E acrescento que, quando finalmente uma das partes perder a paciência, em vez de 100 abalos individuais de 0.01 unidades de magnitude, a relação sofrerá um terramoto intenso de 100,000,000 de unidades de magnitude, onde &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;todos&lt;/span&gt; os pormenores de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;todas&lt;/span&gt; as situações passadas vão ser atirados à cara de parte a parte, como se de objectos pesados e contundentes se tratassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.1. Vantagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não sei... se conhecerem alguma, estão à vontade para deixar um comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.2. Desvantagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Tem apenas uma pequena desvantagem... na esmagadora maioria dos casos, não funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, por acaso, tem uma outra pequena desvantagem... pode funcionar. Isso significa, geralmente, uma de duas situações: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a)&lt;/span&gt; Um dos elementos do casal faz o que quer e lhe apetece, e o outro anula-se completamente; ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;b)&lt;/span&gt; ambos fazem o que querem e lhes apetece, mas estão-se de tal forma nas tintas um para o outro que a relação nem sofre com isso, até porque nem sequer existe uma "relação" digna desse nome. Ao que parece, há para aí muita gente que considera qualquer uma destas situações como uma boa base para uma vida em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é tudo. Depois apresento-vos o terceiro método, que pensava que seria relativamente raro, mas começo a aperceber-me que, afinal, está mais difundido do que eu pensava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115145539316705936?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115145539316705936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115145539316705936' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115145539316705936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115145539316705936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/o-silncio-e-o-ouro-parte-i.html' title='O silêncio e o ouro - Parte I'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115131069886814046</id><published>2006-06-26T09:22:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T09:34:09.686+01:00</updated><title type='text'>Cowboyadas</title><content type='html'>Data Original: 2006-02-26 (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;sim, também eu fiz a minha análise ponderada e profunda acerca do efeito que tiveram na sociedade certos westerns modernos centrados no tema da solidão dos cowboys nas montanhas&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, ricas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem imaginam a fofoca que tenho para vocês. É certo que aconteceu p'ra aí há uns 200 ou 300 anos, mas está mais actual que nunca. Ainda por cima, agora com todo este interesse renovado pelo Wild West e pelos cowboys, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a história do que realmente esteve por detrás... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ih ih ih, adoro esta expressão&lt;/span&gt;... por detrás da batalha de Little Bit Horny, entre o grande chefe índio Bicha Solitária e o Capitão de Cavalaria Ernest Hymacowboy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, minhas lindas, é que o chefe Bicha Solitária estava perdidamente apaixonado pelo capitão Hymacowboy. Mas, tadinho do chefe, o capitão não lhe correspondia nesse nobre sentimento. Estava de olho... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ih ih ih... esta também está gira&lt;/span&gt;... estava de olho no tenente Onas Teelhorseiride.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe índio sofria horrores, pois adorava homens de uniforme. E, por fim, nem vos conto... todo esse sofrimento acabou por vir ao de cima na festa do Grande Espírito. Tudo corria muito bem, até que o DJ começou a passar slows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe Bicha Solitária não conseguiu conter os ciúmes ao ver o capitão a dançar muito agarradinho com o tenente, e estoirou ali mesmo o conflito!&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Foi horrível-ível-ível, minhas queridas! Então não é que a doida do chefe começou a criticar a decoração da festa?? Então não querem lá ver?? Que as lanternas-irnas-ernas estavam um horror, que não combinavam nada com os traidores enforcados nos postes; que as fitas coloridas pareciam um trabalho de terceira, compradas aos chineses (sim, que naquela altura, já os havia, os danadinhos); que as toalhas que decoravam as mesas pareciam trabalho feito por mulheres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que deu tudo para o torto-irto-orto. Nem queiram saber! Quando os soldadinhos - que tinham tido tanto trabalhinho a fazer aquelas toalhinhas cheias de rendinhas e bordadinhos queridos - ouviram aquilo, ficaram piores que estragadinhos! O capitão exigiu que o chefe pedisse desculpas imediatamente. Quando o chefe recusou, ficou logo cancelado o habitual jogo semanal de Polo Aquático em Pelo, e foi declarada a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma tragédia-édia-édia. Ficou tudo horrorizadérrimo, porque nunca tinham estado em guerra. O primeiro ataque pertenceu aos índios, que juntaram lixívia à água de lavar a roupa, e deram cabo das fardas dos soldados, que ficaram inconsoláveis. Nessa noite, houve muito choro no forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no dia seguinte, os soldados vingaram-se. Como sabiam que os índios utilizavam a pele de bisonte para confeccionar as suas roupas e muitos dos seus artigos de decoração, partiram para a pradaria, apanharam os bisontes todos, e pintaram-nos de cores que não iam mesmo nada bem umas com as outras, e depois voltaram a soltá-los. Os índios, que eram umas queridas na coordenação de cores, passaram duas semanas a vomitar perante tal espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se ficaram, as doidas! Mais uma vez, atacaram o forte, tingindo os cintos pretos dos soldados de castanho. Quando os soldados viram aquilo, recusaram-se a usar cintos castanhos com botas pretas, e não podiam lutar a sério porque tinham que andar sempre a segurar as calças. Dizem as más línguas que isto tinha outro efeito, mas tendo em conta que não temos uma bolinha no canto do monitor, não me vou alongar por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra parecia estar a correr bem para os índios, e o chefe Bicha Solitária estava prontinho para cantar vitória. Mas o capitão acabou por o entalar bem... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ih ih ih... entalar&lt;/span&gt;... ah, eu sou a máxima a contar estas historietas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, os índios acordam, saiem dos tipis, e encontram... gajas! Montes de gajonas índias, cheias de opiniões sobre tudo, cheias de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eu é que sei, e não gosto disto assim&lt;/span&gt;", cheias de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;deixa lá os bordados e vai mas é caçar&lt;/span&gt;", cheias de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vê lá se me encontras o clitóris, que eu já não me lembro muito bem onde é que o deixei&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um golpe demasiado baixo para os pobres índios, que tiveram que admitir a derrota, e fugir a sete pés, deixando as gajas a participar num estudo que iria demonstrar que estavam insatisfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, minhas queridas, aqui fica mais um episódio do Velho Oeste. Ah, nesse tempo é que elas se sabiam divertir, as malucas!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115131069886814046?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115131069886814046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115131069886814046' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115131069886814046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115131069886814046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/cowboyadas.html' title='Cowboyadas'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115101826478997538</id><published>2006-06-22T23:13:00.000+01:00</published><updated>2006-06-23T00:20:36.750+01:00</updated><title type='text'>Cinzentices</title><content type='html'>Recebo com alguma frequência mails de um sindicato. Não sou sindicalizado, mas o facto de ser possuidor de potencial sindicalizante proporciona-me ser igualmente possuidor da imensa alegria de receber comunicados, pontos de situação, denúncias, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, consigo controlar o entusiasmo que brota em mim, fruto da supra-citada alegria, e abster-me de ler a esmagadora maioria desses mails. E aqueles que cometo o erro de abrir, acabaram por servir uma causa nobre - relembrar-me porque não os leio (sim, como uma quantidade considerável de queijo, apesar de não ser um verdadeiro apreciador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que raramente os leio? Não é que discorde do que afirmam. Não tenho provas contra, nem a favor, mas não duvido que muitas das suspeitas que eles avançam até apontem no sentido correcto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o meu problema é outro, e aproveito para levantar a questão: Será assim &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tão&lt;/span&gt; difícil escrever de forma objectiva?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Em vez de "Aqui está mais um ataque do Big Bad Patronato aos direitos dos trabalhadores, que nos vai deixar a todos na miséria se não formos já para as ruas fazer a Revolução", que tal algo do género:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Contexto&lt;br /&gt;Uma descrição simples (tanto quanto possível) e objectiva do contexto em que se insere o tema do comunicado. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sem&lt;/span&gt; juízos de valor, pls!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Descrição&lt;br /&gt;Agora, uma descrição do tema do comunicado. Ainda &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem&lt;/span&gt; juízos de valor, OK?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Vantagens&lt;br /&gt;Tudo tem vantagens. Não quer dizer que tenham que ser vantagens para os trabalhadores, mas há-de sempre haver vantagens. O tema do comunicado, se não for inconsequente, há-de afectar alguém positivamente. É isso que deve ser explicado neste ponto - quem sai a ganhar. Ah, e não! Ainda não é aqui que se emitem juízos de valor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Desvantagens&lt;br /&gt;Neste ponto convém reter dois aspectos: 1) Quando algo acarreta desvantagens para o patronato, convém mencioná-lo; e 2) as desvantagens para os trabalhadores devem ser apresentadas de forma objectiva, ou seja... sim, já adivinharam, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem&lt;/span&gt; juízos de valor! "500 pessoas no desemprego devido a deslocalização de fábrica, que não indemnizou a autarquia relativamente aos incentivos recebidos" é aceitável; "Vergonhosa política de desinvestimento no trabalhador nacional lança centenas de famílias na miséria. Empresários desonestos lesam o Estado" não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Opinião &amp; Acções Previstas&lt;br /&gt;OK, pessoal! &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;This is it!&lt;/span&gt; Libertem o Che Guevara que há em vós, e encham esta secção com tudo aquilo que vos vai na cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a vantagem deste layout? Se for bem feito (yes, there's always a catch :) ) e equilibrado (good luck, Jim? :) ), os pontos 1-4 serão aquilo que deveriam ser - informativos. Porque este deveria ser o principal objectivo destes mails - informar as pessoas, para que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;elas&lt;/span&gt; possam chegar às &lt;span style="font-style:italic;"&gt;suas&lt;/span&gt; conclusões e criar as &lt;span style="font-style:italic;"&gt;suas&lt;/span&gt; opiniões, que poderão ou não coincidir com as do sindicato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, na sua forma actual, estes comunicados são exactamente iguais às press releases dos partidos - inúteis, a não ser durante uma falta prolongada de papel higiénico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da forma como estão actualmente feitos, estes comunicados limitam-se a pregar para os convertidos, e nada mais. Não é uma característica exclusiva deste sindicato. Lembra-me as manifestações de activistas, em que muitas vezes até concordo com os princípios que defendem, mas depois irrita-me solenemente o facto de não serem capazes de construir uma frase coerente, para além de "Esses tipos são uns ladrões e uns gatunos, e nós estamos vigilantes, e não nos renderemos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustrando com um exemplo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala da violência nas escolas, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;toda a gente&lt;/span&gt; tem alguma história de horror para contar, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;toda a gente&lt;/span&gt; fica muito indignada, e de vez em quando circulam uns mails com essas histórias, nos tais tons indignados, que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;toda a gente&lt;/span&gt; ignora. Não é que "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;toda a gente&lt;/span&gt;" importe muito, mas é que neste "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;toda a gente&lt;/span&gt;" estão incluídos os responsáveis pela Educação nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia... um canal de TV decide fazer uma reportagem. Simples e fria - apresenta os factos, tal e qual como eles são, sem qualquer espécie de retórica. As provas daquilo que todos sabem estão finalmente ali, preto no branco, inegáveis, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;impossíveis de ignorar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é este último aspecto que faz toda a diferença. Foi por causa deste último aspecto que vimos um representante do governo cheio de consternação pelo excesso de revelações da reportagem, para depois na sua intervenção revelar mais do que a referida reportagem. É normal. Estas coisas inegáveis, preto no branco, tendem a deixar nervosos a maioria dos políticos, que se especializam na manipulação do que é dúbio; para além da sua cor partidária, têm uma cor em comum - o cinzento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceberam a diferença? Os tipos do sindicato ainda não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115101826478997538?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115101826478997538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115101826478997538' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115101826478997538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115101826478997538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/cinzentices.html' title='Cinzentices'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115085128789687443</id><published>2006-06-21T01:36:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T01:54:47.910+01:00</updated><title type='text'>E pronto, a Santíssima Ménage está completa</title><content type='html'>É só seguirem os links, à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é cada um deles...?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;C'est de Bon Coeur&lt;/span&gt;. É a main base. É onde irão encontrar longas ruminações, as mais diversas e desvairadas que eu conseguir desenvolver. A ideia é ir acutalizando duas a três vezes por semana. Digo muita coisa sobre tudo, mas não sei nada de nada :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Serei Breve&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://sereibreve.blogspot.com/"&gt;go&lt;/a&gt;). Out on a limb. Basicamente, o mesmo que o C'est de Bon Coeur, mas para coisas mais breves, ou ainda por desenvolver. Em princípio, há-de ter coisas novas todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Out on a limb&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;In a difficult, awkward, or vulnerable position, as in "I lodged a complaint about low salaries, but the people who had supported me left me out on a limb". This expression alludes to an animal climbing out on the limb of a tree and then being afraid or unable to retreat. [Late 1800s]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Source: The American Heritage® Dictionary of Idioms by Christine Ammer.&lt;br /&gt;Copyright © 1997 by The Christine Ammer 1992 Trust. Published by Houghton Mifflin Company.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;À Volta da Lareira&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://avoltadalareira.blogspot.com/"&gt;go&lt;/a&gt;). Love to Keep You Warm. Uma terra onde o Inverno é Eterno e onde, ao abrigo do frio, me proponho partilhar convosco algumas histórias. Estou a contar actualizá-lo uma vez por semana, mas existem questões logísticas que poderão interferir com este ritmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115085128789687443?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115085128789687443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115085128789687443' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115085128789687443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115085128789687443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/e-pronto-santssima-mnage-est-completa.html' title='E pronto, a Santíssima Ménage está completa'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115082429418412144</id><published>2006-06-20T18:17:00.000+01:00</published><updated>2006-06-20T18:27:41.886+01:00</updated><title type='text'>Globalização da Saúde &amp; Comunismo, o Melhor Amigo do Capitalismo</title><content type='html'>Data Original: 2006-05-04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana passada vi, no programa "60 Minutos", uma componente da globalização que desconhecia - a globalização da Saúde. O programa focou dois casos, o tailandês e o indiano. Não sei se há mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os casos, a história era idêntica - grandes hospitais privados, de luxo. que mais pareciam hotéis (tipicamente, com galerias comerciais no piso 0, quartos com jacuzzi, hidromassagem, etc). E para quê? Para apanhar clientes estrangeiros. Mais claramente, o objectivo é roubar clientes aos hospitais americanos e europeus. Um dos que falaram é o hospital &lt;a href="http://www.apollohospdelhi.com/"&gt;Apollo,&lt;/a&gt; na India.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, ninguém pretende atingir esse objectivo à custa de galerias comerciais e jacuzzis. A forma de "captar" o cliente estrangeiro vai ser a mesma de sempre - o preço.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Falaram, p.ex., na história de um americano que teve um enfarte. O médico disse-lhe que precisava de um bypass quíntuplo. A operação custava +/- 100,000 USD nos USA. Na Tailândia custou 12,000 USD. Yep. +/- 1/10. Tendo em conta que o homem não tinha seguro de saúde, não tinha como pagar a operação e tinha pela frente uma morte certa, não deixou de ser um óptimo negócio, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, perguntam vocês, como é que os rapazes conseguem essa diferença de preços? Através de técnicas inovadoras de gestão, eliminação de desperdício, métodos de empowerment, soluções baseadas na performance, revolução de paradigmas, infra-estruturas centradas em aproveitamento de sinergias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nope. No programa, entrevistaram dois médicos indianos que tinham exercido nos USA e regressaram à India para trabalhar naquele hospital, e perguntaram-lhes "Quanto é que ganham aqui, comparado com o que ganhavam nos USA". Resposta: "Entre 1/10 a 2/10". Coincidência do caraças, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isto tem algumas ilações imediatas:&lt;br /&gt;- Aumenta a lista de profissionais que deveriam começar a ajustar as suas expectativas relativamente ao nível de vida que podem esperar das suas carreiras. Se é verdade que estes hospitais não devem fazer muito negócio com consultas esporádicas ou com urgências, acredito que consigam roubar uma boa parte das cirurgias. Principalmente aquelas que são mais supérfluas, e que mais dinheiro devem render - as plásticas. Até porque existem acordos entre os hospitais e resorts locais para convalescência, portanto... é o turismo médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cria uma nova realidade para o final de vida. Pessoal, convenhamos - o grande problema que todos vamos enfrentar na nossa velhice vai ser a doença. Todos os problemas com reformas, a razão de existência dos PPRs é essa - as seguradoras vão ter tendência a chutar os clientes mais velhos/problemáticos, e a malta vai precisar de dinheiro para que nos tratem da saúde. Ora, se isto pega, temos a possibilidade de passar a precisar de muito menos dinheiro para isso. É claro que existe a questão de sobreviver às viagens, mas também se não conseguirmos, ficamos com os problemas de saúde resolvidos. É só vantagens :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cria uma nova oportunidade de negócio para as seguradoras. No seguimento do ponto acima, quanto faltará para as seguradoras dos USA/Europa começarem a incluir pacotes low-cost onde determinadas cirurgias sejam realizadas nestes hospitais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nem tudo é perfeito. Se algo correr mal, eventuais processos por negligência serão instaurados nos tribunais indianos. Good luck, Jim :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao segundo ponto do título...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sair da área (refiro-me à Ásia, e não à Saúde), não sei se algum de vocês viu as manifestações do 1º de Maio lá pelo sítio. Pois é. Os nossos queridos escravos estão a começar a abrir os olhos. E começam a fazer manifs, onde exigem melhores salários, menos horas de trabalho, melhores condições sociais... enfim, exigem ser como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, por esse mundo fora, deve haver inúmeros empresários indignados - Ingratos! Nós, que lhes damos tudo - trabalho, dinheiro, direito a uma vida... bem, é certo que a gastam a trabalhar, com poucas ou nenhumas regalias, mas mesmo assim! Não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensei eu que esses empresários começassem a ficar nervosos ao ver tudo isto, todas estas manifs, todo este ímpeto pseudo-revolucionário. Mas depois, numa conversa com o Miguel, ele disse algo que me deixou a pensar, algo como "Pelo menos, na China, anda sempre tudo na linha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade! Na China, não há problemas destes. Quem começar a fazer ondas, é atropelado por um qualquer tanque, e mai nada! E cheguei a uma conclusão verdadeiramente deliciosa :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninos e meninas, apresento-vos o grande garante do Capitalismo na Ásia - O Comunismo Chinês. Yep. Vai ser a repressão Comunista que vai continuar a impulsionar o Capitalismo naquela zona. Senão, vejamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos que estas manifs começavam a ter resultados práticos. De repente, as empresas passavam a ter obrigações sociais (Mau! Já estivémos a falar melhor!), os salários aumentavam (Está tudo doido ou quê?!), o horário de trabalho diminuia (Já chega! Isso é um ataque à eficiência produtiva!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, lá se iam todos os maravilhosos lucros conseguidos à custa da miséria, o que seria uma chatice. Mas... em toda a "Ásia com potencial produtivo", existe um país onde essa situação está controlada, pelo menos no futuro próximo. Yep, a China. A Chinazinha, vermelhinhazinha, comunistazinha :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, se os países que estão em concorrência com os chineses para atrair o investimento estrangeiro dessem aos seus trabalhadores as tais condições que os aproximariam dos nossos, eles passariam a ter o mesmo problema que nós - seriam pouco competitivos. E a China passaria a ser o destino preferencial desse tal investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, prevejo que poderá ser um regime comunista a manter felizes os capitalistas por esse mundo fora. O Capitalismo e o Comunismo com as mãos nos bolsos um do outr... er, quero dizer, de mãos dadas. Ah, o calor da amizade é tão bonito :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase me leva a questionar se o Comunismo não teria sido inspirado no trabalho &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dos&lt;/span&gt; Marx, e não &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;do&lt;/span&gt; Marx :D&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115082429418412144?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115082429418412144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115082429418412144' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115082429418412144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115082429418412144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/globalizao-da-sade-comunismo-o-melhor.html' title='Globalização da Saúde &amp; Comunismo, o Melhor Amigo do Capitalismo'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115063775275849835</id><published>2006-06-18T14:27:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T14:39:54.136+01:00</updated><title type='text'>Onanities</title><content type='html'>Estava ontem (bem, já foi hoje porque já passava da meia-noite) a ter uma conversa com uma amiga, relativamente a este &lt;a href="http://cenasdegaja.com/?p=250"&gt;tema&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Sissi, peço desculpa se pareço estar a copiar os temas. Garanto que não é meu objectivo tornar isto num "shadow blog", OK? :)&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Não, não foram feitas grandes revelações, até porque não era esse o objectivo. Isso está reservado para a pessoa com quem eu dividir a minha vida de forma mais completa. Da parte dela, pelo que percebi, isso não estava sequer reservado para ninguém :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, falámos sobre o assunto de uma forma mais abstracta. Mais uma vez, chegámos à conclusão que, apesar de todo o apregoar de &lt;a href="http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/libertao-ou-as-gajas-do-sc-xxi.html"&gt;libertação&lt;/a&gt;, estamos perante (mais) um tema em que os homens conseguem falar com maior à-vontade que as mulheres (pela minha parte, não digo isto por causa desta conversa específica; ela não corou até à raíz dos cabelos, o que já é uma evolução no universo feminino, e estava mais surpreendida que inibida :) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha experiência é que se eu estiver numa conversa com amigos, assumindo temos um relacionamento que nos permite falar do assunto, este é encarado com naturalidade. Ninguém começa a corar, ninguém fica a olhar em paralelo infinito a fingir que não está lá, ninguém diz "pois" ou "não sei", à espera que o assunto se toque, finja que vai cagar e desapareça... enfim, ninguém lhe dá demasiada importância, ninguém faz da masturbação mais do que aquilo que é - uma prática tão normal como... assobiar :D Quem não conhece o Coupling, é capaz de não perceber a piada aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se eu estiver numa conversa com amigas... ou até mesmo só numa conversa one-on-one... enfim, querem saber o que acontece? É só lerem o parágrafo acima, e aplicarem a regra milenar que diz que "o contrário de estar vivo é não estar vivo" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estamos, mais uma vez, perante um desperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, porque qualquer gajo com as (duas) cabeças minimamente no lugar fica seguramente excitado se a sua companheira puxar o assunto, e passar à demonstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, e no seguimento directo das habituais queixas femininas sobre a performance masculina, é uma oportunidade de ouro para abrir os olhos ao homem, para a mulher mostrar o que gosta - o tipo de toque, onde, como, com que intensidade, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, caríssimas, já vos ouvi dizer por várias vezes "Epa, não tenho pachorra para isso". Dou a mesma resposta de sempre: "Então, não te queixes". Disserto um pouco mais sobre isto &lt;a href="http://oinconformado.blogspot.com/2006/05/vamos-l-experimentar-isto_114670187861639206.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabia que uma mulher, quando perante um companheiro que lhe peça "Mostra-me como gostas que te toquem, quero aprender", tem tendência a apresentar uma resistência inicial. Também já sabia que isso, com o tempo, vai-se vencendo. O que me surpreendeu foi quando esta minha amiga se mostrou da opinião que uma mulher, ao ouvir isto, terá uma grande probabilidade de ficar a pensar "Mas este gajo está parvo ou quê? O que é que ele quer?" :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, por ser algo tão fora do comum, a mulher poderá ter tendência para ficar desconfiada, de pé atrás. Na minha santa ingenuidade, pergunto... desconfiada do quê? Que o homem, armado com esta informação de como melhor a satisfazer, a utilize... para o Mal? P.ex.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Ela: Olha, deixa lá a TV e anda-me ajudar a arrumar a cozinha.&lt;br /&gt;Ele: OK, querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(No entanto, ao levantar-se para supostamente ir ajudar a arrumar a cozinha, ele aplica-lhe traiçoeiramente o Toque de Prazer nº 34.5, que ela lhe havia ensinado duas semanas antes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela (completamente derretida): OK, 'mor, não precisas de me vir ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Com um sorriso triunfante, ele volta a deitar-se no sofá, a ver a bola)&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porquê, não me parece um receio muito fundado, mas enfim... :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia esperar muito motivos para uma mulher se retrair perante um pedido destes... mas confesso que nunca desconfiei da desconfiança. Será caso para dizer que as surpresas vêm sempre de onde menos se espera :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com mais uma citação do Coupling. Sendo uma série fenomenal, parece que têm sempre algo que se adequa a este tipo de assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steve: Does she now think I'm some kind of masturbating pervert?&lt;br /&gt;Jeff: You are.&lt;br /&gt;Patrick: We all are.&lt;br /&gt;Steve: True.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:D&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115063775275849835?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115063775275849835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115063775275849835' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115063775275849835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115063775275849835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/onanities.html' title='Onanities'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115039733263948494</id><published>2006-06-15T19:39:00.000+01:00</published><updated>2006-06-15T19:52:11.896+01:00</updated><title type='text'>Ser portuga</title><content type='html'>O &lt;a href="http://banheirense.blogspot.com/2006/06/s-portugus-tens-certeza.html"&gt;post&lt;/a&gt; é simples... a &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1260668"&gt;notícia&lt;/a&gt; leva-nos para a incredulidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, uma sugestão para economizar alguns eurekos em Portugal - colocar todos os juízes no desemprego. "Será o caos!", dizem vocês "Quem tratará de julgar os processos, dar as sentenças?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo belo exemplo que aqui é dado (e por outros que vou ouvindo falar de vez em quando), creio que podemos contratar o pessoal que anda para aí a arrumar carros. Sai-nos mais barato, e o resultado não será muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah", dirão vocês, "mas será necessário dar-lhes formação de Direito". Nah!!! Para quê? Basta que lhes demos uma moeda, e temos o problema resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é dar-lhes uma moeda para arrumar o carro. É dar-lhes uma moeda para que eles a atirem ao ar, e possam dar a sua sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que casos como este levam-me a concluir que deve ser assim que muitos destes nobres e iluminados juízes tomam as suas decisões. Se é para ser arbitrário, então mais vale admitir que é "cara ou coroa", and get on with it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Eu sou dos primeiros a defender o controlo da imigração. Não no ponto de vista de "manter os bandidos lá fora", mas com a convicção que não serve de nada fingirmos que somos muito socialistas (na verdadeira ascenção da palavra, e não naquela coisa indescritível que é o partido do mesmo nome), deixando entrar toda a gente sem termos condições para isso. Talvez uma vida de miséria cá seja melhor que uma vida de miséria lá, mas não deixa de ser uma vida de miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esta notícia... por mim, estou pronto para entregar o BI. Sei o hino, é certo (e por acaso), mas estou-me nas tintas para tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As figuras importantes da área da política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui um e-mail que troquei com uma figura pública (traduzido para português; a nossa correspondência foi em inglês)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;b&gt;From: Lysanthir_youmustremovethisakissisjustakiss@gmail.com&lt;br /&gt;To: bin_laden@cavemail.org&lt;br /&gt;Sent: 2005-04-15 10:43&lt;br /&gt;Subject: Aproveite agora a oportunidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Bin Laden,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho desta forma trazer ao seu conhecimento uma oportunidade única nos dias que se avizinham. Talvez não saiba, mas aproxima-se o 25 de Abril, que, além de ser um feriado aqui em Portugal, é o único dia em que todas as figuras públicas do nosso mundo político se encontram no Parlamento, inclusivé aqueles que lá "trabalham".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, seria uma boa ocasião de fazer uma afirmação política explosiva, aplicando o carácter da mesma ao supra-citado Parlamento, e, consequentemente, às referidas figuras públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a ideia à sua consideração, oferecendo, desde já, os meus préstimos na elaboração de eventuais PowerPoints que sejam necessários para convencer membros menos radicais da sua organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: Llyrnion.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;b&gt;From: bin_laden@cavemail.org&lt;br /&gt;To: (undisclosed-recipients)&lt;br /&gt;Sent: 2005-04-17 03:32&lt;br /&gt;Subject: RE: Aproveite agora a oportunidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Llyrnion/Lysanthir,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha conhecimento do vosso feriado. Aliás, gosto muito do vosso país. Sou grande apreciador da vossa gastronomia, (daquilo que me é permitido consumir, claro), e também da vossa desorganização e das vossas falhas de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao seu pedido, sim, já me ocorreu, e confesso que o ano passado, pensei nisso, fazer uma dobradinha em Madrid e Lisboa, sendo o ataque em Lisboa justamente como o descreve. Mas depois, mudei de ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, se fizesse um atentado em Lisboa, vocês podiam começar, finalmente, a tomar medidas efectivas para apertar a segurança. Apesar de isso ser pouco provável, decidi não arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais importante que isso, eliminar os vossos políticos seria o equivalente a ajudar-vos a resolver os vossos problemas. Ora, meu caro Llyrnion/Lysanthir, o meu objectivo é diametralmente oposto - complicar-vos a vida, e não simplificá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, agradeço a sugestão, mas declino graciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e não me parece que você seja um "Ass" (n.t.: "asno" em inglês). Até foi uma boa tentativa :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me com a benção do Profeta, e rumo à vitória final, Incha'Allah,&lt;br /&gt;Bin Laden&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, fica aqui a minha opinião sobre as destacadas figuras políticas do nosso burgo. E podem crer que é uma das mais suaves que tenho emitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao resto - cultura, desporto, História?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é esta a definição que as nossas instituições têm de "ser português", então assumo-me mais rapidamente com norte-americano, inglês, francês, alemão, austríaco... do que como português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo decisões de juízes como os nossos, medidas tomadas por políticos como os nossos, opiniões emitidas por pseudo-empresários como os nossos, pessoal que vai para a praia porque o aborto não tem nada a ver consigo... sinto-me orgulhoso de não o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois...&lt;br /&gt;...quando vejo o Prof. José Hermano Saraiva a falar de História;&lt;br /&gt;...quando penso na visão que teve o Marquês de Pombal;&lt;br /&gt;...quando penso num político cujo nome nunca consegui voltar a encontrar (vi-o num dos programas do Prof.), um político da altura da Monarquia, que teve a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;temeridade&lt;/span&gt; de querer formar governo com pessoas de vários quadrantes políticos, porque estava mais interessado nas suas capacidades que na sua cor política (é claro que, à boa maneira lusa, não teve o apoio de ninguém);&lt;br /&gt;...quando penso nos atletas portugueses que se fartam de nos trazer alegrias (muitas vezes, à sua própria custa) mas para os quais ninguém pede bandeiras à janela (sim, estou a excluir a selecção de futebol);&lt;br /&gt;...quando penso nos empresários (estes, sim, merecedores de tal nome) que conseguem ter sucesso sem andar à caça do país mais miserável do momento para mudarem para lá a sua produção;&lt;br /&gt;...quando vejo pessoas que investem o seu tempo em dedicação aos outros, muitas vezes sabendo que é um esforço inglório;&lt;br /&gt;...quando vejo pessoas capazes de raciocinar para além daquilo que o seu partido lhes impinge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nestes momentos, sinto uma certa pena de não ser mais português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, são mais os momentos em que sinto orgulho do que pena. E noticias destas só vêm contribuir para isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115039733263948494?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115039733263948494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115039733263948494' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115039733263948494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115039733263948494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/ser-portuga.html' title='Ser portuga'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115026488472242179</id><published>2006-06-14T06:43:00.000+01:00</published><updated>2006-06-14T07:01:24.740+01:00</updated><title type='text'>Quanto mais conheço os cães...</title><content type='html'>Data Original: 2005-08-09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de gatos. Se Jake, the Snake estivesse aqui, perguntar-me-ia "Então porque é que estás a falar de cães, meu idiota?" :) Ainda não viram o Coupling? Fazem mal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sempre gostei de gatos. Sempre admirei toda aquela graciosidade felina. Nunca achei grande coisa sobre os cães. Não é que não gostasse, mas não me diziam muito. Até que um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia o meu lar passou a ser um que já lá tinha um cão. Um caniche, que era raça que também nunca me tinha dito grande coisa. O seu nome era Tim. E surpreendeu-me de várias formas. Já era um cão idoso, e possuía uma dignidade a condizer. Destruiu completamente a minha ideia sobre os caniches, ideia essa baseada, antes de mais, na ignorância. Era um cão adorável, sossegado, brincalhão, tanto quanto a idade lhe permitia. Também tinha problemas de saúde, e isso acabou por lhe ser fatal. Foi nessa altura, que tive um contacto mais real com os problemas de ter um cão, e a verdadeira noção do carinho, dedicação, e sacrifício que isso exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, tomou-se uma decisão - fazia falta um cão lá em casa. E seria outro caniche. Assim, no início de 2001, fomos ver o Lupi. E é difícil descrever o que sentimos quando vimos aquele bichinho amoroso, desajeitado e eléctrico a entrar pela sala, uma pequena bola de pelo em correrias e brincadeiras :) Era bem mais pequeno que na fotografia abaixo. Ficámos todos rendidos ao Lupi (que, naquela altura, ainda não tinha nome), e nem houve dúvidas quanto à decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4313/337/1600/01b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4313/337/320/01b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não me falha a memória, foi em Fevereiro que o fomos buscar definitivamente. E se o Tim me tinha feito ter uma outra imagem dos cães, ver o Lupi crescer foi um eye-opener. Continuo a gostar de gatos, continuo fascinado pela sua graciosidade. Mas, se tivesse que escolher hoje qual o animal de estimação que gostaria de ter, digo - sem hesitar - que seria um cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pera doce ter um cão. Tive a felicidade de estar numa casa onde me mostraram o que isso significa realmente. Tal como o Tim, também o Lupi foi tratado com carinho e dedicação a toda a prova; não havia decisão que não o tivesse em consideração - p.ex., se íamos sair, o local de almoço era escolhido a dedo, para não termos de o deixar sozinho no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui extremamente afortunado, em muitos aspectos, durante o tempo que passei naquele lar, e este foi um deles - não só por conviver com este animal extraordinário, mas principalmente por poder aprender, pelo exemplo que me deram, o que significa ter um cão. O Lupi era um mais um elemento da família, e nunca foi tratado como "o cão". E concordo em absoluto com o que me disseram repetidas vezes - "Se não for assim, não vale a pena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Lupi retribuiu esse tratamento, e continua a fazê-lo hoje em dia. Com aquela dedicação e fidelidade lendárias nos cães. É um pouco mimado, mas isso foi culpa nossa, e não dele :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4313/337/1600/02b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4313/337/320/02b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e a que se deve tudo isto? Duas coisas que me aconteceram no Domingo. Quando vou a casa da minha mãe, costumo deixar o carro ao pé do quartel dos bombeiros. Ia a passar em frente ao portão, e estava lá um cão deitado. Lindo. Parecia um lobo. Por impulso, parei, e ele levantou a cabeça a olhar para mim. De seguida, agachei-me, e ele levantou-se e veio ter comigo, certamente para cheirar "aquele bicho esquisito que estava ali a olhar para ele". E ali estivémos um bocado, em "amena cavaqueira". Parece insignificante, mas fez-me sentir bem :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no carro e arranquei. Ia a descer a rua, quando vi um homem a passear um caniche. Até aqui, tudo normal. Só que o caniche tinha apenas três pernas. Abrandei, cheio de pena do pobre bicho, até que lhe vi a cara. Tinha um sorriso que reconheci imediatamente; já o vi inúmeras vezes na cara do Lupi - p.ex., quando percebe que vai passear com a família toda, dá-nos aquele sorriso de orelha a orelha, acompanhado de pulos quase até à nossa cintura, uma das demonstrações de alegria mais contagiantes que vi até hoje. E foi esse sorriso, foi essa alegria que vi naquele cão, que ia aos pulinhos a subir a rua, completamente alheio ao facto de ter apenas três pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só me ocorre dizer isto - quisera eu conseguir ter um sorriso daqueles, se alguma vez tiver que passar por uma desgraça a sério na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo-vos um excelente dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115026488472242179?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115026488472242179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115026488472242179' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115026488472242179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115026488472242179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/quanto-mais-conheo-os-ces.html' title='Quanto mais conheço os cães...'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-115006938259340806</id><published>2006-06-12T00:20:00.000+01:00</published><updated>2006-06-12T00:43:03.380+01:00</updated><title type='text'>Libertação ou As Gajas do Séc. XXI</title><content type='html'>Inicialmente, começou com este &lt;a href="http://cenasdegaja.com/?p=236"&gt;post&lt;/a&gt;. Que subscrevo, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei particularmente disto: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tornamos o mundo mais bonito para os homens, com as nossas fatiotas sensuais e atitudes provocadoras, encaramos o sexo como um direito e não como um prazer, como alguma coisa que nos é devida e não como algo do qual fazemos parte.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas aquelas conversas sobre a incompetência masculina mais não são senão isto, o assumir de uma exigência da vossa parte. No entanto, raramente vos ouço falar sobre o oposto, i.e., a incompetência feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se querem que vos diga, eu até acho que, em vez de passarmos atestados de incompetência uns aos outros, deveríamos contribuir para um mundo mais competente (para ambos os sexos), assumindo o papel de formadores, sempre que necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me lembra - vi, este Sábado, uma série na Fox sobre ETs que vinham à terra, e alteravam as pessoas. Como uma delas estava como que grávida, comecei logo a gozar com a situação, a dizer que era uma nova técnica de invasão, que os ETs vinham cá dar umas quecas às gajas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é de espantar. Imagino uma nave-espia do planeta Zorg, onde o Flight-Lieutenant Veesheraj Seegapabyngu estava a monitorizar essas tais conversas de que falo acima, a anos-luz de distância. Já consigo ver o relatório que ele enviaria para o QG Zorguiano, "Pobres mulheres terráqueas. Stop. Machos terráqueos fodem mal para cacete. Stop (sim, os Zorguianos não têm papas na língua). Sugiro invasão nº 69, Turismo Sexual. Over." :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a realidade que observo é, de facto, esta - uma "libertaçãozinha". Utilizando uma expressão anglófona - it walks like a duck, it quacks like a duck... alas, it is not a duck... but merely some... walking and quacking... thing :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Depois, veio este &lt;a href="http://oinconformado.blogspot.com/2006/05/gajas-e-lingerie-pedido-da-patrcia.html"&gt;post&lt;/a&gt;, e os respectivos comentários. E mais &lt;a href="http://oinconformado.blogspot.com/2006/06/sexo-na-cidade.html"&gt;este&lt;/a&gt;... e os respectivos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade continua a ser uma e só uma - a fauna masculina mencionada nestes posts existe porque as mulheres criam mercado para ela... apesar de se queixarem deste tipo de homens com frequência, e afirmarem - jurando a pés juntos - preferir outro tipo de homens. Verdade! Bem, talvez não seja assim tão verdade. Pronto, tem algumas incorrecções factuais. OK, é mentira :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São apelidados de predadores. Mas isso seria ilibar de responsabilidade as mulheres, que se limitariam a ser presas indefesas destas criaturas ferozes. Não me parece que seja bem esse o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, descobri mais &lt;a href="http://psicologiasdetreta.blogspot.com/2006/06/putas-e-virgens.html"&gt;este&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das mulheres que conheço, sem serem "virgens" militantes, regem-se, a julgar pelo que ouço, pelas mesmas regras - nos primeiros encontros, não faço isto nem aquilo, nem me entrego muito; se ele não telefona, eu tb não; não digo palavrões; nunca peço nada no sexo, ponho-me a jeito, e "o macho inteligente saberá o q fazer" (parabéns, queridas, acabam de desperdiçar uma oportunidade de ouro para deixar um gajo verdadeiramente excitado; não é preciso implorar, claro, mas uma mulher a dizer (ou até mesmo a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mandar&lt;/span&gt;) "faz-me isto &amp; aquilo" é fabuloso :) )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estas, chamo-lhes as "Mulheres Activa" (podem trocar por qualquer outra revista da vossa escolha), cuja vida é, em grande parte, pautada por regras e imagens que são transmitidas pela imprensa da especialidade, que se espalham por todo o lado, tipo cancro, e que esculpem uma mulher que ninguém sabe muito bem como é. Eventualmente, apercebem-se que as suas profetas, afinal, sabem tanto da vida como elas próprias, e lá acabam por abandonar estes "sábios conselhos"... ou não - digamos que os abandonam da mesma forma que abandonam os contos de fadas da infância, e as comédias românticas da adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, acabam por ter um conjunto de role-models perfeitamente falidas, e acabam por não saber bem no que se rever. Mas os "princípios", esses já estão enraízados, e elas ficam a aguardar que um qualquer Príncipe Encantado os venha validar... ou mudar. Infelizmente para elas, os Príncipes estão cada vez mais a... juntarem-se uns com os outros, o que acaba por ser uma chatice, visto que eles já não são muito abundantes, to begin with :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes afirmei a minha opinião de que as mulheres são mais inseguras que os homens. Ocorreu-me um possível porquê (apesar de achar que já o escrevi algures) - caríssimas, as vossas habituais subtilezas, duplos sentidos, e outras merdas afins não são sinais de requinte e sofisticação e bom gosto... são um desejo de camuflar o que realmente se quer e se sente. E este é, para mim, o maior problema, o que acaba por deixar muitos homens à toa - a diferença entre o que vocês dizem, e o que querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porquê tudo isto? Porque a vossa insegurança enche-vos de dúvidas sobre se devem ou não "colocar a equipa em campo e ir a jogo", e nada melhor do que um esquema qualquer para se poderem retirar sem ter o "orgulho ferido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota&lt;/span&gt;: Alguém me fez notar que o medo da rejeição não é a única causa de insegurança. Por vezes, mazelas de experiências passadas fazem com que uma pessoa (homem ou mulher) se retraia. É verdade, e ainda estou a digerir isto. Para já, mantenho a minha opinião, assumindo que não estou tão seguro dela como estava. Obrigado, sea :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que achei um fartote foi quando me apercebi que muitas mulheres vêm um toque dissimulado numa parte do corpo de um homem (parece que a coxa é muito popular) como um sinal de demonstração de interesse :D Pfffff!!! Deixo-vos uma dica, minhas caras - um toque na língua do gajo, principalmente se for com a vossa língua, é capaz de ser melhor ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um gajo fica assustado ao ler estas trampas. Por vezes, quando estou a falar com amigas, toco-lhes. Bem, queridas, digo desde já que não quer dizer que esteja pronto para vos saltar em cima, OK? Bem, às vezes, se calhar estou, mas deixemos isso para outro dia :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu disse "quando estou a falar com amigas". Porque não quando estou a falar com amigos? O macho que há em mim ainda não se sente confortável com isso. Sabem, o mesmo macho que diz a um tipo "Tchau, meu! Um abraço!" :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu acho que vocês até sabem aquilo que querem. Só é pena é esconderem-no por debaixo de camadas e camadas de inseg... er, perdão, subtileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realmente&lt;/span&gt; uma pena. Vocês têm tanto para dar (digo isto sem segundos sentidos; sim, podem deitar foguetes :) ), que não percebo de onde diabo vem esse desejo (este, sim, preverso) de se retrairem. Tal como disse numa conversa, a verdadeira entrega é aquela em ambos nos sentimos à vontade para nos esquecermos de tudo - vizinhos, pudores, consciência (aquela voz que temos na cabeça), dignidade até. Entrega é isto - termos confiança suficiente na outra pessoa para nos lançarmos, sem qualquer dúvida que ela nos irá apanhar; pode não nos apoiar, pode não aceitar o que propomos, mas não nos deixará cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e para quem acha que estas palavras são demasiado duras para com as mulheres... haviam de as ouvir a falar umas das outras :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-115006938259340806?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/115006938259340806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=115006938259340806' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115006938259340806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/115006938259340806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/libertao-ou-as-gajas-do-sc-xxi.html' title='Libertação ou As Gajas do Séc. XXI'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-114984129172921793</id><published>2006-06-09T09:19:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:57:15.070+01:00</updated><title type='text'>Sim, confesso</title><content type='html'>Data Original: 2006-03-01&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma cena da 4ª série do Coupling que se passa numa sessão "pré-natal" (não sei o termo técnico em português). A Susan está grávida, e está a frequentar essas sessões para obter mais informação sobre o parto. Nesta cena, o grupo todo aparece lá (para grande exasperação dela). A certa altura, o pessoal divide-se em pequenos grupos de homens e mulheres, para discutirem as várias alternativas para lidar com as dores do parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três personagens masculinos da série ficam todos no mesmo grupo, e é claro que aquilo é um fartote. A certa altura, chegam à parte onde diz que as mulheres podem lidar com a dor através da respiração (aliás, o Steve até sugere uma experiência às mulheres que acreditam naquilo - quando chegarem a casa, descalcem-se e deem um pontapé com toda a força numa peça de mobiliário da vossa preferência; depois, quando a dor começar a ser insuportável, já sabem - é só respirar :) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler aquilo, eles comentam "Será possível que elas acreditem nisto? Será que existe algo que nós lhes digamos e que elas não acreditem?"; e começam a falar das grandes mentiras universais, entre as quais se encontra "a Internet como uma ferramenta de investigação"... por acaso, é uma grande mentira. Toda a gente sabe que a Internet foi criada para ver gajas nuas :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fartei-me de rir com isto, e desde então, por piada, às vezes chamo Netgajas à Netcabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, no outro dia estava a falar com uma amiga, e comentei que já me tinham ido instalar a Netgajas. Ela respondeu que era melhor eu ter cuidado com o que dizia, senão as pessoas iam começar a pensar que eu andava com falta de qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Epa, fiquei logo à rasca. Quero dizer, não é daquelas coisas que uma pessoa goste que toda a gente saiba, e quando os outros se começam a aperceber, é sinal que a coisa está mesmo mal. Disse logo uma laracha qualquer, e segui directamente para a casa de banho, onde fiz uma auto-análise detalhada, para ver se era preciso fazer algo para aliviar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a coisa não me pareceu assim tão desesperada como isso, e suspirei de alívio ao perceber que ela estava apenas a exagerar. Não é que não seja verdade, mas também, tenham dó, não é...? Além de tudo, com este frio, há dias em que um tipo não tem propriamente uma grande vontade de tirar a roupa. Sim, é verdade que depois um gajo aquece, mas até lá, é um frio de morrer. Eu falo por mim - uma pessoa perde mesmo a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sim, eu sei que existem maneiras de preparar o ambiente de forma a tornar a coisa menos agreste nesta primeira parte, mas eu não me dou muito bem com isso. Sou mais um adepto de "chegar, fazer, e já está"! So, shoot me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas prometo que quando a temperatura começar a subir, a história será diferente, e a situação voltará ao normal...  espero eu, pelo menos. O pior é se me habituo a isto, e esta é que começa a ser situação normal. Bem, tem a vantagem que eu teria muito menos trabalho, e a coisa sempre acaba por ser mais rápida, e dar menos chatices, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, não é bem a mesma coisa, eu sei... mas também, desculpem lá... isto não vos parece um exagero? Em tempos idos não tínhamos esta obsessão com o assunto, como temos hoje em dia, e não me consta que as pessoas fossem muito infelizes por causa disso. Se calhar, é uma daquelas coisas em que é preciso um "regresso ao passado". Bem, não é preciso um completo regresso ao passado, porque a situação que temos hoje em dia até não me desagrada - podemos procurar um meio-termo, certo? Nem tanto ao 8, nem tanto ao 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vou parar por aqui, porque está a começar um programa do Herman na RTP Memória. Se não se importarem, agradeço que o assunto fique por aqui... confesso a minha falta de banho, e não voltamos a falar disto, pode ser? Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-114984129172921793?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/114984129172921793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=114984129172921793' title='48 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114984129172921793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114984129172921793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/sim-confesso.html' title='Sim, confesso'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>48</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-114966164071806714</id><published>2006-06-07T07:19:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:56:39.310+01:00</updated><title type='text'>Beleza</title><content type='html'>Data Original: 2006-01-27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, costumo dizer que aquilo que escrevo representa unicamente a minha opinião, e que não estou a tentar evangelizar ninguém. Hoje gostaria de enfatizar especialmente esse facto, porque - a julgar por discussões passadas - sei que estarei relativamente solitário naquilo que defendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu objectivo de hoje é tentar esclarecer mais um pouco algo que ainda não consegui explicar muito bem, até porque eu próprio tenho alguma dificuldade em entender, e vou descobrindo novas facetas de vez em quando. Apesar de ainda não ter conseguido compreender muito bem aquilo que sinto, isso não me impede de o ir partilhando, à medida que vou pensando no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, bute lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a beleza? Decidi procurar no dicionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza, s.f. (de belo). Qualidade do que é belo ou agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não me pareceu muito útil. Vejamos "belo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo, adj. m. (do Lat. bellu). Que possui ou mostra beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa! Lembrou-me uma anedota informática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclo Infinito: Ver Infinito, Ciclo.&lt;br /&gt;Infinito, Ciclo: Ver Ciclo Inifinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, fiquei na mesma. Uma coisa é certa - a beleza, seja lá o que for, é algo a que se dá muito valor, pois todos a procuramos. Aliás, já os Counting Crows cantavam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Well, we all want something beautiful&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Man, I wish I was beautiful&lt;/span&gt;" (Counting Crows, "Mr. Jones")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;All you want is a beauty queen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Not a superstar, but everybody's dream machine&lt;/span&gt;" (Counting Crows, "All My Friends")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo que a beleza é uma questão de gosto (até se diz que está nos olhos de quem vê), é normal que não seja fácil de definir. No entanto, certamente deverão existir alguns parâmetros universais, senão não teríamos sex-symbols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este é um clube restrito. Nem toda a gente gosta de todos os seus membros, mas estes são considerados por uma boa parte da população humana como sendo possuidores de grande beleza. A estes deuses e deusas basta-lhes passearem-se por aqui e por ali para que todos se rendam ao seu aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, depois de pensar um pouco sobre o assunto, apresento-vos um outro conceito de beleza, e vou utilizar novamente os Counting Crows para o ilustrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;You know, she dances while his father plays guitar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;She's suddenly beautiful&lt;/span&gt;" (Counting Crows, "Mr. Jones")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And all at once you look across a crowded room&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;To see the way that light attaches to a girl&lt;/span&gt;" (Counting Crows, "A Long December")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquilo a que chamarei a beleza de um momento. Vejamos um exemplo...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente conhece a minha obsess... er, fixação. Aliás, agora até alguns espectadores da TV Cabo (foi mencionada no programa "Elas Sobre Eles") já ouviram falar dela, se bem que um pouco por alto :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem por aí muitas sex-symbols com belas mamas, e existem diversas formas de as apreciarmos - seja devido aos vestidos descapotáveis que por vezes vestem, seja por uma ou outra cena num filme, seja porque decidem posar nuas na Playboy, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, vou fazer-vos uma confissão. Por muita beleza que estas sex-symbols possam ter, para mim não se comparam à beleza de um momento - quando me cruzo na rua com uma mulher perfeitamente "normal" (sim, detesto esta palavra, mas ainda não encontrei outra; quem quiser, substitua por "uma não-sex-symbol"), e esta se curva para ajeitar a bota, revelando-me por segundos um pouco do interior da sua blusa (era verão e a blusa era relativamente larga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não me considero um voyeur - não ando propositadamente à procura deste tipo de incidentes, e os poucos sites que vi na net dedicados a este tipo de coisas não me prenderam o interesse. Mas cada um de vocês é livre de fazer o seu juízo, claro :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao pensar nisto que fiquei com uma ideia mais clara do que é, para mim, o significado de beleza - não se limita, definitavemente, a dizer "este corpo aqui possui mais beleza que aquele ali". É, antes, a junção de um conjunto de factores, e o físico é apenas um deles (e, como já disse antes, para mim nem é o mais importante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e se em vez da tal "não-sex-symbol" fosse uma "sex-symbol"? Não seria muito melhor? Não seria o momento muito mais belo? Não. Pelo menos, para mim. Não me faria qualquer diferença que este momento se verificasse com a Jessica Biel ou com a Jessica Vanessa, que serve empadas no "Cozinho Rápido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já me fizeram a sugestão de que poderia ser porque uma está aqui, e é real, e a outra - no que me diz respeito - está num outro mundo. Não é por aí, e vou explicar porquê com um outro exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu à espera do pequeno almoço, e o espelho do snack permitia-me ver os lavabos (não, pessoal, não é isso que estão a pensar... "lavabos" é diferente de "WC", OK? :) ). Enquanto esperava, reparei numa mulher que se dirigia para lá. Não me despertou a atenção, nem a achei particularmente bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar novamente, reparo que ela está a apanhar o cabelo. E fá-lo num ritual lento e cuidado, passando a mão esquerda pelo cabelo inúmeras vezes para o apanhar, apesar de ele me parecer já completamente apanhado. Cada uma dessas passagens mais parecia uma carícia... uma longa carícia que formou um rabo de cavalo, que ela, desenvolta, prendeu com um elástico, e ajudou a fixar com dois ganchos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me perguntem porquê, mas fascinou-me. Pegando nas palavras dos Counting Crows, subitamente, aquela mulher tornou-se bela para mim... devido à sua atitude. Aliás, desconfio que até me devia estar a babar ligeiramente, porque ao chegar finalmente o meu pão de deus, quando o trinquei ficou um fio de saliva preso ao mesmo (espero que já tenham tomado o pequeno-almoço, senão terão dificuldade em livrar-se desta imagem mental :) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu dizer que não tem a ver com o facto de estar aqui e ser real. Antes de passar por aquele momento, esta mulher estava ali, era real, e atraiu o meu olhar; simplesmente, não o prendeu. Isso só conseguiu fazê-lo um momento depois, quando, por algum motivo que não consigo explicar, "she's suddenly beautiful".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros aspectos que me fazem reparar na beleza de uma mulher - um brilho no olhar; um tom de voz; uma expressão facial; uma posição do corpo; às vezes, até uma roupa - não, minhas caras, a regra nem sempre é "less is more". Um exemplo - já não se vê muito (ou então, eu ando a precisar de óculos), mas lembro-me perfeitamente de uns vestidinhos que se usavam em finais dos anos 80, que geralmente ficavam um pouco acima do joelho, super-fininhos; havia muitos com padrões floridos, mas devia haver outros padrões. Proporcionavam um espectáculo muito mais apreciável que uma mini-saia, IMHO; sempre adorei o facto de que, quando vistos com uma luz por trás (p.ex., a luz do sol fazia um efeito fabuloso), desenhavam claramente a silhueta da mulher (eu disse que eram super-fininhos :) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o conceito de beleza ao qual dou valor. Não é aquilo com que a mulher nasce, a forma como a Natureza a fez, mas sim aquilo que ela é. Talvez seja por isto que, às vezes, estou com um grupo de pessoal e consigo ver beleza em mulheres que a eles não lhes dizem grande coisa. Talvez seja por isto que me estou um pouco nas tintas para o tal "corpo escultural" que muitas mulheres perseguem com tanto afinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isto que afirmo, com a total certeza do que digo, que qualquer uma das mulheres com quem tive a sorte de partilhar a minha vida - por muito breve que esse período possa ter sido - tem para mim mais beleza que uma qualquer sex-symbol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, antes que perguntem, não tenho nada contra as sex-symbols. Simplesmente, digo que só com o corpo não me convencem. Não que isso as preocupe muito, claro :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-114966164071806714?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/114966164071806714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=114966164071806714' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114966164071806714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114966164071806714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/beleza.html' title='Beleza'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-114952575703328389</id><published>2006-06-05T17:36:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:55:54.980+01:00</updated><title type='text'>O meu comentário :)</title><content type='html'>Epa, parece que estou a criar posts com mais frequência que o que esperava. Não vos quero deixar mal habituados, porque não sei se vou conseguir manter este ritmo. Enfim, enquanto der,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isto é uma resposta ao seguinte &lt;a href="http://insidethefire.blogspot.com/2006/06/o-llyrnion-e-o-lenfant-terrible-so-os.html"&gt;post&lt;/a&gt;, e aos comentários que se seguiram. Então, porque é que está aqui e não lá, perguntam vocês? Porque, como comentário, é enorme. Portanto decidi - de forma perfeitamente arbitrária - colocá-lo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrícia, cara mia (nota para algum pessoal da VR - não é essa Patrícia),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei muito bem o que dizer da tua conjugação de "medo de decepcionar" e "desempenho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te referes ao facto de uma mulher aguentar em silêncio uma vida sexual insatisfatória, então não me parece lá muito boa ideia. Já somos todos suficientemente crescidinhos para aguentarmos umas verdades :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, por outro lado, te referes à insegurança da mulher no seu desempenho, e o medo de poder estar a decepcionar o seu companheiro, então nem vale a pena perderes tempo a pensar nisso. Antes pelo contrário, deves puxar o assunto ASAP. Porquê? Porque a reacção dele será logo uma boa indicação para saberes se tens ali uma relação com potencial ou apenas uma quantas quecas, boas ou não. Sim, poderá fazer com que a relação termine mais rapidamente. Já falamos sobre isto daqui a uns parágrafos.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao facto de as mulheres terem menos fantasias sexuais que os homens, talvez seja verdade, não sei. Supostamente, nós pensamos mais em sexo, e fantasiamos mais sobre o assunto. Aliás, basta ver que a maioria do público-alvo da pornografia continua a ser masculino. No outro dia perguntavam-me o que é que os homens vêm na pornografia. Falando por mim, é uma forma relativamente simples de ficar a conhecer coisas que nunca pensaria em experimentar (algumas das quais me despertaram a curiosidade, claro :) ); além disso, foi ao ver alguns desempenhos femininos que pude validar (através de uma amostra estatitica infinitamente superior à que conseguiria pelos meus próprios meios :) ) a minha opinião de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o corpo da mulher não é, nem de perto nem de longe, o mais importante para me encher as medidas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; No parágrafo acima, "pornografia" engloba todo e qualquer fenómeno que me agrade e que tenha um cariz minimamente sexual, desde o acto propriamente dito, até uma mulher completamente vestida a falar daquilo que a excita. Sim, eu sei que é uma definição demasiado abrangente, mas é o meu lado feminino a falar; afinal, para uma mulher, "pornografia" é todo e qualquer fenómeno que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; lhe agrade e que tenha um cariz minimamente sexual, portanto... :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, uma boa maneira para uma mulher começar o processo de abertura é justamente a melhor forma de tentar resolver o tal problema da vida sexual insatisfatória - mostrar ao homem o que a faz vibrar (sim, com recurso a acessórios vibratórios, se for o caso :) ). Eu aprendi - e continuo a aprender - aquilo de que gosto (e que não se centra exclusivamente no nosso mui óbvio "Ponto G" ;D) e não fujo a fazer a minha apresentaçãozita (sem PowerPoints, pls :) ), conduzindo a mulher pelo meu corpo, e tentando explicar o que sinto. Não é fácil, até porque às vezes não há palavras, mas é divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens alguma razão quando dizes que se tivéssemos a frontalidade para dizer o que sentimos, as relações acabariam mais rapidamente. O que não seria um drama por aí além, IMHO. Em primeiro lugar, porque nada dura para sempre. Em segundo, porque quanto mais tempo passas numa relação em que não te sentes satisfeita, menos tempo procuras a relação que te possa satisfazer. E essa parece-me ser o grande drama da condição feminina - o "receio" (à falta de palavra melhor) da procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebi ainda se o problema é o medo da rejeição, ou se são os "rótulos" que ainda se colocam à mulher que vai experimentando até encontrar o homem que procurava (ironicamente, os rótulos mais preversos têm origem nas outras mulheres, mas enfim, isso é mais uma questão que vocês têm para resolver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à primeira hipótese, (medo de rejeição), minhas caras, não faz sentido. Acho que já disse isto, mas repito-o quantas vezes forem precisas - a rejeição não é o bicho-papão que anunciam por ai. Sim, sei do que falo porque eu também pensava o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à segunda (os rótulos)... bem, por muito que digamos o contrário, importamo-nos sempre um pouco com a ideia que os outros fazem de nós. Deixo apenas um pergunta - esses "outros", que contribuição dão para a nossa felicidade? Quero dizer, para além de nos poderem impedir de a perseguir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, está na hora de ir para a ginástica. Até logo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-114952575703328389?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/114952575703328389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=114952575703328389' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114952575703328389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114952575703328389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/o-meu-comentrio.html' title='O meu comentário :)'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-114944718700473556</id><published>2006-06-04T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:54:55.896+01:00</updated><title type='text'>Bandeiradas</title><content type='html'>Imagino que já muita gente tenha recebido os mails sobre a história da bandeira - todos os problemas que houve com a Bandeira Mais Boa... er, quero dizer, Mais Bonita :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos o &lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=2036&amp;id=686828"&gt;link&lt;/a&gt; para um dos relatos, o mais cómico que recebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer menosprezar, de forma alguma, o suplício pelo qual devem ter passado muitas das pessoas que lá estiveram, gostaria de deixar um ou outro comentário...&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O que me supreendeu neste caso foi a surpresa das participantes. Vejamos os ingredientes de um bom evento lusitano:&lt;br /&gt;- Organização caótica. Presente.&lt;br /&gt;- Falta de civismo. Presente.&lt;br /&gt;- Concentração marcada para horas antes da abertura dos portões, para garantir um bom amontoado de massa humana. Presente.&lt;br /&gt;- Falta de condições. Presente.&lt;br /&gt;- Falta de planos de contingência. Presente.&lt;br /&gt;- Estimativas demasiado optimistas. Presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, só me ocorre perguntar isto - esperavam o quê? Por acaso pensavam, por ser um evento só com mulheres, que iria ser menos lusitano? Desenganem-se, minhas caras, que vocês têm tanto de alma portuguesa como nós :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que, aparentemente, causou surpresa, terá sido a quantidade de gajos que se juntaram à volta do recinto. Mais uma vez, surpresa para quem não quis pensar. Caríssimas, porque é que vocês acham que os gajos vão à discoteca? Para dançar? Se acreditam realmente nisso, deixem-me o vosso contacto, que eu tenho uns terrenos em Marte que são uma pechincha :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, o motivo pelo qual se terá juntado uma colecção de cromos à volta do estádio é exactamente o mesmo - "ver o gado" (perdoem-me a utilização do termo técnico). E, nalguns casos, acredito que tenham ido verificar a consistência do que viam, através de um exame manual. Não sou particularmente brilhante, mas esta até eu antevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, comprendo a revolta, mas não a surpresa. Nada do que foi referido acima me surpreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não percebi a frase que figurava num dos mails que recebi: "A mulher portuguesa não merece ser tratada assim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, ocorre-me dizer que "O povo português &lt;span style="font-style: italic;"&gt;talvez&lt;/span&gt; não mereça ser tratado assim". Utilizo a expressão "o povo" (e não "a mulher") porque, aparentemente, consigo olhar para lá do meu umbigo (o que não é muito difícil, uma vez que não deve nada à beleza :) ); digo "talvez", porque se é verdade que acho que somos bastante maltratados, também é verdade que não mexemos uma palha para mudar a situação, antes pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como costumo dizer, temos o que queremos. A mudança depende de nós e não acontece, portanto devemos ter o que queremos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-114944718700473556?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/114944718700473556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=114944718700473556' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114944718700473556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114944718700473556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/bandeiradas.html' title='Bandeiradas'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-114934529535883221</id><published>2006-06-03T15:27:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:54:13.006+01:00</updated><title type='text'>Levar o Asseio a Peito</title><content type='html'>A pedido da Patrícia, que queria rir :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data Original: 2005-10-21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem chamaram-me à atenção que eu estou sempre a falar de mamas - "As mamas isto, as mamas aquilo, as mamas aqueloutro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um facto. Tenho uma fixação por mamas. Atenção, é uma fixação, e não uma obsessão. Qual a diferença? Simples, uma fixação é uma ideia fixa, que me invade a cabeça e ocupa toda a minha atenção, a todas as horas do dia, de tal forma que não me consigo concentrar em mais nada nem consigo sequer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pensar&lt;/span&gt; em mais nada e tudo aquilo que vejo lembra-me imediatamente o objecto da minha fixação mesmo que seja preciso fazer as associações de ideias mais rebuscadas do Universo conhecido e desconhecido e depois a certa altura a pressão começa a ser demasiada ecomeçoaterquefazerumeesforçoenorme&lt;br /&gt;paramecontrolarenãocomeçaradizerbemaltofrases&lt;br /&gt;ondeutilizeapalavra"mamas"sóparapoderouviressa&lt;br /&gt;palavrajáqueopessoalqueestáàminhavoltaparece&lt;br /&gt;incapazdemefazerofavordeutilizaressapalavranuma&lt;br /&gt;fraseacadacincominutososbandidosevem-melogoà&lt;br /&gt;ideiao"GreastestTits"perdão"GreatestHits"daDollyPartone... e... e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Respirar fundo, e contar até 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...nove vírgula novecentos e noventa e oito centésimos, nove vírgula novecentos e noventa e nove centésimos, dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK, já estou mais calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, isto é a fixação. Quanto à obsessão, não sei porquê, mas faltam-me as palavras para a descrever. Há-de ser, certamente, muito pior que isto. Tenho pena das pessoas que vivem assim, obcecadas com algo. Deve ser muito triste, não acham?&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu admito-o - tenho uma pequenita fixação por mamas. Mas mesmo, mesmo pequenita. Quase nem se nota, quase nem se dá por ela. Aliás, se eu não estivesse a falar do assunto hoje, de certa forma a trazer-vos para o seio da questão, a maioria de vocês nem se teria apercebido, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo e sobejamente sabido que já anteriormente abordei o assunto sobre seios nestes meus mails matinais, mas foram realmente referências raras, sempre super-subtis que passaram pelo pessoal, decerto, devidamente despercebidas. Sim, que quando quero, também eu sei ser subtil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, decidi levar a questão a peito, e abordá-la no texto de hoje, com toda a frontalidade, e completamente a descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para que fique claro de uma vez por todas, e desta vez sem subtilezas, para que todos vocês possam captar a mensagem: Gosto de mamas. Sejam grandes e gloriosos globos; sejam pequenos petit-petits apetitosos; sejam a míticas mamas médias; é-me indiferente, desde que sejam verdadeiras. As falsas (ou "silly-boobs", i.e., com estrutura reforçada a silly-cone), quando exageradas, parecem-me sempre esquisitas. Enfim, gosto da vida como ela é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que quando digo "as falsas parecem-me esquisitas", tenho o dever de evitar extremismos potenciadores de eventuais situações trágicas. Se a vida colocar no meu caminho umas mamas falsas - isto não soa lá muito bem, pois não? :) - não serei a escusar-me a experimentá-las - não, não soa mesmo nada bem :) a minha sorte é que vocês percebem o que eu quero dizer, apesar de vos dar imenso gozo fazerem interpretações distorcidas ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Sim, é só isto. Quero dizer, não é propriamente um assunto em que haja muito para divagar. Parece-me ser mais uma disciplina multi-facetada, com uma primeira fase contemplativa, orientada para a meditação apreciativa, seguida de uma experiência mais prática, mais "hands-on"; de qualquer forma, é algo que exclui a filosofia, e os longos discursos vazios e sofomaníacos. Sim, poderia traçar imensos paralelos com apoteóticas viagens pelos Alpes, ou atrevidas comparações com os frutos mais diversos, ou contar picantes histórias do "Clube do Peitos Mornos" (para quem estiver interessado, é a versão soft do famoso "Clube do Peitos Pornos", uma das melhores obras cinematográficas desde a trilogia das "Freiras Endiabradas"; e pensar que nesse ano deram o Óscar ao "Gandhi")... enfim, haveria muito para dizer, mas ("felizmente" dirão vocês :) ) não há tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, mudando de assunto, uma pequena nota sobre o cavalheirismo. É opinião geral que é algo que vai desaparecendo. E isto trouxe-me à ideia as tradições, que também se vão perdendo. Será que alguém já fez um estudo sobre a relação entre a importância que cada país dá às suas tradições, o esforço que realiza para as manter, e o seu índice de cavalheirismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me parece que seja uma questão nacional, mas não deixaria de ser engraçado se assim fosse. Por cá, até somos um país tradicional, mas nem por isso o nosso índice de cavalheirismo é particularmente alto. O que é uma pena, porque o cavalheirismo tem algumas vantagens. P.ex., o acto de dar passagem a uma mulher ("primeiro as senhoras", lembram-se?); como cavalheiros lusitanos, temos o dever de o fazer, de forma a melhor podermos contemplar o nabo racional... bem, e o internacional também; não sejamos xenófobos :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, mudei do habitual tema asseado para um assunto mais abundante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27795054-114934529535883221?l=cestdeboncoeur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/feeds/114934529535883221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27795054&amp;postID=114934529535883221' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114934529535883221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27795054/posts/default/114934529535883221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cestdeboncoeur.blogspot.com/2006/06/levar-o-asseio-peito.html' title='Levar o Asseio a Peito'/><author><name>Llyrnion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09359519485251803150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27795054.post-114920241419152373</id><published>2006-06-01T23:47:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:53:19.393+01:00</updated><title type='text'>Insatisfações</title><content type='html'>Data original: 2006-02-10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, um obrigado ao Dinis por me ter enviado o artigo :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia vem no Correio da Manhã, mas creio que talvez venha no seguimento de um estudo da Sábado - "Metade das portuguesas estão insatisfeitas com o número de investidas dos parceiros, afirmando sofrer com a falta de libido deles, segundo dados de um estudo nacional" (ver &lt;a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=191016&amp;idselect=10&amp;amp;idCanal=10&amp;p=94"&gt;artigo&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei piada à frase "Há 8% das mulheres a fingir o orgasmo e... 0% dos parceiros a perceber a simulação". Epa, fabuloso! Vejam lá que surpresa. Meu Deus, como é tal possível? Logo o orgasmo feminino, que é cheio de indícios reveladores, e nada fáceis de simular. Homem que é homem vê logo a diferença, claro. Jejúje! Seria de pensar que, por esta altura, já toda a gente teria visto o filme "Um Amor Inevitável". Sim, elas fingem; sim, nós não percebemos. E...? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, permitam-me fazer um pequeno excurso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa atitude *verdadeiramente sensata*, o Conselho Directivo de uma escola primária nos USA (onde mais podia ser?) decidiu suspender um miúdo da primeira classe, por... por... por... assédio sexual! A uma sua colega! Estamos a falar de duas crianças de 6 anos, OK? Ao que parece, o depravado meteu a mão por dentro das calças da rapariga, e tocou-lhe... na pele por debaixo do cinto! Insolência!!!! Suspensão é pouco! Cortem-lhe as mãos! E, se calhar, a castração também seria uma boa ideia, para servir de exemplo para todos esses depravados da sua idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei do comentário da porta-voz da Associação de Escolas lá do sítio - "É uma pena que esta situação tenha atraído toda esta publicidade". Que é como quem diz, "É uma pena que agora tanta gente por esse mundo fora vá saber como somos idiotas". Alguém deveria dizer à senhora que ela não precisa ficar preocupada - nós já sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ver a notícia &lt;a href="http://abcnews.go.com/US/story?id=1591633&amp;CMP=OTC-RSSFeeds0312"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, perguntam vocês, o que é que tem uma coisa a ver com a outra? É o que veremos de seguida.&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;1. Repitam comigo: "O Sexo Não É Nada De Extraordinário"&lt;br /&gt;Já o disse e repito - no dia em que as pessoas aprenderem que o sexo é apenas mais um aspecto das suas vidas, e não "O Aspecto Mais Importante" das suas vidas, serão muito mais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, poderemos aceitar com naturalidade que duas crianças se toquem, ou até que se beijem, emulando o que vêm nos adultos (conceito fabuloso e inovador, não é, esse de as crianças imitarem o comportamento dos adultos?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos aceitar que não há - nem deve haver - diferença entre o homem que gosta de sexo e procura uma parceira diferente todos os dias (actualmente designado como "garanhão") e a mulher que faz o mesmo (actualmente designada de "vaca" para baixo); desde que não estejam a iludir ninguém, são livres de fazer o que lhes der na real gana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos aceitar que, numa relação, vão haver "dias sim" e "dias não". E que às vezes ambos vão estar no mesmo comprimento de onda, e às vezes não. E que isso não se aplica apenas ao sexo. Simplesmente, como o sexo é aquela&lt;br /&gt;Coisa-Fabulosamente-Fantástica-À-Qual-Devemos-Dedicar-Toda-A-Nossa-Energia (TM), isto transforma-se numa tragédia. O que é facto é que um elemento do casal querer sexo e o outro não é tão trágico como um querer peixe ao jantar e o outro querer ovos mexidos. Porém, por algum motivo que me escapa as discrepâncias gastronómicas na relação não são alvo de muitos estudos. Já o sexo é examinado até à exaustão (sim, o tricadilho - trocadilho tri-partido - foi propositado :) ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos dar o real valor a frases como "ao fim de quatro anos de vida a dois o desejo diminui"; ou seja, 0. Qual é o problema com estas frases? São profecias que se realizam a si próprias. Se eu não souber que tenho que me preocupar com o 4º aniversário da relação, não me preocuparei (sim, fico um pouco aquém de La Palisse :) ). Ou seja, uma semana, durante o primeiro ano, em que eu e a m
